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04.11.2019 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Após valorizar 1,9% em outubro, preços do arroz devem manter trajetória de alta

Ritmo do plantio e clima devem interferir cada vez mais nas cotações do grão nesse pico de entressafra

imagem Alagamentos e enchentes estão definindo o rumo dos preços Foto: Divulgação

Ainda que restem duas parcelas de financiamento para que boa parte dos agricultores quitem seus débitos de custeio em novembro e dezembro, e isso gere alguma pressão no mercado, os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul estão em alta graças ao clima e a redução de área. Mas, não é uma alta assim tão substancial. Em outubro a média dos preços estaduais pesquisadas pelo Cepea/Esalq, subiu 1,9%, finalizando no dia 31 em R$ 46,54, equivalente a US$ 11,60. A trajetória de alta e comemorada, mas os preços ainda estão abaixo da média do custo de produção no Estado, sem contar que a maior parte dos produtores já negociou o grão com a indústria no primeiro semestre via CPRs, depósito ou comercialização direta.

Depois de uma redução da intenção de plantio para 947 mil hectares, a semeadura arrancou bem em setembro. No entanto, em quatro de novembro encontra-se atrasada. No ano passado o cultivo já alcançava 70% do terreno previsto e a área estimada era 50 mil hectares maior. Até quinta-feira passada, o Irga apontava que apenas 54% das lavouras estavam semeadas, e já começava a computar as perdas por enchentes e alagamentos provocados pelo excesso de chuvas de outubro no Rio Grande do Sul. A previsão de chuvas acima da média até pelo menos 15 de novembro, preocupa ainda mais.

PERDAS

Não dá para quantificar, mas exceto se ocorrer um clima muito bom a partir de dezembro, com muita luminosidade, já que o arroz é muito responsivo à tecnologia e o clima, a tendência é de que se registre perdas no potencial produtivo. Algumas áreas também terão de ser replantadas, se o produtor tiver recursos para tanto. Então veja, arrancamos de uma expectativa de área menor e produtividade média praticamente estável, pois a falta de renda implica em redução do pacote tecnológico das lavouras. E então, o clima a afeta ainda mais negativamente.

COTAÇÕES

Na sexta-feira, 1º de novembro, as cotações seguiram subindo. A saca de 50 quilos do arroz em casca no RS, à vista, foi cotada a R$ 46,65, ou US$ 11,73, a maior média das seis regiões gaúchas nos últimos dois anos, pelo Cepea. No mercado livre a referência passou a ser de R$ 46,50. A Campanha e a Região Central têm as menores médias, entre R$ 44,00 e R$ 45,00. A Zona Sul, alcança preços de R$ 49,00 a R$ 50,00 dependendo da empresa.

A forte movimentação de caminhões descarregando no pátio de uma empresa nos últimos dias, e os preços praticados na compra de arroz, entusiasmou os produtores. No entanto, no ambiente dos corretores, indústrias e demais agentes de mercado, a informação é de que se trata de reposição de estoques de uma de suas marcas, cuja antiga detentora não formava grandes estoques, e também estratégia contábil para valorizar um grande estoque no trimestre final do ano.

Entre os industriais a preocupação segue sendo com a demanda arrastada do varejo, que pressiona contra o ajuste de preços.

EXPORTAÇÕES

Confirmando-se mais uma vez a informação antecipada com exclusividade por Planeta Arroz, as cargas de arroz em casca para a Venezuela começam a se movimentar no Mercosul. Paralelamente ao movimento de cargas com rumo ao Iraque, que deve somar 150 mil toneladas (base casca), outras 120 devem seguir para a Venezuela, apesar de toda sua crise. Navio contratado já aguarda carregamento em Rio Grande.

Os produtores seguem preocupados com a falta do anúncio de medidas de resgate do crédito e renegociação dos débitos, enquanto as entidades correm atrás da pressão política para aprovar as ações. No varejo o final do mês não trouxe alteração substanciais nos preços.

MERCADO

Corretora Mercado, de Porto Alegre indica preços médios de R$ 46,80 para a saca de arroz de 50 quilos, à vista, no Rio Grande do Sul (58x10). Para produto beneficiado, Tipo 1, em sacas de 60 quilos, o valor sobe para R$ 102,00. O farelo de arroz é cotado a R$ 470,00 por tonelada dirigida às indústrias de rações do Vale do Taquari. Enquanto isso, o canjicão e a quirera (ambos em 60 quilos) mantiveram cotações de R$ 65,00 e R$ 42, respectivamente.




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comentários (5)

04/11/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Existe o mundo real e o mundo dos sonhos... Avisei lá por julho que os preços iriam subir lentamente... Avisei que o Fundo de Aval Solidário era uma furada... Avisei que a redução de área iria ser grande, muito maior que a esperada... Agora vou avisar que o pessoal não tem recursos para replantar... Que o arroz está acabando... E que o arroz beneficiado subiu em média R$ 5,00 mas a indústria reluta em repassar aos produtores... Esse tratamento vergonhoso vai ter que mudar, pois do contrário o Cartel vai falir... Fica o aviso!!!
04/11/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
A redução de área pode até ser maior que a esperada, porém ainda insuficiente para sair da crise. O consumo de arroz está menor. Precisamos reduzir área plantada para equilibrar. A indústria não tem desespero. Eles determinam o preço que querem pagar ao produtor, e também o preço que querem vender ao varejo.
Não existe nenhuma possibilidade da indústria quebrar. O que existe, é algumas indústrias engolindo outras.
As indústrias são rivais, só se unem pra escravizar os produtores. Nesta guerra a indústria sempre leva vantagem.
04/11/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Ledo engano Seu Marcos... As industrias novas estao entrando rachando no mercado... Concorrencia... Esta batendo na porta deles Seu Marcos!!! Ta preteando a boca da gateada e eles estao perdendo mercados que antes eram deles facinho, facinho... Nao e a toa que estao gastando milhoes em publicidade!!! Olhe mais alguns programas de televisao que o Sr. vai perceber isso !!!
05/11/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
Confirmou o que eu disse. O negócio é tão bom para a indústria, que novas indústrias estão entrando rachando no mercado. A concorrência vai aumentar.
Negócio bom todos querem entrar.
05/11/2019 - Edereson Diehl ( - AC)
Ainda com enchente e mais chuvas pela frente a reducao de área deverá ser mais de 35% mesmo pq já está passando da época de plantio e o el nino continua ativo. Isto é fato!

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