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10.01.2020 | MERCADO - por Cepea-Esalq

Exportação aquecida e estoque baixo sustentam preços do casca em 2019

No acumulado do ano, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, subiu 19,62%, fechando a R$ 48,04/sc

imagem Produtor de arroz ficou entre altos e baixos da cultura nos últimos anos Foto: Divulgação

O mercado de arroz em casca atravessou 2019 com preços internos em patamares relativamente firmes, devido aos poucos estoques nacionais e ao bom desempenho das exportações brasileiras. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a produção interna foi menor nesta temporada, diante da redução no cultivo – vale lembrar que os preços caíram no segundo semestre de 2018.

No primeiro semestre de 2019, os valores internos oscilaram, com queda nos três primeiros meses, devido à retração de parte das beneficiadoras. Além disso, pesquisadores do Cepea indicam que houve pressão dos setores atacadistas e supermercadistas dos grandes centros consumidores, por causa da chegada da temporada 2018/19 no Rio Grande do Sul. No segundo trimestre, por outro lado, compradores estiveram mais ativos, visto que precisaram renovar seus estoques, contexto que elevou as cotações no período.

Os valores seguiram em alta no segundo semestre, atingindo o maior patamar desde 2017, em termos nominais. Este cenário esteve atrelado à necessidade de indústrias de atender contratos de exportação e à postura recuada de produtores, que, por causa dos custos de produção elevados, decidiram segurar a oferta. O pouco volume remanescente em estoque e as incertezas quanto às condições climáticas também ajudaram a sustentar os preços no período.

No acumulado do ano, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, subiu 19,62%, fechando a R$ 48,04/sc de 50 kg no dia 30. A média anual, de R$ 43,51/sc de 50 kg, registrou alta de 9,3% frente à de 2018 (R$ 39,80/sc de 50 kg), em termos nominais.

INDUSTRIAL – De janeiro a novembro de 2019 (último dado disponível), no comparativo com o mesmo período do ano anterior, o beneficiamento e as vendas de arroz somaram 6,78 milhões de toneladas, segundo dados do Irga (Instituto Rio Grandense de Arroz). Na parcial do ano-safra (entre março e novembro), as negociações totalizaram 5,58 milhões de toneladas, 4,26% abaixo da quantidade registrada no mesmo período do ano anterior.

INTERNACIONAL – Em 2019, as exportações somaram 1,43 milhão de toneladas, 21% menores que as do mesmo período de 2018. As importações totalizaram 995,98 mil toneladas, alta de 19,6% frente a 2018.

De acordo com dados do USDA, a produção global 2018/19 foi recorde, totalizando 499,2 milhões de toneladas de arroz beneficiado, alta de 0,96% frente à anterior (494,89 milhões de toneladas de arroz beneficiado). O crescimento veio das maiores colheitas na Índia, Bangladesh, Vietnã, Estados Unidos, e Indonésia, em especial. O consumo mundial ficou abaixo da produção, mesmo com elevação de 1,33% frente à safra passada. O estoque global chegou a 173,3 milhões de toneladas, fortes 6,6% maior que o da safra 2017/18.




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comentários (5)

10/01/2020 - Edereson Diehl ( - AC)
É natural termos exportado menos este ano pelo simples fato de termos menos arroz este ano.sds.
11/01/2020 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Eu só quero ver a postura da industria e varejo durante a colheita. Se forçarem os preços lá para baixo vão acabar tendo de pagar R$ 60/80 o saco de arroz em janeiro do ano que vem. Além disso vão cada vez mais tirar o incentivo de quem ainda se arrisca a plantar! Pensem bem...
12/01/2020 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Forçar o preço para baixo? É claro que se você fosse comprador faria o mesmo, não é??? O negócio da indústria é esse, ou seja, vender pelo preço mais alto e comprar a matéria prima pelo menor valor. Não precisa ter mais que um neurônio para perceber isso.
Agora, quem define o preço de venda é o produtor, pela pressão de oferta ou segurando a mesma. Assim é e sempre será meu caro.
Portanto, o que podemos fazer é tentar convencer nossos colegas de que assim funciona o mercado. É assim!!
12/01/2020 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Não foi pelo mercado que os preços subiram de 36,50 para 42,00 durante a colheita no ano passado. Foi pela pressão dos CPRs que se negavam a entregar o produto empenhado! A indústria tem sim esse poder de remunerar melhor aqueles que uma forma ou outra os servem! Por isso tenho claro que a concorrência perfeita ainda não se estabilizou em nosso setor!!! Ainda... seguem os oligopólios e/ou oligospênios comandando!
12/01/2020 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Só vai sobreviver os Fortes...Tanto Industria quanto Produtor..A era do 'Penico' Acabou...FATO...Sr.Walter, penso igual ao Sr...Boa Safra a Todos...

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