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02.12.2019 | GENTE DO ARROZ - por Kesia Ramires - Irga

Alberto Bins, a orizicultura gaúcha agradece!

Alberto Bins foi um dos precursores da pesquisa em arroz no RS e a Granja Progresso na Estação Experimental do Irga

imagem Alberto Bins, um homem adiante de seu tempo Foto: Arquivo - Irga

Há exatos 150 anos nascia uma figura de importância fundamental para a produção orizícola gaúcha e para a criação do Instituto Rio Grandense do Arroz. O visionário Alberto Bins foi um dos fundadores do Sindicato Arrozeiro do Rio Grande do Sul, que posteriormente viria a se chamar Irga, como conhecemos hoje.

“O Irga tem muito a agradecer a Alberto Bins, uma personalidade histórica que contribuiu de forma fundamental para o crescimento da produção orizícola no Rio Grande do Sul. Sua trajetória se confunde com a do arroz gaúcho e com o surgimento do Irga. A Estação de Pesquisa do Irga está até hoje localizada na área que pertenceu a Alberto Bins, onde ele efetivamente residiu e que foi incorporada ao patrimônio do instituto quando de sua fundação em 1940”, recorda o presidente do Irga, Guinter Frantz.

Alberto Bins nasceu em Porto Alegre em 2 de dezembro de 1869. Estudou em São Leopoldo e na Alemanha, trabalhando como aprendiz industrial na Siderúrgica Krupp. No início da década de 1890 passou a atuar como diretor da fábrica Berta, que produzia fogões e cofres para bancos.

Em 1905, Bins decidiu investir na atividade agropecuária, às margens do rio Gravataí. Foi ali que fundou a Granja Progresso, onde cultivava arroz, eucaliptos, videiras e árvores frutíferas, assim como criação de gado. Desde cedo, ele procurava implantar na granja mecanismos agropecuários inovadores. Os resultados dessas iniciativas eram divulgados com outros produtores, nos círculos usuais como o Sindicato Agrícola Rio Grandense.

Em junho de 1926, já como presidente da Associação Comercial de Porto Alegre, atuou de forma decisiva para a fundação do Sindicato Arrozeiro do Rio Grande do Sul, que reunia os arrozeiros para melhor defender suas reivindicações junto ao Governo Estadual. Em 1927, o Sindicato Arrozeiro do Rio Grande do Sul tentou classificar o arroz exportado mediante a cobrança de uma taxa, a qual foi declarada ilegal. Por isso, a entidade foi transformada no Instituto do Arroz do Rio Grande do Sul, sendo oficialmente reconhecida pelo Governo Estadual em maio de 1938.

ESTAÇÃO EXPERIMENTAL

Ainda no ano de 1927, Bins trouxe para a granja um técnico e orizicultor de Cachoeira do Sul, para fundar e organizar uma Estação Experimental do Arroz, a qual foi incorporada ao patrimônio do Irga (hoje localizada em Cachoeirinha), visando o desenvolvimento técnico da orizicultura no Estado. Porém, no fim da década de 1930, por motivos financeiros e judiciais, ele acaba tendo que se desfazer completamente da Granja Progresso.

Finalmente, o Instituto do Arroz do Rio Grande do Sul foi transformado em uma autarquia estadual, por meio do Decreto-Lei nº 20, e todo seu patrimônio foi entregue ao Governo Estadual, inclusive a Estação Experimental. Em 1940, o Instituto do Arroz do Rio Grande do Sul passou a designar-se Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Foi também o primeiro porto-alegrense a assumir a prefeitura da capital gaúcha, entre os anos de 1928 a 1937. Em 1936, Porto Alegre homenageou seu ex-prefeito substituindo o nome da Rua São Rafael porAvenida Alberto Bins (atualmente uma das avenidas mais movimentadas da capital). Outros municípios gaúchos também prestaram homenagem e denominaram ruas com seu nome, como Canoas, Gravataí e Cachoeirinha. Bins morreu, aos 88 anos, no dia 24 de abril de 1957, em Porto Alegre.

O engenheiro químico e pesquisador do Irga Gilberto Amato comenta que Alberto Bins foi um homem adiante do seu tempo. “Ressaltam os atos desse pioneiro em relação à pesquisa, para isso, basta olhar a área da Estação Experimental do Irga de Cachoeirinha. Em síntese, Bins investiu em três variáveis do incentivo ao desenvolvimento da cultura do arroz. Em hardware, doando a área física da Estação, com benfeitorias e equipamentos necessários à pesquisa agronômica, eram os primeiros e irreversíveis passos da pesquisa no arroz. Em software, da capacitação em procedimentos, adquiridos, principalmente nos Estados Unidos, no Texas, migrava conhecimentos trazidos pelos técnicos por ele patrocinados. Em humanware, seguramente o item mais importante, através da capacitação dos técnicos citados.

Entre eles, um exemplo marcante é o do agrônomo Bonifácio Carvalho Bernardes, que dá o nome a avenida de acesso a EEA. Enquanto isso, lamentavelmente, o Brasil de hoje segue comprometendo as gerações futuras, tanto no ensino, quanto na pesquisa. São cortes em investimentos em todos nos níveis de ensino e de financiamentos em programas e projetos de pesquisa. Hoje, colhe-se o saber antes semeado. Cessando o plantio, a colheita estará condenada”, acrescenta Amato.




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comentários (1)

02/12/2019 - Inácio Chagas (Bento Gonçalves - RS)
Tenho 2 sobrinhos na UFSM, a área de pesquisa deles não foi afetada pelos cortes, inclusive foi dado maior aporte.
As áreas cortadas sao aquelas que em nada contribuem para a sociedade, servem somente para alunos universitários semi-analfabetos seguirem estudando eternamente.

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