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01.11.2019 | CAPA

Na hora certa

Irrigação precoce evita perdas de 116 quilos/dia e eleva controle a 90%

imagem Massoni, Siqueira e Mara: conduzem os experimentos de antecipação da entrada de água

 Dois dos resultados mais importantes alcançados pelos experimentos de antecipação da irrigação da lavoura de arroz para os estádios V1 e V2, diante da recomendação oficial de fazê-lo em V3 e V4, foram a elevação do controle de invasoras com herbicidas pré-emergentes a 90% e a constatação de que o atraso de 15 dias pode gerar perda média comparativa de 116 quilos de grãos na produtividade, ou 1.744 quilos no total.

“A antecipação da irrigação para os estádios de desenvolvimento V1 e V2 proporcionou melhor estabelecimento inicial das plantas, controle de plantas daninhas e produtividade. Com o atraso da irrigação do estádio V1 para V3 observou-se a perda de produtividade de até 116 quilos por hectare ao dia para as condições ocorridas no experimento”, explica Paulo Massoni, pesquisador do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Segundo ele, este fato pode ser relacionado com a redução do controle de plantas daninhas, assim como o atraso no desenvolvimento da cultura em área folhar e raízes e, consequentemente, redução de fotoassimilados. Por outro lado, as produtividades superiores a 11 mil quilos por hectare foram alcançadas quando se irrigou a cultura no estádio V1 e utilizou-se os herbicidas Roundup Transorb®+ Gamit®+ Kifix®, Roundup Transorb®+ Gamit®+ Ricer®, Roundup Transorb®+ Herbadox®+ Ricer® ou Roundup Transorb®+ Herbadox®. O uso de misturas foi mais eficiente do que o uso de um só princípio ativo na maior parte dos testes e de acordo com a época do plantio e a antecipação da entrada da água.

Mara Grohs complementa dizendo que os experimentos mostraram que é possível antecipar a irrigação com aumento de produtividade e controle de plantas daninhas desde que observada a época de semeadura, pois interferem as temperaturas médias do solo e da água. “Para os testes, traçamos uma estratégia que favorecesse a emergência das plantas, uma vez que suas estruturas ainda estão dentro do solo em ponto de agulha. Contamos com os fatores genéticos, com escolha de cultivares com maior vigor inicial, no caso da IRGA 426, e com a temperatura média, pois buscamos épocas de semeadura mais favoráveis à emergência do arroz”, esclarece.

Ainda de acordo com a pesquisadora, os resultados mostraram que é possível antecipar a irrigação para os estádios V1 e V2, ou seja, uma ou duas folhas da planta de arroz, inclusive com produtividade maior do que a obtida com entrada da água em V3 e sem prejuízo do estande inicial de plantas, qualidade física do grão e qualidade fisiológica das sementes produzidas neste sistema. “Os experimentos continuam nesta temporada com o objetivo de ratificarmos os resultados e dar suporte a novos testes”, acrescenta.

Paulo Massoni lembra que foram utilizadas áreas com sérios problemas de plantas resistentes nas quais foram testados pré-emergentes sozinhos ou em misturas. “Observamos que quando se utilizou até mesmo produto de baixa performance por causa da resistência, ao se antecipar a irrigação para o estádio V1 elevamos a ação do herbicida para níveis de controle de 60% a 70%, o que é um bom controle pré-emergente. Portanto, antecipar a irrigação pode representar um melhor controle de plantas daninhas e garantir melhor produtividade e qualidade de grãos”, finaliza.

 

 

QUESTÃO BÁSICA 

Com o advento do Projeto 10, em 2003, o momento ideal de entrada da água de irrigação na lavoura foi indicado como aquele em que as plantas estão em estádio V3, isto é, com três folhas. Essa é a recomendação oficial para o cultivo de arroz irrigado. Mas, mesmo esse objetivo não tem sido alcançado por boa parte das lavouras gaúchas. Em geral, se começa a irrigar em V3 ou V4 e se termina em V6 ou V7 por conta de falhas no planejamento e dimensionamento do início da irrigação, o que deixa marcas profundas na forma de uma presença maior de invasoras, muitas delas de difícil e alto custo de controle, na formação de um banco de sementes de plantas daninhas e, o pior de tudo, na perda de qualidade, da produtividade e da renda.

 

EDIÇÃO 72

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EDIÇÃO 72
Novembro de 2019

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