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19.07.2019 | ANáLISE DE MERCADO - por Planeta Arroz

Mercado do arroz: calmaria antes da tempestade?

Preços enfraquecidos e tensão na expectativa do mercado e da política agrícola marcam o mês de julho

imagem Preços se mantêm em queda, mas a espera de boas notícias Foto: Divulgação

O mercado de arroz do Brasil parece estar vivendo uma calmaria que precede a tempestade. A opinião é do jornalista Cleiton Evandro dos Santos, analista da AgroDados/Planeta Arroz. Para ele, razões não faltam: “aguarda-se para a próxima semana o anúncio de medidas governamentais para amenizar ao menos parcialmente os problemas de renda e endividamento do setor arrozeiro; são esperadas as prorrogações das parcelas de custeio de julho e agosto e o anúncio de um mecanismo de renegociação das dívidas.Sem prorrogação formalmente anunciada, os produtores ainda aguardam para ver se precisarão vender produto, mesmo na queda. Ao mesmo tempo, já precisam adquirir insumos e planejar o próximo plantio”, destaca.

Além disso, segundo Santos, a indústria, abastecida, aguarda o posicionamento dos produtores para estabelecer sua estratégia de mercado. E os exportadores aguardam o movimento do câmbio para definir suas estratégias de venda. Por sua parte, os importadores aguardam as definições do governo quanto ao Mercosul e a votação no Senado das medidas que retomariam o Pis/Cofins sobre o arroz importado. “Vai levar tempo, mas um risco de medidas que contenham as importações e o dólar a favor, pode acelerar ou antecipar a formação de um estoque adquirido no Mercosul”, frisa.

Ainda de acordo com Santos, a indústria, que pode enfrentar percalços para a liberação de recursos para fomento da safra 2019/20, deve divulgar uma pesquisa indicando números levemente mais baixos do que os números oficiais no consumo nacional. Em meio a isso, neste final de semana parte de Rio Grande o tão esperado navio com a exportação de 30 mil toneladas de arroz beneficiado de alta qualidade para o Iraque.

“Há um esforço concentrado para que esta operação seja bem sucedida, mas com o anúncio de que os Estados Unidos já fecharam oito navios em novas licitações e negociações diretas para aquele destino, a expectativa de grandes vendas para o Oriente Médio deve ser contida”, acrescenta. O embargo estadunidense ao Irã também vem prejudicando as vendas dos países vizinhos para aquele destino. E isso é ruim.

ANÚNCIO

Para Cleiton Evandro dos Santos, a depender do que o governo federal anunciar na próxima semana, a área plantada no Rio Grande do Sul poderá se manter ou diminuir. Só por um milagre aumentará sobre os 1,012 milhão de hectares diante da atual situação de custo x preço. “Os agricultores têm grande expectativa, mas o tempo e a experiência de algumas décadas ensinaram a orizicultura que grandes expectativas trazem grandes decepções e anúncios muito aquém do que se almeja. Não creio em uma resposta definitiva, mas um conjunto de paliativos.

O Ministério da Agricultura, surpreendentemente, nos últimos dias adotou um discurso de cautela mais alinhado ao Ministério da Economia. Isso preocupa”, diz o jornalista.

Ele lembra que com o dólar recuando à menor cotação na moeda nacional em meses, a R$ 3,73, torna-se competitivo para que os paraguaios e também os uruguaios e argentinos – esses com mais de 30% de queda nas exportações do primeiro semestre para outros destinos – concentrem-se no mercado brasileiro.

A Federarroz posicionou-se no sentido de um mercado muito favorável no segundo semestre, levando em conta a queda produtiva e os estoques de passagem menores. Mas, agentes de negócios consideram que os dois milhões de excedentes que o Mercosul não está conseguindo mandar para terceiros países, associados a um dólar mais atraente, manterão o mercado brasileiro pressionado.

“Nas atuais circunstâncias, e com dúvidas sobre a base de cálculo dos estoques, não dá para contar apenas com a frustração de safra como fator determinante dos preços. Há um Mercosul inteiro nos pressionando e uma parte do estoque que é desconhecida”.

