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06.05.2019 | ENTREVISTA

“Arroz e soja precisam de logística eficiente para se desenvolverem”

imagem Estima: estrutura para exportar Foto: André Zenobini

 À frente da Superintendência do Porto de Rio Grande (Suprg) e da Expoarroz, Fernando Estima avalia o papel da logística e do seu evento para a cadeia produtiva.

Desde o dia 22 de fevereiro, o comerciante e administrador de empresas Fernando Estima, 52 anos, é o diretor-superintendente do Porto de Rio Grande. Durante longo período atuou em entidades como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e foi secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Pelotas na então administração do prefeito, atual governador, Eduardo Leite, e da atual prefeita Paula Mascarenhas. É sócio da Estima Mercados, empresa que organiza a Expoarroz, que terá a sexta edição em maio. Como superintendente, Estima ainda comanda a administração dos terminais de Pelotas e Porto Alegre e das hidrovias do Rio Grande do Sul, que integram a Suprg.

O Porto de Rio Grande é o quarto maior do país em movimentação de mercadorias e o segundo mais importante pela posição geográfica estratégica: tem rotas comerciais com mais de 90 países. Por ano, movimenta 40 milhões de toneladas de produtos, sendo a soja o principal.
O ano de 2018 registrou a maior movimentação da história do complexo portuário. Foram 42,9 milhões de toneladas, aumento de 4,3% comparado a 2017. O grande destaque foi a soja, com mais de 16,3 milhões de toneladas. No caso do arroz, cerca de 1,5 milhão de toneladas passaram pelos terminais de Rio Grande.

Planeta Arroz – Como surgiu o convite para a superintendência do Porto de Rio Grande?
Fernando Estima – Trabalhei quatro anos com o Eduardo Leite como secretário de Desenvolvimento de Pelotas se estabeleceu uma relação de confiança. Como preferia não ir para Porto Alegre, o convite acabou se direcionando ao porto, até porque, todos nós somos um pouco críticos do quanto este tremendo potencial – que tem tanto o complexo quanto as hidrovias –, ao longo do tempo, poderia oferecer mais como ferramenta de desenvolvimento do estado.

Planeta Arroz – E quais suas prioridades e objetivos?
Fernando Estima – A meta é mudar o modelo de gestão. Herdamos um modelo de quando haviam duas superintendências: a de Portos e Hidrovias (SPH), que cuidava dos portos hidroviários e das hidrovias propriamente ditas, e a do Porto de Rio Grande, que cuidava do complexo portuário, do canal de acesso e das chamadas poligonais do lado de Rio Grande e de São José do Norte. No final do governo de Sartori houve a extinção da SPH. Nós trabalhamos no desenvolvimento de um modelo de gestão que denominamos Portos RS, que passa de autarquia, a exemplo de outros portos, para empresa pública ou mista que tenha diretoria profissional e um caixa sem interferência do Estado. Essa é uma obrigação, pois os portos no Brasil são concessões federais. Até março de 2022 temos que renovar a delegação.

Planeta Arroz – Mas há obras em andamento também...
Fernando Estima – Sim! Quando chegamos foi prioritária a retomada da dragagem do canal, interrompida por ação judicial. A dragagem é fundamental e há uma verba de R$ 380 milhões direcionada para esta superobra. Está se conseguindo fazer mediante observância de cuidados ambientais que para o Ministério Público eram frágeis. Passamos de 65% da dragagem. Em julho, o porto terá calado para receber navios de maior porte. A intenção é que tenhamos um canal homologado para gerar mais tranquilidade e menores custos de seguro. Até o final do ano devemos estar com tudo licenciado e homologado. Outra prioridade é a modelagem, talvez com uma parceria público-privada ou consórcio, para tornar as dragagens permanentes, de forma que não se tenha de ficar novamente esperando cinco, seis anos.

Planeta Arroz– Em 2019, a Expoarroz chega à sua sexta edição. Será possível conciliar com o trabalho na Suprg?
Fernando Estima - Não. Estou focado 100% no porto. A Bolsa Continental, que é a promotora, e a Estima Mercados, que está envolvida na organização da feira, estão sendo lideradas pelo Guilherme Schuch. É um bom desafio para os jovens que estão me sucedendo nesta missão com a Expoarroz. O Guilherme tem toda a capacidade, participou conosco não apenas na Expoarroz, mas na Feira do Polo Naval e nos eventos que organizamos.

