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26.06.2020 | INTERNACIONAL - por Patrícia Loss - Jornal do Povo

De olho no USDA, preços futuros convergem nos EUA

Contratos de julho e setembro se mantêm em queda, mas expectativa de mercado ajustado nos EUA mantêm expectativa de boa remuneração aos produtores

imagem O gráfico mostra o impacto da queda dos preços futuros voltando aos patamares normais Foto: CME Group - Investing

A próxima terça-feira será o Dia D para a precificação dos contratos futuros de arroz da nova safra dos Estados Unidos na Bolsa de Chicago. Será quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará a estimativa real da área plantada, com base na documentação de seguros e programas de subsídios do governo federal. Inicialmente a expectativa é de que a área semeada alcance 1,157 milhão de hectares e a produção total alcance 9,2 milhão de toneladas em base casca, com avanço de 14% da superfície semeada sobre a safra passada.

Na expectativa do anúncio do governo federal, os preços futuros continuam uma trajetória de convergência entre os contratos de julho e os de setembro, ainda um pouco altos porque muitos agricultores que devem colher mais cedo esperam que o mercado opere com prêmios em função da baixa disponibilidade de produto para venda. No entanto, como a safra deve ser 17% maior, segundo estimativa anterior, a previsão é de que se ocorrerem, os prêmios terão vida curta.

A expectativa dos especialistas nos EUA é de que o país tenha maior produção, mas também tenha um volume maior de importações e exportações e termine a temporada com estoques bastante ajustados.

“Esta relação ajustada de oferta e demanda deve manter os preços firmes ao longo do ano nos Estados Unidos, como sinalizam os preços futuros, em torno de 12 dólares por quintal (cwt) que correspondem a 45,36 quilos. Este valor equivaleria a US$ 13,22 por saca de 50 quilos, no Brasil. Mas, ainda que os preços se aproximem, os Estados Unidos levam vantagens na exportação porque têm melhor logística e menor preço de frete para atender aos mercados das Américas, Oriente Médio, Europa, África e, ainda por cima, mantém clientes na Ásia. Mesmo com uma diferença significativa, vai ser duro competir com eles no segundo semestre, a menos que o câmbio nos impulsione”, explica Cleiton Evandro dos Santos, analista de Planeta Arroz.

Segundo Santos, a evolução da área semeada nos Estados Unidos tem razões muito claras. A valorização do grão, num primeiro momento, por conta da forte demanda da temporada que encerra e os baixos estoques estadunidenses (que tiveram duas quebras de 20% e 15%, respectivamente, em três safras) – cujas disponibilidades para novas vendas terminaram em março/abril, cinco meses antes do ano/safra do país da América do Norte. “A pandemia do coronavírus reforçou esta situação e os preços futuros, pela escassez do produto livre para novos negócios, dispararam, superando até US$ 23,00 para julho e descolando 10 dólares por cwt do mercado físico”, acrescenta o analista.

"A questão é que o mercado físico não acompanhou esse crescimento e percebeu-se que se tratava de especulação de investidores de outras commodities que estavam em baixa, operando com baixo volume de contratos. As vendas pontuais, de produtores que ainda tinham algum estoque remanescente, ocorreram entre US$ 13,00 e US$ 14,50", o que puxou os preços futuros para patamares mais adequados à realidade", completa. 

Para ele, este quadro completou-se com a queda dos preços do petróleo, que afetou diretamente as cotações do etanol de milho nos Estados Unidos e a cotação do grão. “Desta maneira, vários produtores que tinham migrado do arroz para o milho, onde é possível, voltaram a ser arrozeiros”, resume.

Por fim, Santos destaca que o clima também favoreceu a orizicultura americana, até aqui, nesta temporada. “Em algumas áreas pontuais as chuvas atrapalharam a implantação das lavouras, mas aparentemente, mesmo com algum esforço e em cima dos prazos para acessarem os programas de governo e seguro, os produtores conseguiram cumprir com os cultivos dentro do zoneamento agroclimático e as regras do crédito local”, agrega.

Pelo que observa, Cleiton Evandro dos Santos não espera grandes surpresas no levantamento oficial da USDA, ainda que reconheça pequenas divergências pontuais entre produtores e governo em alguns números indicativos ao longo dos últimos meses. “Esta é a hora em que tudo é passado a limpo e os números formais dão estabilidade à política de preços, diferente do Brasil onde muitas vezes os números oficiais mais confundem do que esclarecem”, resume. Hoje, pela manhã, a Bolsa de Chicago operava em baixa para os contratos de arroz de julho e de setembro, cotados a US$ 13,50 e US$ 12,35 (cwt) respectivamente.




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comentários (1)

29/06/2020 - Marcos Tinarelli (Campinas - SP)
oi

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