É sob essa grande tensão, e pequenos movimentos, que as cotações de julho, segundo o indicador de preços do arroz em casca Esalq-Senar/RS declinaram até R$ 42,99 nas últimas terça e quarta-feira, e retornaram para R$ 43,00 nesta quinta-feira, dia 18. Acumulam 1% de desvalorização sobre o início do mês. Na equivalência em moeda estadunidense, pelo câmbio do dia, a saca ficou em US$ 11,53, uma das maiores cotações do ano, posicionando o país como mercado comprador e dificultando as exportações. No mercado livre, baixa movimentação e preços apenas referenciais de R$ 41,00 a R$ 42,00 na maioria das praças, com R$ 44,00 a R$ 45,00 em Pelotas, para grão colocado na indústria.

BALANÇA

Em junho o Brasil teve déficit na balança comercial do arroz, importando 96,8 mil toneladas de grão e exportando apenas 26,2 mil. O saldo negativo no mês foi de 70,6 mil toneladas em base casca. Em junho o país realizou as maiores importações do ano da Argentina e do Uruguai. O que salvou foi a exportação de grãos de qualidade superior para o Peru, em quase 16 mil toneladas, 4 mil toneladas para a Venezuela, pouco mais de 1 mil toneladas para os Estados Unidos e volumes menores em contêineres, de beneficiado, para terceiros países. O Brasil vendeu o arroz branco beneficiado em uma média de US$ 515,25/t, enquanto os preços de aquisição dos nossos parceiros do Mercosul, se mantiveram em patamares inferiores, segundo a Conab.

Neste primeiro quadrimestre do ano comercial que vai de 1º de março de 2019 a 29 de fevereiro de 2020, o Brasil ainda tem um superávit de 111,9 mil toneladas. No entanto, a tendência apontada pelos agentes é de uma inversão. A Conab também aposta num saldo final negativo de 400 mil toneladas para a balança comercial do arroz nesta temporada. A média de importação de arroz polido Paraguai, colocado em São Paulo, está em US$ 338,61 por tonelada.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 43,00 para a saca de arroz de 50 quilos do arroz em casca (58x10) no Rio Grande do Sul, e R$ 94,00 para a saca de 60 quilos do grão beneficiado, longo-fino, Tipo 1, branco, FOB - sem ICMS. Os quebrados seguem valorizados, com a saca de 60 quilos de canjicão em R$ 58,00 e a de quirera em R$ 42,00. O farelo de arroz teve ligeira alta para R$ 440,00 por tonelada.

PREÇO AO CONSUMIDOR 

Depois de a indústria testar o varejo no primeiro semestre, nota-se recuo dos preços nas gôndolas dos supermercados nos últimos dois meses, refletindo o que houve na comercialização do grão em casca. O varejo tem alegado que esperava uma reação da economia com a política do novo governo federal e, com isso, formou estoques superiores ao necessário. E que o consumo de arroz estagnou. Com isso, pressiona os preços, diminui os pedidos e força a indústria a abrir uma disputa quase irracional por espaço nas gôndolas. Se a fábula da bicicleta, que se parar de pedalar cai, vale para o agricultor, nesta temporada também vale para muitas empresas de médio e pequeno porte de beneficiamento do arroz.

Desta maneira, encontra-se média de preços ao consumidor na faixa de R$ 2,75 por quilo e levemente acima dos R$ 13,00 para pacotes de cinco quilos de arroz branco, do tipo 1, nas capitais pesquisadas por Planeta Arroz. 




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comentários (23)