Planeta Arroz – O que os visitantes da Expoarroz devem esperar?
Fernando Estima – O mercado consolidou a feira. Independentemente de quem é o gestor, o importante é que a Expoarroz se encaminha para a sexta edição com todas as programações, como rodada de negócios... Tenho acompanhado e conversado muito com os organizadores e há uma boa relação com expositores e entidades.

Planeta Arroz – No evento, as discussões sobre o Porto de Rio Grande e os gargalos à exportação de arroz são reincidentes. Quais são estes gargalos e de que forma o superintendente pretende conduzir ações para supri-los ou amenizá-los?
Fernando Estima – As cinco edições anteriores da Expoarroz tiveram painel de logística. Aprendi bastante e verifico que agora com a pasta à minha frente nós vamos ter sim uma oportunidade de definir as questões da exportação do arroz através do Porto de Rio Grande e da própria hidrovia. Criamos um grupo de trabalho que estuda a área da Cesa, uma antiga estrutura desejada para montar definitivamente um ponto de exportação de arroz no cais, e junto com os secretários Covatti, Costella e Gastal estamos iniciando um trabalho de ver como definitivamente isso possa ir a mercado, ou seja, que essa área seja arrendada: não mais estando na mão da Cesa (que está em liquidação), aquele patrimônio volta para o Estado e ele disponibiliza no formato que já faz com outras áreas no porto para um mercado interessado. Queremos que a área seja focada em arroz e trigo para, desta forma, atender definitivamente o interesse do setor orizícola. Vamos trabalhar e nos empenhar para que isso saia do papel.

Planeta Arroz – Os custos são atraentes para os exportadores usarem o porto?
Fernando Estima – A competitividade é relativa. Há anos a gente consegue ser mais competitivo, depende do câmbio, dos preços internos e internacionais, de demanda... Mas o porto é competitivo, tem ótima estrutura, seja o cais público ou o terminal de contêineres. Por vezes um ou outro, por uma questão de tarifas, pode estar mais caro, mas o importante é que a logística é favorável, que pode ser melhor a hora que os silos da Cesa acessarem esse novo terminal.

Planeta Arroz – No plano de metas da Suprg na sua gestão estão previstos investimentos específicos à infraestrutura para a exportação de arroz? Quais?
Fernando Estima – O mais importante é que a gente crie o ambiente para os investidores. O porto, com a Cesa, consegue fazer isso. Retoma uma área e disponibiliza por uma concessão para os investidores. Mas é bom lembrar também que tem investidores privados se mexendo, tanto a Termasa, que está com novos projetos de pavilhões, quanto a Vanzin, que vai inaugurar em maio um projeto de terminais que têm uma condição de atender e vêm atendendo muito fortemente também o arroz. Então o porto se prepara, através do esforço do Estado, com as áreas que tem, com as concessões e com os modelos de operação para atender melhor ao mercado privado. Em breve estaremos com as condições bem competitivas em nível internacional por causa dessas opções.

Planeta Arroz – Quem pode contribuir com a Suprg para incrementar as exportações de arroz por Rio Grande?
Fernando Estima – Com todas estas atitudes tomadas, com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, junto com a Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz) e o Sindicato das Indústrias do Arroz (Sindarroz-RS), e se tivermos mais unidade entre produtores, indústria, agentes e operadores de logística, conseguimos ganhar novos mercados, seja para o Brasil, pela cabotagem, ou para exportação para outros países.

Planeta Arroz – Qual a situação do terminal da Cesa no Porto de Rio Grande?
Fernando Estima – Sobre a Cesa, estou muito entusiasmado para que tudo isso se conecte e a região possa ter um porto mais eficiente para a soja – de 17 milhões de toneladas produzidas no Rio Grande do Sul, 16 milhões passam pelo Porto de Rio Grande – e para o arroz. A Região Sul alimenta o Brasil com 70% da sua produção, que também encontre no porto uma saída em busca de novos mercados e para permitir melhores preços aos produtores e aos industriais. Mas, tanto para o arroz quanto para a soja e outros produtos, é importante que tenhamos eficiência logística.


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