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16.10.2020 | CLIMA - por Correio do Povo - RS

La Niña deve provocar nova estiagem no Rio Grande do Sul

De acordo com boletim do Copaaergs, a tendência é haver menor quantidade de chuvas e temperaturas mais elevadas entre novembro de 2020 e março de 2021

imagem Desvio de temperatura do Pacífico está em 1,2 grau negativo, confirmando La Niña moderado

Há risco de estiagem em todas as regiões do Rio Grande do Sul nesta primavera e verão, com maior intensidade em novembro deste ano. O motivo é o fenômeno natural La Niña, que pode reduzir chuvas e aumentar a temperatura do ar. A previsão foi divulgada no Boletim do Conselho Permanente de Meteorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs) e reforçada pela MetSul Meteorologia, que prevê estiagem e avalia que o fenômeno já começou em regiões como o Noroeste e Norte do Estado.

O relatório está em acordo com a atualização divulgada pelo Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA), as análises indicam que o La Niña poderá ter intensidade de moderada a forte no Brasil. Anteriormente, o NOAA apontava para um La Niña com intensidade fraca em 2020.

"As últimas previsões de vários modelos, incluindo o NCEP CFSv2, sugerem a probabilidade de um La Niña moderado ou mesmo forte durante o pico da temporada de novembro a janeiro", destacou o NOAA em seu anúncio oficial. A atualização da administração americana muda o padrão do que era previsto em 10 de setembro, quando o NOAA divulgou oficialmente o retorno do fenômeno.

Em razão disto, recomenda-se o monitoramento de recursos hídricos, mesmo em regiões onde, nos últimos meses, houve chuvas acima da média. O documento também listou uma série de orientações técnicas para as culturas do período:


Culturas de outono-inverno produtoras de grãos (trigo, aveia, cevada)

Independente do prognóstico climático de precipitação pluvial abaixo da média no período, monitorar a ocorrência de doenças e pragas e observar se há necessidade de aplicações de defensivos agrícolas. Não descuidar do momento da colheita, colhendo tão logo seja possível;
Os produtores devem providenciar a revisão das colhedoras e acompanhar a previsão do tempo para colheita.

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Considerando que a disponibilidade de água nos reservatórios não está na capacidade máxima e o prognóstico aponta redução de chuvas no trimestre outubro-novembro-dezembro, dimensionar a área a ser semeada conforme a disponibilidade de água;

Dar continuidade à adequação das áreas que ainda não estão preparadas para possibilitar a semeadura na época recomendada pelo zoneamento agrícola, de forma a aproveitar as melhores condições de radiação solar e evitar as temperaturas baixas no período reprodutivo da cultura;

Escalonar a época de semeadura de acordo com o ciclo da cultivar, primeiro as de ciclo longo, seguidos das de ciclo médio e precoce;

Para as semeaduras até meados de outubro, quando a temperatura do solo é baixa, atentar para que a profundidade de semeadura não seja superior a 2 cm, a fim de evitar redução no estande de plantas e a consequente desuniformidade no estabelecimento inicial da cultura.

Culturas de primavera-verão produtoras de grãos (milho, soja, feijão)

Escalonar a época de semeadura e utilizar genótipos de diferentes ciclos ou diferentes grupos de maturação para evitar eventuais perdas em função de deficiência hídrica no período crítico, sempre respeitando o zoneamento agrícola;

Para cultura de milho e feijão iniciar a semeadura quando a temperatura do solo, a 5 cm de profundidade, estiver acima de 16°C e houver umidade adequada do solo;

Para cultura da soja somente iniciar a semeadura quando houver umidade adequada do solo;

Tratando-se de plantio direto, fazer o manejo de culturas de inverno voltadas para a proteção do solo e manutenção da umidade no solo;

Considerando o prognóstico de baixa precipitação no trimestre outubro/novembro/dezembro, se possível, irrigar sempre que necessário. Dar preferência à irrigação nos períodos críticos da cultura (florescimento – enchimento de grãos);

Para o cultivo da soja em terras baixas é indispensável a drenagem. Entretanto, em anos de estiagem, é importante atenção quanto ao manejo da irrigação, pois os solos são rasos e argilosos.


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