19/07/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
Estamos próximos da data de plantio. O arroz continua baixando, mas sempre com promessas de melhores preços. Vamos considerar a lógica, o dólar, na atual cotação, estamos sujeitos a aumento de importação, como observado em junho.
Só uma fórmula é que irá fazer o preço do arroz melhorar, redução no plantio. Se as notícias do irga apontarem que não terá redução de área, o arroz não sobe.
19/07/2019 - Maurício Petry Nicodem (Tapes - RS)
Cenário de morte em doses homeopáticas, quem sobreviver verá!
Só há uma alternativa, reduzir a área.
19/07/2019 - Paulo Camargo (São Paulo - SP)
Marcos, você esta coberto de razão, o mercado carece de um choque de oferta pra termos uma arrumação da casa. Sem termos confiança no levantamento de estoques, consumo fraco e convivendo com um varejo forte e que comercializa mal na ponta, a cadeia toda padece senão tivermos uma redução significativa de área no MERCOSUL todo. Outra medida a ser criada, seria oferecer maior liquidez pra comercialização a nivela de produtor. Uma dica seria criar uma Bolsa que fomentasse o setor, que desse mais opções para o produtor vender o arroz a deposito e ou vender papel (CPR), nos moldes do Açúcar (vide Bolsa NY), isto ajudaria na dinâmica comercial, enxugaria a oferta e poderia em tese fortalecer as cotações em momentos de equilíbrio.
19/07/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Já tentaram tudo inclusive Bolsa de Mercadorias aqui no RS... Nada vingou! The game is over!!! Quem plantar arroz é mais um ano de tufo!!! Se nem com 20% de perdas com o El Nino ele vale algo!
19/07/2019 - Fernando José Rios de Melo (Rio de Janeiro - RJ)
A diminuição do plantio de arroz parece ser o caminho a ser seguido para tentar equilibrar a oferta, uma vez que as reformas entraram definitivamente no radar do congresso e salvo se houver alguma interferência a moeda deve se valorizar ainda mais. Já é sabido, de outros carnavais, que com a diminuição drástica da oferta de arroz e a pressão anti-inflacionária(JN, etc..), o governo diminuirá as taxas de importação do produto fora do Mercosul, o que contribuirá ainda mais para mitigar a renda do produtor. Quem sabe, aproveitando esta onda gourmet das famílias, uma campanha abrangente exaltando quão nutritivo e saboroso é a combinação arroz com feijão em confrontação com os alimentos processados e os fast-foods, fortemente contestados hoje em dia na sociedades mais avançadas, não se consegue aumentar significativamente o consumo, aliado a efetivas e definitivas providências governamentais que pudesse equilibrar o custo do setor em todo o Mercosul, maquinário, insumos, revisão de classificação, etc.., não voltaríamos a ter uma cadeia rentável?
19/07/2019 - Jean Ferrucci (Uruguaiana - RS)
Bom, no meu ponto de vista temos que lutar por uma queda no custo de produção, ou taxar o produto importado, pois se derem uma olhada no preço que o arroz beneficiado está chegando em São Paulo não tem como as Indústrias daqui do Sul competir no mercado, se seguir desse jeito vamos fechar as portas e procurar outra atividade...

