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18.11.2020 | IMPORTAçãO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados/Planeta Arroz

Carga de arroz da Guiana retida em Imbituba com insetos vivos

Fiscalização sanitária impediu a entrada do grão no país e a carga passará por expurgo ainda no mar. Caso não é considerado grave, pois insetos comuns

imagem Fiscalização impediu entrada de grão contaminado por insetos Foto: Divulgação

Uma carga de aproximadamente 20 mil toneladas de arroz em casca, com origem na Guiana e adquirida por empresas de Santa Catarina para a parboilização, foi retida no Porto de Imbituba na semana passada por conter insetos vivos. A fiscalização sanitária impediu o desembarque da carga e o navio precisou desatracar e voltar ao mar para realizar expurgo, conforme as normas sanitárias. Oito dias após a fumigação, a carga deve passar por nova inspeção sanitária (o que ocorrerá no próximo final de semana). Se aprovada, será descarregada e seguirá o seu destino normalmente. 

Os insetos são considerados comuns em grãos e de ocorrência em todo o continente americano, inclusive nos armazéns brasileiros: Liposcelis entomophila e Ectopsocus richardsi.

O arroz foi adquirido sem o custo de 10% da Tarifa Externa Comum (TEC), após isenção concedida pelo governo federal em setembro, quando temia dificuldades de abastecimento e buscou conter a escalada de preços no mercado doméstico.

Este foi um dos dois navios adquiridos na Guiana por empresas catarinenses. O segundo também está chegando e deve passar por uma vistoria rigorosa depois do incidente com o primeiro volume. Serão cerca de 22 mil toneladas. As cargas da Guiana também tiveram problemas no embarque, por falta de documentação e dificuldades de logística, o que precisou da intervenção de autoridades setoriais brasileiras.

Segundo um trader, a busca por produto fora do Mercosul impacta a qualidade do grão ofertado ao consumidor nacional. “Temos um dos melhores arrozes do mundo e, disparado, o melhor das Américas”, observou.

Os dois navios de arroz em casca adquiridos nos Estados Unidos, que embarcaram em Lake Charles (Louisiana), somaram cerca de 50 mil toneladas e já desembarcaram sem problemas em Imbituba e Rio Grande. Esta semana começou a desembarcar o arroz branco adquirido na Índia.
Para especialistas do setor industrial, a realização do expurgo resolverá o problema com os insetos, mas vai exigir um pouco mais de tempo e cuidado para o processamento dos grãos.

“É uma notícia que nunca se quer receber, mas há procedimentos previstos pela legislação e processos sanitários que resolvem”, afirmou um industrial catarinense. Segundo ele, o incidente serve para lembrar que a produção brasileira está num nível muito elevado frente aos seus principais concorrentes internacionais.

O lado positivo do incidente foi a confirmação de que a inspeção sanitária brasileira é eficiente e exigiu a correção do problema. "A garantia de que temos segurança fitossanitária e ela funciona é a melhor notícia de todo esse episódios", assegurou um dirigente setorial. O temor inicial era de que se tratasse de uma praga quarentenária ou exótica, o que não se confirmou. Após o tratamento adequado, o produto poderá ser processado e consumido normalmente.


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comentários (5)

18/11/2020 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
O óbvio escancarado....as primeiras cargas já dando problemas fitossanitários....os insetos adultos são identificados visualmente, mas e os nas fases iniciais e as intermediárias ??....só em microscópios e lupas eletrônicas.
E as pragas quarentenárias como fungos, bactérias e vírus não ocorrentes aqui como ficará a fiscalização ?? os fiscais tem condições e tempo hábil de mandarem para laboratório para identificação antes da descarga ?? ......muitas complicações a vista!
Corremos o riscos de novas pragas de fora do continente contaminarem a população e até mesmo nossas lavouras!
A idiotice destas importações de fora bloco sem necessidade, ficará na história de nossas industrias por ganância e despreparo do governo Federal!!!
19/11/2020 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Bah isso nem dor de barriga da pessoal !!! Pra quem come esses arroz de fora com cheiro de mijo, fedorento, amarelo, puro gastoxin pra matar os carruncho no navio ou caminhoes, cultivado com veneno em po ching-ling essas mariposa nao faz nada! O que nao mata engorda... Tem que cuidar esse arroz que chega por terra... Talvez encontrassem coisa pior!
19/11/2020 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
E pena que essa vigilancia sanitaria eh mais atuante so nos portos! Se cuisassem o que chega por terra, ia aparecer muita coisa que prejudica severamente a populacao! tem muita coisa sendo produzida com herbicidas proibidos no Brasil, transportados com gastoxin, cheiro de mofo e mijado, quebrado, cheiro de mijo, etc. Que bom que ta aparecendo.
19/11/2020 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Tem mais 380.000 toneladas prá vcs comprarem. Busquem tudo! Não querem valorizar o produtor brasileiro! Aproveitem e tragam esses pixuá. Vietnã, Tailândia e India tem bastante. Importem tudo! O bucho do brasileiro aguenta tudo, desde mariposa, caruncho, gastoxin, veneno do Uruguai e Paraguai. Guenta tudo. Sonho no dia que a vigilância sanitaria por “terra” seja tão eficaz como a do “mar”. Sonho que se ficalize nas aduanas carga a carga de arroz. Qualidade, contaminacão, quais pesticidas são usados, quantidade de quebrados, etc! Até lá vibro com noticias como essa! A população precisa saber o que está ingerindo!
21/11/2020 - Marcos Hanus ( - CE)
Está situação mostra com clareza a ganância de nossas indústrias, principalmente as catarinenses.
O fato é que temos arroz suficiente no Brasil, arroz de qualidade, mas os produtores que tem esse arroz não vendem a preço baixo, como as indústrias querem pagar.
O resultado foi esse.
Os produtores tem parcela de culpa pelo episódio, deveriam vender esse arroz a um preço compatível, e as indústrias querem o lucro a qualquer custo, não importa se o povo brasileiro vai comer inseto envenenado, no arroz.

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