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01.11.2019 | MERCADO

Andamento da safra será determinante

 O estabelecimento da safra 2019/20 será fundamental para o cenário de preços do arroz em 2020, na opinião do mestre em agronegócios Tiago Sarmento Barata, diretor executivo do Sindicato das Indústrias do Arroz do Rio Grande do Sul (Sindarroz). Ele acredita que a consolidação do plantio dará uma dimensão mais próxima do que realmente será produzido no estado e isso influenciará as cotações. Adiantado até outubro, o plantio estagnou com a volta das chuvas no final do mês.

Para Barata, se alcançarem a média de rendimento das últimas três safras, mesmo com redução de área, os gaúchos poderão colher 100 mil toneladas a mais em 2020, “o que é pouco para seus padrões”, fala. Ele entende que o estoque de passagem em fevereiro de 2020 deve apresentar-se pelo menos 400 mil toneladas abaixo do estoque inicial pelo resultado positivo das vendas internacionais e pela safra menor na última temporada.

Por isso acredita em preços sustentados por conta da oferta mais enxuta em 2020.

“Descartamos qualquer risco ao abastecimento. A real ameaça é a inviabilidade econômica da cultura. O negócio arroz tem se mostrado inviável a muitos produtores e indústrias que operam no prejuízo. Isso gera migração para outras culturas e redução da atividade, afeta a economia dos municípios e coloca em risco este importante segmento da economia da Metade Sul”, afirma.

OTIMISMO

Diretor de mercados da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Marco Aurélio Marques Tavares é otimista com os preços na entressafra e em 2020. Segundo ele, mesmo abastecidas, as grandes empresas têm expectativa de menor aporte de matéria-prima no próximo ano e precisarão precificar esse ajuste. A safra menor dos Estados Unidos pode abrir espaço às exportações brasileiras. “Ainda que por falta de rentabilidade, o arrozeiro se obrigou a ajustar a oferta e isso trará melhores preços”, fala.

Para Tavares, é importante que o agricultor busque manter seus custos baixos sem abrir mão da qualidade e da produtividade. “Não há espaço para monocultivo, é preciso ingressar com soja, milho... e integrar a agricultura com pecuária e florestamento para garantir outras fontes de receita e um giro de capital que permita fracionar a venda do arroz e evitar a concentração de oferta nos períodos de cotações mais baixas”, ensina. Além disso, ele destaca que nos últimos meses os indicadores de beneficiamento de arroz no Rio Grande do Sul cresceram, um sinal de que houve um aquecimento no consumo. 


FIQUE DE OLHO
Por conta do equilíbrio nos estoques de passagem e entre a oferta e a demanda previstas para o próximo ano, o analista da Conab, Sérgio Roberto Gomes Santos Júnior, considera que a média dos preços será superior à de 2019. Para ele, nessa entressafra as cotações poderão chegar a R$ 48,00 e poderão cair na entrada da safra para algo em torno de R$ 42,00 de média no Rio Grande do Sul. Pelo cenário, não devem cair abaixo do mínimo, mas há fatores que poderão interferir, como o câmbio e oportunidade de exportação, entre outros.

EDIÇÃO 72

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EDIÇÃO 72
Novembro de 2019

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