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13.08.2019 | SAFRA - por Cristiano Lima - Planeta Arroz

Arrozeiros cobram Bolsonaro

Aos arrozeiros, Bolsonaro afirmou que é apenas o treinador do time, mas que vai se empenhar em cobrar posição de seus ministros

O presidente da União Central dos Rizicultores (UCR), Ademar Kochenborger, o Pinto, durante reunião com o presidente Jair Bolsonaro ontem, em Pelotas, cobrou que nada aconteceu desde a reunião do dia 11 de julho, quando ele determinou que os ministérios da Agricultura e da Economia encontrassem solução para a crise orizícola. A única exceção foram as prorrogações que foram aprovadas somente no dia de ontem pelo Conselho Monetário Nacional, com quase um mês de atraso.

Com isso, as parcelas que venceram em 20 de julho e vencerão em 20 de agosto, serão divididas em três e agregadas aos vencimentos de 20 de setembro, 20 de outubro e 20 de novembro. “Coloquei de novo para o presidente a preocupação com a nova safra. Com os preços atuais, o comprometimento de patrimônio e sem renda, a produção brasileira deve cair ainda mais. Em todo caso essa prorrogação das parcelas já foi uma boa notícia”, analisa Pinto Kochenborger.

TREINADOR DO TIME

Aos arrozeiros, Bolsonaro afirmou que é apenas o treinador do time, mas que vai se empenhar em cobrar posição de seus ministros sobre o assunto. Conforme Kochenborger, o presidente garantiu que tem o máximo interesse em que o setor arrozeiro tenha dias melhores e condições de produzir e pagar as contas. “O Bolsonaro disse que se sente como o Felipão (técnico Felipe Scolari) treinando o Palmeiras. Ele disse que tem o seu time de ministros e já deu a ordem, delegando ao senador Heinze a função de buscar informações do setor e cobrar a aprovação da composição das dívidas acumuladas pelos arrozeiros”, conta Kochenborger.

Aos arrozeiros, Bolsonaro afirmou que é apenas o treinador do time, mas que vai se empenhar em cobrar posição de seus ministros sobre o assunto. Conforme Kochenborger, o presidente garantiu que tem o máximo interesse em que o setor arrozeiro tenha dias melhores e condições de produzir e pagar as contas. “O Bolsonaro disse que se sente como o Felipão (técnico Felipe Scolari) treinando o Palmeiras. Ele disse que tem o seu time de ministros e já deu a ordem, delegando ao senador Heinze a função de buscar informações do setor e cobrar a aprovação da composição das dívidas acumuladas pelos arrozeiros”, conta Kochenborger.

O presidente Bolsonaro cumpriu agenda em Pelotas para inaugurar duplicação de trecho na BR 116. O encontro foi intermediado pelo senador Luis Carlos Heinze e contou com a participação de outros líderes arrozeiros, como o prefeito de São Borja, Eduardo Bonotto, representando os prefeitos da fronteira oeste, e o presidente da Associação de Arrozeiros de Camaquã, José Gross.

PARA SABER MAIS

O relato de Pinto Kochenborger

DÍVIDAS

Na conversa com Heinze, Kochenborger contou que houve uma cobrança forte dos produtores a respeito da composição de dívidas. “Em 29 anos de Mercosul, foram 19 anos com os arrozeiros trabalhando no vermelho, e 10 anos com um pouquinho de lucro, isso gerou um passivo enorme”, avalia Kochenborger. Conforme ele, a informação do senador é de que o governo federal não achou a fonte de onde tirar o recurso para subsidiar os 7% de diferença, com relação aos 11% de juros cobrados pelo mercado, uma vez que a demanda do setor é de 4% para os 15 anos do acordo solicitado, com três anos de carência.

“Se o passivo acumulado for mesmo entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, como estima a Federarroz, precisaria em torno de R$ 4 bilhões de subsídio do governo para viabilizar a proposta de composição em 15 anos”, avisa Kochenborger. “Esticar mais, como já foi no passado, a securitização em 25 anos também não resolve, pois o subsídio inicial do governo poderia ser menor, mas as parcelas ficariam muito altas. Eu, pessoalmente, preferiria juro de 3% e sem carência, mas do jeito que a Federarroz está pleiteando já dará uma sobrevida para nós”, complementa.

INSUMOS DO MERCOSUL

Conforme Ademar Kochenborger, o senador Heinze revelou que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) irá liberar, nos próximos dias, a compra de insumos, pelos arrozeiros, nos países do Mercosul. “Isto vai nos ajudar, será um alento, um paliativo, mas não vai resolver nosso problema, todavia vamos ficar mais competitivos. Tem produtos que custam R$ 70,00 em países vizinhos que hoje nos cobram aqui perto de R$ 900,00. Contudo, seguimos em desvantagem, pois os outros países não têm legislações ambientais, trabalhistas e fitossanitárias tão exigentes, quanto nós aqui no Brasil. Isso tudo encarece os custos”, pondera o produtor rural cachoeirense.

PAÍS QUEBRADO

Apesar das cobranças, Ademar Kochenborger afirma que acredita na boa vontade do presidente Jair Bolsonaro. “Sabemos que o país está quebrado, a reforma da Previdência deve dar uma boa ajuda, mas mais importante para nós ainda será a reforma tributária, para acabar com a guerra fiscal. Hoje o arroz em casca no RS tem uma alíquota de 12% para sair daqui, enquanto que em São Paulo é zero. Essas distorções precisam ser corrigidas”.




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