Facebook

cadastre-se

Na Planeta Arroz os usuários cadastrados têm muitas vantagens. Faça o seu cadastro grátis.

cadastre-se agora
assine 3
news

rss

Na Planeta Arroz você pode conferir as últimas novidades através de Feeds RSS. Confira:

notícias
artigos
Assine 4

notícias

11.09.2019 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Firmeza do mercado será testada a partir de setembro

Aproximação dos vencimentos de custeio entre outubro e dezembro são o grande teste de preços neste segundo semestre

imagem Na Região Central, avança o preparo final das áreas para semeadura Foto: Leomar Flávio Alves

Com um pequeno percentual das áreas já semeadas para a safra 2019/20 no Rio Grande do Sul, Paraná e em Santa Catarina, os preços do mercado nacional mantiveram nos primeiros dias de setembro a trajetória de firmeza já registrada em agosto, mês em que houve valorização de 4,4% nas cotações do produto em casca, em 50 quilos, no território gaúcho.

O indicador de preços do arroz em casca em sacas de 50 quilos (58x10) Esalq/Senar-RS finalizou o mês passado em R$ 44,79, valor equivalente a US$ 10,84. Nos 10 primeiros dias de setembro, o índice acumulou valorização de mais 1,34%, até R$ 45,39. Com a variação do dólar, a saca vale US$ 11,07 conforme a cotação desta terça-feira, 10.

Alguns fatores têm fortalecido essa trajetória altista que, embora ainda lenta, é firme. Entre eles a busca de produto por parte das indústrias para recomporem seus estoques. Nota-se uma valorização maior nas variedades nobres, ou seja, a indústria tem buscado valorizar o produto diferenciado e superior. Em menor volume, e pouco ofertado, este é o segmento que está ajudando a alavancar os preços do grão no Rio Grande do Sul.

Ainda assim, há negócios na Zona Sul de Irga 424 com oferta de R$ 47,00 a R$ 49,00, livres, em lotes pequenos, para pagamento em outubro. Isso indica que algumas empresas menores estão no limite de seus estoques ou trabalham com expectativa de uma alta mais expressiva no avanço da entressafra.

Na maioria das praças gaúchas o arroz padrão é comercializado entre R$ 44,00 e R$ 45,50, exceto na região de Cachoeira do Sul/Rio Pardo, em que os valores se mantêm entre R$ 43,50 e R$ 44,00, também operados em Dom Pedrito/Bagé e no extremo da Fronteira-Oeste (Uruguaiana, Itaqui e São Borja). Na Zona Sul o arroz colocado na indústria alcança R$ 47,00 a R$ 48,00, na Fronteira Oeste, R$ 45,00 e no Litoral Norte o produto superior (Irga 417, BR Irga 409, Puitá Inta CL e BRS Pampeira) com 64% de inteiros batem na casa de R$ 47,00, bastante demandados.

SAFRA

A estimativa de um corte de mais 65 mil hectares na lavoura gaúcha na safra que inicia foi anunciada pelo Irga esta semana. O corte anunciado é de 3,8%, de 984,1 para 946,3 mil hectares, mas o instituto leva em conta a área efetivamente colhida na temporada 2018/19, já abstraindo as perdas da temporada passada, quando foram plantados 1,012 milhão de hectares. A estimativa também prevê uma área 3,2% superior no plantio da soja em rotação com o arroz, passando de 322,4 hectares para 332,8 hectares. A Fronteira Oeste representará 31% da superfície semeada no Rio Grande do Sul, com destaque para Uruguaiana que plantará 75 mil hectares.

Cerca de 5 ml hectares já foram plantados com arroz no RS. Se o estado alcançar uma produtividade mediana, dentro do histórico recente, de 7,7 mil quilos por hectare, a produção total ficará em torno de 7,3 milhões de toneladas. Esse corte reflete a dramática situação de parte dos produtores em função da baixa rentabilidade das lavouras nas últimas temporadas, a falta de crédito e de capacidade de investimentos, mas também a opção pela evolução das áreas de soja. Alguns assistentes técnicos acrescentam que à uma interferência também do ajuste dos cortes das lavouras.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou ontem o fechamento da safra de verão 2018/19 e confirmou a queda de 13,4% na colheita de arroz. Alguns ajustes no quadro de oferta e demanda chamam a atenção, em especial a redução do consumo de 11,239 milhões de toneladas na temporada 2017/18 para 10,8 milhões de toneladas um ano depois, ou seja, um corte de quase 440 mil toneladas, ou 5% no consumo. Também houve ajuste na estimativa de importação, inicialmente de 1,3 milhões de toneladas para 1,1 milhão, e de exportação, que passou de 900 mil para 1 milhão de toneladas. O estoque de passagem deve ficar em pouco mais de 400 mil toneladas, volume inferior à queda de consumo no espaço de um ano, segundo a companhia.

