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01.05.2020 | ESPECIAL

Safra é o ano inteiro

Manejo de entressafras é ferramenta na busca de economia e rendimento

imagem 70% dos solos se encontram com menos de 2,5% de matéria orgânica

 O manejo de entressafra das terras baixas tem recebido cada vez mais atenção por parte de técnicos e produtores, pois o gerenciamento da área terá um impacto direto sobre o custo de produção das lavouras de arroz e na época de semeadura da cultura em sucessão. Nos últimos anos tem se percebido uma procura de alternativas que convergem para a adoção de sistemas que utilizem menor número de operações de solo, além de uma integração maior com a pecuária, seja apenas para o pastejo da resteva da cultura do arroz, seja o consórcio com plantas de cobertura.

Segundo a pesquisadora Mara Grohs, que coordena a Subestação Experimental do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) na Região Central e é doutora em Manejo e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Santa Maria (RS), este conceito está baseado, majoritariamente, na busca pela redução do consumo de óleo diesel, que chega a representar 10% do custo total de produção de arroz nos sistemas mais intensivos de preparo, aliada à tentativa de aumento de rentabilidade dessas áreas, por meio da diversificação com a pecuária.

“Em um olhar mais sustentável, a inserção de plantas de cobertura e a redução de intervenções nas áreas pode trazer, a longo prazo, uma alternativa para os mais de 70% dos solos de terras baixas que hoje se encontram com menos de 2,5% de matéria orgânica, segundo dados de 45.000 amostras processadas no laboratório do Irga, situação essa ligada diretamente à forma de manejar o solo em que é produzido o arroz gaúcho”, destaca.

Ela ressalta que apesar de todos os benefícios aparentes, a tarefa é árdua. Isso porque a palha do arroz é um material de alta relação C/N (alta concentração de carbono e baixa concentração de nitrogênio). Os responsáveis por essa decomposição são os micro-organismos do solo, que necessitam de nitrogênio para a decomposição do material vegetal (que é formado basicamente de carbono).

Esses fatores exigem ações do produtor a fim de acelerar a decomposição da grande quantidade de material vegetal que é aportado no sistema em uma época do ano de temperaturas baixas e alta umidade, condições ambientais que desfavorecem a decomposição microbiana.

QUESTÃO BÁSICA
Conforme Mara Grohs, em uma ordem de prioridade a dessecação tem papel fundamental, pois ocasiona a morte da planta e evita que tanto o arroz quanto as plantas daninhas apresentem ressemeadura. Além disso, acelera, em média, 15% a velocidade da decomposição do material. “Em segundo plano, colocar essa soca em contato com o solo garantirá que os micro-organismo responsáveis por esse processo tenham acesso à palha, aumentando a efetividade do processo de decomposição. “Isso pode ser realizado por meio da utilização de um rolo-faca e/ou compactador - com o solo seco - ou simplesmente o uso do gado em pastejo. Com as medidas corretas, é possível reduzir até 70% da palha que sobra da colheita.

Uso do rolo-faca é técnica mais tradicional /Mara Grohs


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