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02.12.2019 | ORGâNICO - por Maiara Rauber

MST investe em pesquisa para melhorar produção de arroz orgânico

Sem Terra contam com parceria do Irga e da Emater para aumentar a produtividade e qualidade do alimento

imagem Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz orgânico da América do Sul Foto: Tiago Giannichini

Camponeses da Reforma Agrária sempre buscam oferecer um alimento saudável para a sociedade. Este ano não foi diferente. Os Sem Terra gaúchos do Grupo Gestor do Arroz Agroecológico do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) reúnem-se com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) para uma formação voltada à pesquisa e produção de arroz de base ecológica.

Um grupo de agricultores participou, na última quinta-feira (28), da reunião na Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), em Eldorado do Sul, na região Metropolitana de Porto Alegre. Além deles, uma comitiva de assentados da cidade de Parauapebas, do Pará, também se fez presente, com o intuito de conhecer experiências agroecológicas de alguns assentamentos.

Patrik da Silveira, da secretaria geral e insumos da Cootap, destaca que o principal foco do acompanhamento técnico promovido pelo Irga são os manejos do arroz orgânico. No entanto, ele ressalta a importância do envolvimento e auxilio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Instituto Federal Farroupilha (IFF) de Viamão como entidades convidadas.

Essa parceria entre as organizações é resultado do Programa de Formação e Pesquisa de Produção de Arroz em Sistemas de Base Ecológica. Teve inicio em julho de 2019 com três unidade de observação na região: em Nova Santa Rita, Eldorado do Sul e Viamão. Por ser um projeto que visa acompanhamento técnico aos produtores, ocorrem reuniões mensais de acordo com as demandas e etapas do cultivo de arroz.

No estágio atual da produção, o foco está na adubação e na correção do solo, segundo Silveira. Portanto, o debate realizado nesse encontro foi voltado para isso. O engenheiro ecológico Marthin Zang, apresentou um trabalho sobre o manejo da água no cultivo do arroz orgânico.

Ele ressaltou que no sistema de cultivo pré-germinado o preparo do solo e a semeadura ocorrem na presença da água, e o controle das plantas invasoras com o plantio na época recomendada. “O pré-germinado apresenta melhores resultados tanto em produtividade como em economia. É um sistema que apresenta eficiência”, assinala Zang.

O engenheiro ainda aponta que adubação nesse sistema deverá ser feita em cobertura após a semeadura e da retirada da primeira água de drenagem para aquelas áreas onde essa prática é recorrente. “Recomenda-se que as adubações de base (condicionadores de solo) sejam aplicadas após a colheita”, pontua.

Já o consultor técnico do Irga, Ibanor Anghinoni, falou sobre a fertilidade do solo e seu manejo para a produção de arroz irrigado em base ecológica. Ele lembra que é possível aumentar a produtividade de sacas por hectare. Segundo Arghinoni, para que isso aconteça, é necessário utilizar corretamente os principais macronutrientes, que são fósforo, potássio e nitrogênio. Além disso, as plantas também precisam de cálcio, magnésio e enxofre, reforça o consultor.

Manejo garante diversidade ao consumidor

Os produtores de arroz orgânico do MST organizam a produção em seis etapas. A primeira inicia em meados de junho, com incorporação da palha da colheita anterior. A segunda é a aplicação de insumos para correção de solo; a terceira é o preparo da terra e a aplicação da cama de aviário; a quarta, a semeadura; e a quinta, a aplicação de esterco de peru para a cobertura. Por fim, a colheita.

Segundo Silveira, da Cootap, nas lavouras da Reforma Agrária são produzidos em maior escala dois tipos de arroz orgânico: agulhinha (longo fino) e cateto (grão curto). Após a colheita, no beneficiamento industrial, esses grãos passam por um processo e se transformam em mais opções para o consumidor. O agulhinha vira arroz branco polido, parboilizado e integral. Já o cateto se divide em branco e integral.

O arroz agroecológico produzido pelas cooperativas do MST tem como destino o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Além disso, o alimento é exportado para a Venezuela e Alemanha.

“O forte ainda são as vendas institucionais, mas já temos uma fatia boa no mercado convencional, como em Armazéns do Campo e lojas de produtos orgânicos e naturais”, afirma Silveira.

Dados desta safra

Para a safra 2019/2020 a estimativa é que 292 famílias colham cerca de 300 mil sacas do alimento, em 18 assentamentos de 11 municípios. A área total plantada chega a quase 3.500 hectares. A Festa Oficial da Colheita do Arroz Agroecológico está prevista para março de 2020, na região Metropolitana de Porto Alegre.




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