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01.05.2020 | ESPECIAL

Pastejo na resteva do arroz exige cuidados

imagem Produção de feno integra pós-colheita e pecuária Foto: Mara Grohs

 O uso do rebanho bovino sobre a palha da lavoura de arroz na pós-colheita é um tema polêmico. Isso porque historicamente há produtores que negligenciam os cuidados da entressafra com a esperança que o gado ou a geada possam evitar o rebrote da resteva e que o pisoteio substitua a entrada de algum implemento que “deite” a palha. De acordo com a pesquisadora Mara Grohs, de fato o gado pode fazer tudo isso, “mas é necessário que tenhamos os mesmos critérios: alta lotação para o consumo rápido do rebrote e pisoteio eficiente. Já a espera interminável da geada que não costuma ocorrer tão cedo, traz ao empreendimento um grau de risco que não condiz com uma boa gestão.

Alguns produtores têm adotado a confecção de feno, o que reduz a quantidade de palha, permite o preparo antecipado do solo e também pode ser uma fonte de renda, através da venda do material volumoso enfardado. O engenheiro agrônomo Jaceguay Barros é coordenador técnico de um grupo agropecuário que utiliza este sistema. Produz feno da palhada numa propriedade na Barragem do Capané, em Cachoeira do Sul (RS), e a utiliza como volumoso num confinamento bovino em São Gabriel (RS) e também na Região Central. “No nosso sistema provou-se de bons resultados com essa integração”, assegura.

Em um ano de estiagem como o da safra 2019/20, tornou-se uma opção de grande relevância para abastecer o seu sistema com forragem. A coleta com a enfardadeira permite retirar uma tonelada de palha por hectare. Numa área que colhe 10 toneladas de grãos, por exemplo, são produzidas 10 toneladas de palha, considerando a que passa pela colheitadeira e também a parte das plantas (soca), que após o corte permanece no quadro das lavouras. Retirar 10% desse volume (ou mais) para a fenação é de grande ajuda para a decomposição. E a palha ajuda a boiada a manter o peso e o estado corporal.

O engenheiro agrônomo e agropecuarista Ricardo Lara, da Estância do Chalé, em Cachoeira do Sul, dentro do projeto de integração lavoura-pecuária da propriedade, que também introduziu soja em rotação com arroz, produz feno a partir da palha. O produto é dirigido a fornecer volumoso às vacas prenhes em campo nativo.

Mara Grohs: meta é uma lavoura sustentável


FIQUE DE OLHO
O médico veterinário José Cláudio Toledo da Rosa considera que o fornecimento da palha como volumoso é interessante em épocas de carência alimentar, seja em vazios provocados por secas prolongadas, como a atual, ou inverno com baixa disponibilidade de pasto para o gado. Apesar da qualidade nutritiva inferior às forrageiras, os fardos de palha dão resultados satisfatórios em situações específicas: “O produto é fornecido ao rebanho com aditivo – em cocho - capaz de melhorar o valor nutritivo, caso do sal proteinado misturado ao sal mineral comum, que faz com que a flora ruminal do bovino a consiga digerir bem e elevar o aproveitamento do volumoso”, explica. Mesmo com o campo em declínio, é possível manter o gado sem perder peso. O tamanho do fardo varia, mas o padrão fica em torno de 320 a 500 quilos, o que dá para complementar a alimentação de aproximadamente 60 animais por dia.


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