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18.11.2019 | EXPORTAÇÃO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Rumo ao México, o arroz brasileiro superou muitas barreiras

Para chegar ao maior importador de arroz da América do Norte, o arroz brasileiro precisou superar barreiras comerciais, fitossanitárias, políticas, burocráticas e a concorrência

imagem Tecon/RS: embarcou primeira carga de arroz para o México Foto: Divulgação

Desde 2013, portanto há seis anos, o Brasil vem buscando realizar exportações de arroz beneficiado para o México, por meio das metas estabelecidas no Projeto Brazilian Rice, desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) em parceria com a APEX-Brasil. Por isso, o fato da Arrozeira Pelotas embarcar esta semana os primeiros 11 contêineres de arroz branco, de alto padrão, somando 250 toneladas, para o país asteca é tão representativo e merece ser comemorado pelo setor orizícola nacional.

“Diversos segmentos da área do arroz estiveram empenhados em viabilizar a abertura desse novo mercado, que sempre foi um dos nossos clientes-alvo pelo potencial de compras, posição estratégica e por demandar um grão que produzimos com excelência”, explica Andressa Souza e Silva, diretora-executiva da Abiarroz. A entidade manteve contatos permanentes com clientes mexicanos por meio da promoção do produto brasileiro, mas também pelas vias diplomáticas, uma vez que para viabilizar os negócios era necessário, em primeiro lugar, superar as barreiras burocráticas e realizar acordos.

Tiago Sarmento Barata, diretor-executivo do Sindicato da Indústria do Arroz do Rio Grande do Sul (Sindarroz/RS) esteve presente em boa parte das negociações quando ainda era diretor-comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e lembra do esforço empreendido. “O nível de exigência superou o aspecto comercial e depois de quatro anos de negociações mais efetivas, finalmente a primeira carga está sendo enviada. Esperamos que seja a primeira de muitas”, explica.

Além das entidades setoriais, destacou-se a participação dos diplomatas brasileiros, caso da Adida Agrícola Bivanilda Tápias, da Embaixada do Brasil no México, e do embaixador Maurício Lyrio, além das gestões do secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, embaixador Orlando Leite, e da própria ministra Tereza Cristina, que encampou a demanda como um compromisso de governo.

Entrar no mercado mexicano não é fácil e os motivos são muitos. Além do alto grau de exigências nos acordos comerciais, fitossanitários e burocráticos, trata-se de um mercado dominado pelos exportadores dos Estados Unidos, com empresas já formadas, no México, em parceria com empreendedores estadunidenses. Boa parte do arroz importado dos Estados Unidos entra no México por trem, diretamente do pátio das indústrias para o varejo. Outra parte segue de navio cargueiro, por cabotagem, ou até de caminhão nas rotas mais curtas. Na última semana as entidades estadunidenses informaram uma ofensiva no mercado mexicano, com visitações a compradores e ações de marketing no país hispânico.

GESTÕES

As primeiras gestões da cadeia produtiva brasileira para exportar arroz beneficiado aos mexicanos encontraram como obstáculo a falta de um acordo comercial. Vencida essa etapa, o novo obstáculo foi a falta de um acordo fitossanitário. A partir de 2017, com a nomeação da adida agrícola, houve bastante pressão junto ao governo mexicano para o andamento dos convênios. 

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz também teve papel importante, pois ela levou à ministra Tereza Cristina, a demanda do acordo fitossanitário como uma prioridade. Isso elevou a relevância do assunto e a ministra priorizou a negociação. Antes, em 2018, o ex-presidente Michel Temer esteve no México e evoluiu uma tratativa de trocar arroz por feijão. “Este foi o primeiro avanço relevante. Configurou-se a oportunidade. Então, a Abiarroz tratou de subsidiar a Embaixada do Brasil no sentido de encontrar os meios de flexibilizar os mercados, identificar os padrões e formato dos acordos, do produto demandado, das nossas disponibilidades entre outros detalhes”, explica Andressa.

Apesar do Brasil pedir a liberação do mercado para o arroz beneficiado, o México liberou em primeiro lugar a compra de arroz em casca, que lhe era mais interessante. No entanto, juntamente com essa liberação veio a exigência de que fosse realizada a aplicação de brometo de metila no expurgo das cargas. “Chegamos a ensaiar tratativas pelo uso de fosfina no lugar do brometo de metila, mas como arroz em casca não era a prioridade, não houve avanços e o tema ficou em suspenso”, explica a dirigente.

Então, o México autorizou a compra de arroz beneficiado do Brasil, que era o objetivo principal. Andressa Souza e Silva, da Abiarroz, considera que o momento para as vendas não poderia ser mais oportuno. “Abre-se uma janela importante para o arroz brasileiro em função da seca nas regiões produtoras mexicanas, a quebra de safra próxima de 20% nos Estados Unidos e a suspensão das importações com origem no Uruguai”, acrescenta.

AÇÕES

A partir dessa negociação, o Projeto Brazilian Rice voltará suas bateriais para o novo mercado. Uma reunião do Comitê Gestor no dia 7 de novembro, em Porto Alegre (RS) definiu o envio de uma missão institucional com o presidente da Abiarroz, Elton Doeller, representantes do projeto, das indústrias gaúchas fará um evento, provavelmente na Embaixada do Brasil, envolvendo importadores, exportadores e a entidade brasileira. Também serão realizadas visitas institucionais. Em abril uma missão de negócios envolvendo as indústrias locais participará da Feira Expoalimentaria, no México, já com exposição de produtos e negociação de novas cargas. “Mas, até lá esperamos já ter feito outras vendas”, explica Andressa.

PELOTAS

A Arrozeira Pelotas, empresa que consolidou a venda para o México, tem se destacado como uma grande exportadora de arroz beneficiado. Entre outras origens, fidelizou o exigente mercado peruano, para onde realiza boa parte de seus embarques. 




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comentários (1)

21/11/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Parabéns a Arrozeira Pelotas pelo feito, mercado difícil o Mexicano pela proximidade dos americanos com excedente exportável e domínio no país vizinho, por ser praticamente sua ''colonia.'' Exemplo a ser seguido!

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