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01.11.2019 | CAPA

A revolução da água

Irrigação em V1 e V2 amplia controle de invasoras, rendimento e qualidade dos grãos

imagem Ponto de agulha: irrigação antecipada testa controle de plantas daninhas e produtividade

 O conceito de que ao dominar o manejo da água o produtor domina a lavoura está sendo atualizado. Pesquisadores do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) desenvolvem desde a safra 2018/19 experimentos que apontam vantagens em antecipar a irrigação das lavouras de arroz para os estádios V1 e V2, desde que observada a época. Hoje recomenda-se a entrada da água em V3 (três folhas) com base nos conceitos do Projeto 10, de 2003.

A ideia que revoluciona o manejo da água para lavouras de alta produtividade e controle de pragas surgiu em 2018 em cima da busca de soluções para o avanço das plantas daninhas resistentes a herbicidas e seu alto custo de controle. O combate às ervas daninhas na orizicultura praticamente se limita ao uso de herbicidas. É baixo o uso de técnicas auxiliares, afora a irrigação. Com esse foco, os pesquisadores decidiram investigar se antecipar a irrigação traria melhor controle pela supressão das plantas daninhas pela barreira física da água, como ocorre em cultivo pré-germinado, e se isso melhoraria o desempenho de pré-emergentes.

O estudo associou os pesquisadores do Irga Luiz Fernando Siqueira, de São Pedro do Sul, Mara Grohs, doutora em manejo e nutrição de plantas que coordena a Estação Regional Experimental do Arroz de Cachoeira do Sul, e Paulo Massoni, especialista em controle de plantas daninhas da Estação Experimental do Arroz de Cachoeirinha, e outros colaboradores, estagiários e técnicos. Os resultados são promissores.

Siqueira lembra que o Irga é protagonista das técnicas de manejo do arroz irrigado e um dos avanços foi a ideia de antecipar a irrigação para os estádios fenológicos V3 e V4, a partir do Projeto 10, em 2003.

Com o tempo e a sequência de cultivos nas mesmas áreas, surgiram novos desafios, como o aumento da ocorrência de plantas invasoras resistentes a herbicidas e baixa fertilidade dos solos. “Então pensamos em antecipar a irrigação para os estádios iniciais da lavoura como forma de tornar mais efetivo o controle sobre as invasoras”, revela. A proposta foi irrigar no estádio S3, o ponto de agulha, testar também em V1, V2 e V3 e identificar o melhor conceito.

Experimentos foram realizados em Cachoeira do Sul e em Cachoeirinha na safra 2018/19 e estão sendo ampliados, mas duas conclusões já existem: antecipar a irrigação para V1 e V2, desde que na época e com as cultivares corretas, pode aumentar a produtividade, não reduz a qualidade dos grãos e amplifica o poder de controle de invasoras, mesmo as resistentes como o capim arroz (Echinochloa sp). Também ficou estabelecido que a irrigação em ponto de agulha gera morte de plantas e redução do estande mesmo quando a semeadura ocorre mais tarde.

Nos testes foram utilizadas cultivares de maior vigor inicial, como IRGA 426, comparada com IRGA 424 RI.

 

 

EDIÇÃO 72

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EDIÇÃO 72
Novembro de 2019

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