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29.11.2019 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Arroz supera os R$ 47 de média no RS, e segue com preços firmes

Nível das cotações chega com quase meio ano de atraso para a expectativa do setor, mas promete preços mais sustentados até o início da safra

imagem Lavouras recebem fertilização nitrogenada em São Borja, RS Foto: Emanuel Barchet

Dez entre dez analistas de mercado apostam as fichas de que o ano de 2020 será de cotações médias um pouco mais altas do que nos dois últimos anos no setor do arroz. A expectativa de uma safra inferior a 7,5 milhões de toneladas do grão no Rio Grande do Sul, no Brasil e no Mercosul, estoques muito mais baixos do que nas duas temporadas anteriores e a possibilidade de o Brasil aproveitar melhores oportunidades no mercado externo pela quebra de safra norte-americana associada ao dólar acima de R$ 4,20, são alguns dos fatores que contribuem para esta previsão.

Jogam contra esta previsão a queda no consumo per capita nacional, o início da safra paraguaia em dezembro e a entrada da colheita no Sul do Brasil, que se tende a ser menor, também deve concentrar-se entre fevereiro e abril. O fato de os meses de dezembro, janeiro e fevereiro terem baixos índices de consumo também agem contra melhores preços.

Enquanto estes fatores repercutem e estabelecem uma queda de braço, os preços médios se elevaram esta semana, superando os R$ 47,00 nesta quinta-feira, dia 28, e se mantendo firmes depois de um início do mês de cotações oscilantes. O indicador de preços da saca de 50 quilos do arroz em casca (58x10) no Rio Grande do Sul Esalq/Senar-RS alcançou R$ 47,14 centavos, valor equivalente a US$ 11,19 pela cotação da moeda estadunidense ontem. Com isso, o preço ao produtor acumulou R$ 1,3% de valorização ao longo do mês.

A Zona Sul segue sendo a referência de preços mais altos por conta da maior demanda e a disputa – ainda que arrefecida – entre o porto e os polos de industrialização, e também pela menor oferta do grão ainda na mão do arrozeiro. Região Central, Campanha e Fronteira Oeste apresentam cotações mais fracas, na faixa de R$ 45,00 a R$ 46,00 dependendo da praça.

EXPORTAÇÂO

 Na semana as boas notícias vêm da exportação. Está confirmado o período de embarque das 31 mil toneladas de arroz de alto padrão, branco, negociadas com o Iraque. Será de 2 a 12 de dezembro, em Rio Grande. O navio AP Revelin aguarda frete em Santos (SP) para se deslocar para o Sul gaúcho. Já um barco que deve carregar 25 mil toneladas de arroz para a Venezuela é esperado, mas ainda não está nomeado.

PLANTIO

Segundo a Emater/RS, o Rio Grande do Sul já plantou 84% da área estimada em 945 mil hectares nesta temporada. Os produtores estão muito voltados ao cultivo da etapa final das lavouras de arroz, aproveitando o clima favorável, e com o manejo com a entrada de nitrogênio, irrigação e tratos culturais voltados ao controle de pragas, doenças e invasoras.   

MERCOSUL

O Uruguai confirmou que plantará sua menor área em 29 anos, reduzindo o plantio para aproximadamente 135 mil hectares. A semeadura foi concluída nesta semana. A expectativa é de que pelo menos mais 30 arrozeiros tenham deixado a atividade, somando 100 produtores em duas safras. Os uruguaios também anunciaram que o consumo interno manteve-se em 11,3 quilos de arroz por habitante ano em 2019, mesmo volume estimado nos últimos três anos.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 47,50 para a saca de 50 quilos do arroz em casca no Rio Grande do Sul, e de R$ 102,00 para o arroz branco, Tipo 1, embalado em 60 quilos. O farelo de arroz tem a tonelada cotada a R$ 470,00, enquanto o canjicão e a quirera mantiveram-se em R$ 65,00 e R$ 42,00, respectivamente, em sacas de 60 quilos.

VAREJO

A semana foi de muitas promoções no varejo, com preços de pacotes de cinco quilos sendo praticados até abaixo de R$ 7,00 em condições especiais (marca própria, uso de cartões da rede supermercadista, etc...). A média de preços das marcas mais tradicionais fica um pouco acima de R$ 14,00 nas capitais pesquisadas por Planeta Arroz.

TENDÊNCIA

Ainda que o Paraguai já comece a colher antes do Natal, ou seja, em menos de 30 dias, e o consumo tenha tendência de cair no final e no início do ano, a cadeia produtiva acredita que os preços podem registrar um pico de alta baseados na busca de produto para a exportação e para dar mais um fôlego às pequenas e médias indústrias até a colheita. O foco seria o arroz “velho”, isto é, da safra 2018/19, uma vez que o grão recém colhido precisa de um prazo de 60 dias para alcançar o ponto ideal de beneficiamento e seguir para o varejo. A certeza de uma safra mais modesta embala a expectativa dos rizicultores por um preço maior no pico da entressafra.




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comentários (3)

29/11/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
R$ 43,50 o saco variedade 424, rendimento 60+ hoje... Vai estar entre R$ 37 - 40 pilas na colheita... Com a seca se avizinhando somente dara pouco arroz por um desastre !!! marcas torrando arroz tipo 3 nos mercados por 7,50... Ninguem faz nada com relacao a isso... Volta e meia divulgam operacoes policiais, mas depois param... Noticias dao conta que alguns paraguaios ja falam em correr os brasileiros de mala e cuia para o Brasil. Animos acirrados e nacionalismo crescente... Parabens aos que optaram pela soja... A pecuaria esta se mostrando novamente uma boa opcao... E so o arroz que nao decola !!! Triste sina...
30/11/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
O arroz não vai ter preço bom, enquanto não faltar produto no mercado. O consumo vem diminuindo, a produção também precisa diminuir.
30/11/2019 - Edereson Diehl ( - AC)
O q fez o preço se manter foi o dólar alto. É a nova política no momento manter um dólar valorizado . No momento o único jeito de beneficiar o produtor, pois evita as importações de produtos agrícolas. O próprio ministro sinaliza manter o dólar alto, pois afasta especuladores e trás investimentos almejando uma mão de obra competição aos olhares estrangeiros trazendo investimentos e
tecnologia . Teremos mais indústrias de fertilizantes aqui, sem precisar importar muito de fora. Eu sempre fui adepto fo dólar valorizado pq fertilizante vá 5x.mas os produtos agrícolas produz de 50 a 160x. É uma nova realidade q teremos q nós acostumar.sds.

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