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06.05.2019 | SAFRA

Alta resistência

Safras menores no MT levam ao caminho da qualidade do grão

 A produção de arroz de terras altas no Brasil tem um grande expoente, o Mato Grosso, estado que já alcançou 2 milhões de toneladas na década passada, mas em cuja área o plantio recua temporada após temporada. Atualmente, a lavoura do estado que já foi o segundo maior produtor brasileiro é a quarta em volume colhido, com 415 mil toneladas, 40% acima das 240 mil necessárias para suprir a demanda dos pouco mais de 3 milhões de habitantes, mas 75 mil a menos do que foi colhido na temporada 2017/18.

O excedente é negociado com indústrias e o varejo de estados vizinhos, um pequeno percentual com o Nordeste e com empresas de São Paulo. O número de indústrias em 15 anos caiu de 80 para perto de 20 unidades.

Na safra 2018/19, o estado semeou 128,3 mil hectares, o que representa uma retração de 14,1% sobre os 149 mil do ciclo anterior. Como o clima não foi tão favorável, a produtividade deve cair 1,4%, para 3.237 quilos por hectare. No total, a produção deve cair 15,5%, para 415,2 mil toneladas. Esse ajuste entre oferta e demanda deixa Rodrigo Santos Mendonça, presidente do Sindicato das Indústrias do Arroz do Estado do Mato Grosso (Sindarroz-MT) mais otimista. “Deve ser um ano de preços mais elevados ao longo da cadeia produtiva”, projeta.

Para Mendonça, além da disputa de espaço com a soja, o algodão em segunda safra e o milho – que experimenta um avanço importante com a instalação de grandes usinas de etanol no norte do Mato Grosso –, o clima e os preços atrapalharam a orizicultura nesta temporada. “Os preços baixaram na época da tomada de decisão do plantio e o clima também não foi muito favorável e atrasou a semeadura”, observa.

O sistema de produção do Mato Grosso utiliza rotação com soja, milho em segunda safra e pastagem/pecuária ou cobertura de inverno antes de voltar com a soja. O algodão entra no lugar do milho em algumas regiões e o arroz também. “Com a instalação das indústrias de etanol de milho, tende a haver mais opções ao arroz e uma competição mais forte por área na segunda safra”, entende.

Jorge Fagundes, corretor de cereais em Cuiabá, lembra que a moratória ambiental acabou com a possibilidade dos agricultores abrirem novas áreas no estado. “Como o arroz era utilizado em áreas de abertura que já não existem e os preços oscilam enquanto a soja tem maior liquidez, houve uma redução gradativa que deve continuar por mais alguns anos”, considera. A chance da próxima temporada manter a dimensão do cultivo é uma boa performance do mercado em 2019/20 que faça o rizicultor mato-grossense investir. “Boa parte dos cultivos atuais é feita para renovação de pastagem”, explica o corretor.


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