TESTE

O grande teste dos preços do arroz nesta temporada começa esta semana, com o vencimento da primeira das três superparcelas de custeio se aproximando. Com a prorrogação das parcelas de julho e agosto e seu fracionamento, segundo a Federarroz, para vencerem nas três parcelas de outubro, novembro e dezembro, aumentou a concentração do pagamento neste período final do ano, embora alguns produtores já o tenham feito por causa da demora do governo federal em regularizar o adiamento. Agora o mercado trabalha na expectativa de ver se os produtores irão ofertar grão para viabilizarem o pagamento do custeio. Em anos anteriores, chegou a ocorrer uma espécie de “segunda safra” em volume de oferta, mas é preciso lembrar que a colheita gaúcha foi enxugada em 1,3 milhão de toneladas nesta temporada.

Outro fator que pode ajudar a balizar os preços é a certeza de que na próxima temporada a oferta será tão ajustada quanto na temporada atual, mas sem os mesmos estoques de passagem. Os próximos dias serão importantes, pois é quando os preços serão testados por uma possível oferta.

MERCOSUL

No Mercosul a expectativa é de redução de área no Uruguai – até 10 mil hectares – e na Argentina – pelo menos cinco mil hectares. O Paraguai deve manter a área em 185 a 190 mil hectares, a depender da fonte. De todos os países, o Uruguai tem mais dificuldades por causa do alto custo de produção e as dificuldades em exportar nesta temporada. Os preços no país vizinho são balizados pelos valores de exportação, uma vez que 95% da sua safra é comercializada para o exterior. No Paraguai algumas empresas vão ampliar área e investimentos, enquanto muitos pequenos produtores devem deixar o negócio e outras empresas vão enfatizar o cultivo da soja, que oferece mais liquidez. Os custos neste país também estão subindo.

Sem aumento no Paraguai, com cortes na Argentina e no Uruguai e redução no Brasil, a tendência é de um 2020 com menor oferta e estabilidade na demanda. Isso poderá gerar uma valorização nas cotações internas e, finalmente, sem estoques fantasmas, ajustar o mercado.

BOATO

Ao longo do final de agosto e início de setembro o boato de que uma das grandes indústrias do país entraria em recuperação judicial agitou os bastidores do mercado arrozeiro. Até o momento nenhuma informação neste sentido foi confirmada, mas nas redes sociais a informação a respeito é abundante. Resta saber, num futuro próximo, se a informação se confirmará ou entrará para o rol dos muitos boatos que correm nos bastidores da orizicultura.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 45,50 para o arroz no RS, enquanto a saca de 60 quilos, branco, Tipo 1, chegou a R$ 94,50. O farelo evoluiu para R$ 480,00 a tonelada, base Arroio do Meio (RS) e a quirera manteve-se em R$ 42,00. A novidade das duas últimas semanas foi a valorização do canjicão (60kg). Com boa demanda para exportação e disputa entre os compradores, houve valorização e a tonelada chega a ser negociada a R$ 1.090,00.

PREÇO AO CONSUMIDOR

Enquanto os preços ao produtor se mantêm firmes, o preço ao consumidor tem oscilado nas gôndolas dos supermercados e varejistas. A referência na maior parte das capitais pesquisadas por Planeta Arroz é de R$ 14,00 para o pacote de 5 quilos do produto branco, Tipo 1. Marcas nobres e líderes alcançam até R$ 24,00 e marcas mais populares, em especial nas capitais do Nordeste, baixam até R$ 12,00 de acordo com a estratégia das empresas.




Enviar notícia para um amigo

comentários (2)

12/09/2019 - Anderson F. Luz (são paulo - SP)
Olha, a parte da reportagem dos ''preços aos consumidor'' beira a realidades paralelas; pois isso em SP/Capital não existe em hipótese alguma aqui.
A turma do monopólio tem seu T1 vendido aqui nas prateleiras entre 13,50 a 14,80 (alguns fora da realidade poem acima de 15,00 mas tem giro muito reduzido); demais marcas se esforçam para que seus produtos T1 estejam nas prateleiras abaixo de 11,00/12,50 que é uma faixa que ainda é possivel ao consumidor pagar; e as variedades mais nobres jamais passam de 17,90; pois a média de preços no varejo para este tipo de semente tem sido de 14,50 a 17,90 variando de marca para marca.
O consumidor infelizmente na maioria dos casos está em busca do que cabe no bolso; e o varejo tem se empenhado em oferecer isso. Tem sido dificílimo acertar o passo entre industria e varejo; visto que o mercado de SP está ficando cada vez mais concentrado em poucas bandeiras com suas variantes de forma muito rápida; a situação para o varejinho tende a piorar .
12/09/2019 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Industrias do Mato Grosso sem Produto e caro...Tocantins segue mesmo Caminho.....Outubro até Fevereiro será o grande Teste em termos de Preço...É aguardar para ver...

Deixe o seu comentário.
Para isso, é necessário estar logado.

esqueci minha senha enviar

Se você é um novo usuário, faça o seu cadastro gratuitamente.

Todos os direitos reservados - Copyright 2019 - Planeta Arroz

Desenvolvido por dzestudio