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01.11.2019 | PESQUISA

A ferramenta que faltava

Corteva lança o Loyant®, herbicida que elimina cinco de seis invasoras resistentes na orizicultura

imagem Ribeiro: nova classe de ativos

 Em um evento para mais de 400 convidados entre técnicos, pesquisadores, distribuidores, arrozeiros e imprensa, a Corteva Agriscience lançou em Porto Alegre, em setembro, o herbicida Loyant®, que já está sendo usado na atual safra. O produto representa uma revolução no controle de invasoras na lavoura orizícola, uma vez que apresenta eficiência sobre cinco das seis plantas daninhas resistentes a herbicidas que ocorrem na cultura. A exceção é o arroz vermelho, que pertence à mesma família do arroz.

O defensivo já chegou ao Brasil em alto estilo, com o título de melhor herbicida do mundo em 2018, conferido por associação internacional do ramo. Ele age sobre gramíneas, como o capim-arroz, ciperáceas e invasoras de folhas largas, cobrindo um espectro amplo. “Nosso maior negócio mundial é o arroz”, afirmou o presidente da Corteva, Roberto Hun, de origem chinesa.

O pós-emergente será uma ferramenta fundamental no controle de invasoras e se somará aos demais mecanismos. “É importante frisar que ele não deve ser considerado uma solução total, como já aconteceu com outros mecanismos que perderam a eficiência em pouco tempo. Trata-se de uma ferramenta importante, um produto que deve ser associado às outras práticas químicas, mecânicas e agronômicas de controle de invasoras. E se for usado conforme as recomendações, terá vida mais longa e se manterá eficiente por muito tempo”, resumiu a líder da área de pesquisas em herbicidas da empresa, Ângela Da Cas Bundt.

Sheilla Pereira, vice-presidente da Corteva para a Região Sul do Brasil e o Paraguai, enfatizou a importância do grão para a segurança alimentar do país e do mundo e destacou que a sociedade precisa “conhecer e respeitar o caminho que o arroz faz até as nossas mesas”. Depois deu um show cantando com os sertanejos Fernando e Sorocaba.

Douglas Ribeiro, diretor de marketing da Corteva Agriscience para o Brasil e Paraguai, explicou que o herbicida foi desenvolvido por pesquisadores da empresa e o princípio ativo Rinskor™ pertence a uma nova classe de ativos e possui modo de ação inédito.

Além de ser efetivo no controle de invasoras, inclusas as resistentes aos herbicidas hoje disponíveis no mercado, o Loyant® tem mais um diferencial: seu perfil toxicológico favorável em relação ao impacto para a saúde humana e o meio ambiente. “Tanto que é classificado na faixa azul pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, explica Ecli Ávila, líder de marketing para arroz no Brasil e Paraguai. Previsto para ser lançado em 2023, o herbicida foi liberado antes pelo perfil de baixo impacto. 100 mil hectares devem ser cobertos na atual temporada.

Direto ao ponto
O Loyant® é apontado como uma ferramenta inovadora para combater plantas daninhas resistentes na orizicultura, casos, por exemplo, do capim-arroz e sagitárias, entre outras. Pertence ao grupo químico dos arilpicolinatos e é um mimetizador de auxinas. Porém, os receptores diferem de herbicidas clássicos desse mecanismo de ação, como o 2,4-D.

Uma vez aplicado em pós-emergência, ele interrompe o processo normal de regulação do crescimento das plantas daninhas, que passam a apresentar anormalidades também pela interrupção de diversos processos celulares, seguido da necrose dos tecidos, em especial próximo das raízes ou na parte inferior do caule. As plantas suscetíveis morrem em um prazo de cinco a 10 dias em média.

O produto tem mostrado eficiência total em gramíneas como capim-arroz e papuã, juncos (Cyperus sp) comuns na cultura do arroz e espécies como angiquinho, caruru, ambrósia, buva, aguapé, cruz-de-malta e sagitária, dentre outras.

A empresa recomenda seu uso em um esquema que utiliza também pré-emergentes e controles mecânicos e agronômicos como forma de dar longevidade ao mecanismo. Nas últimas safras tem crescido o número de plantas daninhas resistentes a mecanismos inibidores de ALS, ACCase e EPSPS, que também são favorecidas pelo agroecossistema.

O princípio ativo Rinskor™ apresenta baixo risco para organismos não alvos em termos de volatilização e tem curta meia-vida no ar. Seu baixo potencial ofensivo à cultura comercial e ao meio ambiente favoreceu o rápido trâmite de sua aprovação pelo Mapa.

O arroz é capaz de metabolizá-lo, conferindo a seletividade necessária para a eficiente ação sobre as plantas daninhas. Mas não deve ser aplicado após a iniciação da panícula. Como não há residual, a biodisponibilidade no solo é baixa. Os protocolos de avaliação revelam rápida degradação e dissipação. Os melhores resultados são obtidos nos estágios iniciais de crescimento das plantas daninhas, entre duas e cinco folhas. Seu uso deve ser associado ao eficiente manejo de irrigação.

O QUE ELES DISSERAM



O consultor Miro Schmidt destacou a importância do surgimento desta nova ferramenta diante da ineficácia de controle de outros mecanismos. “Hoje é necessário reunir todos os mecanismos disponíveis para ter um controle razoável sobre as plantas daninhas, em especial as resistentes a herbicidas. Com esta nova molécula será possível evoluir e ter mais eficiência nessas operações, desde que sejam observadas as recomendações técnicas”, enfatizou.

José Alberto Noldin, gestor da Estação Experimental do Arroz da Epagri em Itajaí (SC), enfatizou que o produto é tão eficiente que serão necessários muitos cuidados para que a ferramenta não se perca em poucas safras, como outros defensivos para os quais as plantas daninhas desenvolveram resistência. “O arrozeiro deve ter consciência de que precisa preservar esse mecanismo porque tão breve não haverá outro com essas características e é cada vez mais difícil encontrar novos herbicidas”, alertou.

Rafael Bolsson, gerente de mercados e marketing de campo da Corteva, destacou que a empresa deve realizar lançamentos de pelo menos cinco produtos para a orizicultura nas próximas quatro safras, entre eles fungicidas, brusonicidas e novos herbicidas pré e pós-emergentes. Segundo ele, a empresa totalmente voltada ao agronegócio tem um foco especial no arroz e pretende fazer valer esse diferencial no mercado.

Para Valmir Gaedke Menezes, consultor e ex-diretor técnico do Irga, o Loyant® chega com um respaldo importante de muitos anos de testes sobre as invasoras resistentes a herbicidas. “É uma ferramenta eficiente, mas que exige que o agricultor seja tão eficiente quanto ela na hora de aplicá-la e de preservar o seu mecanismo. Vai ajudar muito a quem souber usar, seguir as recomendações técnicas e usar com a eficiência e os cuidados necessários”, avalia.

EDIÇÃO 72

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EDIÇÃO 72
Novembro de 2019

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