Tá muito dificil.....
19/07/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
As indústrias tem o poder de não entregar arroz barato ao varejo, no entanto as indústrias estão competindo entre si e rifando arroz. É claro que as indústrias nunca ficam no prejuízo, elas reduzem o preço ao produtor.
A estratégia da indústria está errada, deveria dar férias coletivas aos funcionários e esperar o varejo correr atrás de arroz, mas tá valendo o ditado.... De tanto conviver com os porcos(produtores) a indústria ficou parecido com eles.
20/07/2019 - Jean Ferrucci (Uruguaiana - RS)
Mestre, não sei se olhaste o preço do arroz beneficiado do Paraguai posto em São Paulo, 30Kg de arroz beneficiado chega a R$38,00 , só o frete nosso daqui para lá está na casa de R$9,00 á R$10,00 p/ fardo, tem Indústria Paulista vendendo Arroz Lá mais barato do que vendemos aqui, acha que tem como competir, achas que temos como pagar mais, não sei qual vai ser a mágica, enquanto se reduz a área aqui o Paraguai amenta lá e segue o baile...
20/07/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
Apesar do crescimento, o Paraguai vai demorar para abastecer o mercado brasileiro
21/07/2019 - jairo belmonte fraga (Nova Santa Rita - RS)
Logo termina este arroz paraguaio, e vamos ter nosso preço ajustado, só aguardar !
21/07/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Se viesse só do Paraguay... mas a questão é que vai recuperar quando ng mais tiver!!! Será que recupera antes de outubro??? Tenho minhas dúvidas... Mas se alguém tem informação privilegiada que compartilhe conosco...
22/07/2019 - Fernando Moura Nasib (São Borja - RS)
Sr. Jean confirma essa informação, pois acho que R$ 38,00 não existe; porem R$ 58,00 posto em MG é mercadoria corrente e a diferença de frete é muito pequena entra SP e MG .
22/07/2019 - Valdir Antonio Zaccaron (Tubarão - SC)
De nada adianta reduzir a área aqui no Brasil se os custos e impostos continuarem beneficiando os outros do Mercosul. Eles aumentam a área lá e nós diminuímos aqui, ano após ano, até não termos mais arroz aqui. Temos que cobrar do Governo igualdade nos custos e impostos, só assim para podermos competir lealmente. Só para saberem, lá não se paga funrural e outros impostos, com os custos menores, dá em torno de 10,00 reais por saco de diferença. Diminuir área é dar margem para eles crescerem e nós desaparecer. Se bem que, pelo que a Ministra da Agricultura vem dizendo, acabar com plantio de arroz no Brasil é questão de tempo, curto por sinal.
22/07/2019 - Jean Ferrucci (Uruguaiana - RS)
Sr. Fernando , estou repassando a informação que a matéria acima está dizendo, leia e verifique com seus olhos
A média de importação do Arroz Paraguaio 'Polido' colocado em São Paulo está em U$ 338,61 P/ Tonelada, é só calcular
22/07/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Temos que reduzir área sim... Deixem o Paraguay se iludir com o arroz como fizeram Uruguay e Argentina... Deixem eles se lascarem com a exploração da industria e varejo brasileiro... Uruguay e Argentina já pularam fora!!! Só uma redução de 50% na area plantada vai botar a coisa nos eixos! Produtor vai se capitalizar e preços subirão!!! Quem pensa diferente é porque não quer abrir os olhos... É cego... Ou é CPR funcionário da indústria!!!
22/07/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
Ótimo comentário Flávio. Parabéns.
Só redução de área plantada irá resolver.
Os produtores sempre ficaram na mesmice. Plantam muito e não saem do buraco.
23/07/2019 - Valdir Antonio Zaccaron (Tubarão - SC)
Então, cada um defendendo seus interesses, seja ele, o Governo, A Ministra, O Agricultor, O Banco, A Industria, O Representante, O Mercado, O Consumidor. Cada um com a sua ' Cegueira'. No final, se o Arroz não for mais plantado, todos perdem.
23/07/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Pois é seu Valdir... Me parece que não dá só para o produtor perder “sempre”??? Que a classe se lasque em conjunto... Talvez um dia haja respeito com quem produz... Em julho de 2003 vendi arroz a R$ 45... Hoje... 16 anos depois... Estamos tentando vender a R$ 41,50!!! O Sr. não acha que dai não tem que reduzir???
23/07/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
Perfeito Flávio, ótima resposta.
Mas infelizmente a maioria dos produtores pensam como o Sr Valdir, principalmente os catarinenses, para eles o arroz pode baixar a 20 reais o saco, que ainda eles aumentam a área plantada. Acompanhei isso bem de pertinho no grupo te mexe arrozeiro. A maioria dos membros do grupo são contra reduzir a área plantada.
25/07/2019 - Valdir Antonio Zaccaron (Tubarão - SC)
Sr Marcos, primeiro, Santa Catarina não aumenta área a mais de 10 anos, portando essa afirmação acima, não corresponde. Segundo, o movimento, ' te mexe arrozeiro' muito importante por sinal, teve inicio no Rio Grande do Sul. Só para esclarecer, é uma questão de justiça aos Catarinenses e Gaúchos.
25/07/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
Catarinenses aumentam área todos os anos em território gaúcho, já que em SC já sistematizaram todos morros possíveis, para plantar.
25/07/2019 - Valdir Antonio Zaccaron (Tubarão - SC)
Não Não, desde 99 que a área no RS tbm não cresce ou pouca variação, ultimos anos, diminuiu inclusive.Os Morros aqui em SC, continuam como sempre estiveram, afinal, com 45º de declividade, é proibido mexer, Área de Preservação Permanente.
25/07/2019 - Anderson F. Luz (são paulo - SP)
Existe aqui em SP outro problema, marcas do Sul que vem vender T1 aqui abaixo da classificação correta da Lei, mas tá lá na embalagem T1..Isso faz parecer que o mercado no momento é baixista diante dos olhos dos compradores de varejo em geral; enquanto as empresas sérias que trabalham dentro da regra da Lei sofrem pressões pesadas para baixa sem terem custos diminuídos.
Toda a cadeia está com dificuldades, mas o empacotador fora do padrão é o cara que gera uma série de desequilíbrios que consequentemente chegam aos produtores. O correto é produtor e industria estarem corretamente remunerados, com algum lucro; e o varejo trabalhar com margem sem exageros mas que remunere adequadamente. Mas este é o universo de Alice no país das maravilhas.

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