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18.07.2019 | ANáLISE DO MERCADO MUNDIAL DE ARROZ - por Patrício Méndez del Villar

Preços internacionais com ligeira alta em mercado calmo

A análise do mercado internacional do arroz pelo economista Patrício Méndez del Villar, do Cirad, da França

Tendências do mercado

Em junho, os preços mundiais do arroz aumentaram 1%, principalmente em função dos preços tailandeses, em alta de 2,5%, como resultado da revalorização do bath em relação ao dólar. No restante dos mercados de exportação, os preços permaneceram relativamente estáveis, exceto no Paquistão, onde diminuíram devido a uma oferta excedente em comparação com a baixa demanda de importação nos principais países importadores da Ásia e da África subsaariana.

Apenas a demanda chinesa parece ser um pouco mais ativa, beneficiando principalmente a Birmânia (Myanmar).

A China, como exportadora, também é bastante ativa, especialmente nos mercados africanos, o que gera uma preocupação adicional para os países exportadores asiáticos, já que a África é o principal mercado.

Inícios de julho, os preços mundiais permanecem estáveis em um mercado que continua fraco.

Portanto, se espera uma contração no comércio mundial de arroz de 3% para 46,8 Mt contra 48,3 Mt em 2018. Apenas as importações africanas devem aumentar fortemente, atingindo um nível recorde de 17,3 Mt, alta de 6% em relação a 2018. Em junho, o índice OSIRIZ / InfoArroz (IPO) avançou 1,4 ponto para 192,4 pontos (base 100 = janeiro de 2000) contra 191,0 pontos em maio. No início de julho, o índice IPO permanecia em 192 pontos.

O informativo mensal é elaborado por Patricio Méndez del Villar, pesquisador do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD, www.cirad.fr) da França. 

Produção mundial

De acordo com a FAO, a produção mundial em 2018 foi de 778,6 milhões de toneladas de arroz em casca (517 Mt de arroz beneficiado), alta de 1,5% em relação a 2017. Este incremento se deve às boas condições climáticas no hemisfério norte e a preços mais atrativos. Na Ásia, as colheitas foram satisfatórias, especialmente na Índia, onde a produção atingiu um recorde, aumentando 3% graças a bons índices de chuva e à revalorização dos preços mínimos. 

Por outro lado, na China, a produção teria diminuído 1% devido à redução nas áreas plantadas.

Na África, as colheitas aumentaram 6,8% graças à recuperação da produção a leste e sudeste do continente, na Tanzânia e em Madagascar. Nas regiões ocidentais da África, a produção também aumentou 4,3%, graças a programas de incentivo para cadeias de valor locais.

Enquanto isso, no Egito, a produção caiu 23% devido a uma redução drástica nas áreas plantadas para economizar recursos hídricos.

Em 2019, a produção mundial pode cair ligeiramente para 778,6 Mt. Espera-se estabilidade nos grandes países produtores da Ásia. Em contraste, a produção africana poderia finalmente cair 5%. Essa redução deve afetar principalmente as regiões ocidentais do continente (-7%) devido a chuvas insuficientes. No Mercosul, as safras também foram medíocres este ano devido a uma nova redução nas áreas de arroz.

Comércio mundial

Em 2018, o comércio mundial permaneceu estável em 48,4 Mt. O mercado esteve bastante ativo durante boa parte do ano graças à demanda do Sudeste Asiático, incluindo a Indonésia e as Filipinas. Em contraste, no sul da Ásia, a demanda por importações diminuiu consideravelmente, especialmente em Bangladesh. No resto do mundo, as importações mantiveram-se estáveis graças ao melhor abastecimento interno. Do lado da oferta, as exportações foram em geral bastante satisfatórias, exceto na Índia, onde as vendas externas caíram 2,5% em relação ao recorde de 2017. 

Em 2019, as projeções indicam um declínio no comércio mundial de arroz de 3,1% para 46,9 Mt. Esta queda pode afetar principalmente a Índia.

Os estoques mundiais de arroz que terminaram em 2018 progrediram 2,3% para 173,9 Mt contra 170,0 Mt em 2017, atingindo seu nível histórico mais alto. Em 2019, esperasse um novo aumento de 3,9% para 180,6 Mt, equivalente a 35% do consumo mundial. Este aumento adicional deve-se à reconstituição de reservas chinesas e indianas, bem como às da Indonésia e das Filipinas.

No geral, os estoques dos principais países exportadores indicaram 33,2Mt em 2018, o seu nível mais baixo desde 2010, mas uma recuperação é esperada para 2019 em 37 Mt, equivalente a 21% das reservas mundiais.

Cenários regionais

Nos Estados Unidos, os preços de exportação aumentaram 1% dentro de um mercado bastante ativo. Em junho, as exportações teriam chegado a cerca de 345.000 t contra 280.000 t em maio, ou seja, um volume acumulado equivalente ao ano passado na mesma época. O México continua sendo o primeiro cliente com 22% das vendas externas, seguido pelo Haiti (13%) e o Japão (11%). O preço indicativo do arroz Long Grain 2/4 ficou em $ 490/t contra $ 486 em maio.

No início de julho, os preços tendiam a cair para $ 485. Na Bolsa de Chicago, os preços futuros do arroz com casca subiram novamente, em média 4% para $ 256/t contra $ 246 em maio. No início de julho, os preços futuros permaneciam firmes em $ 260.

No Mercosul, os preços de exportação permaneceram estáveis dentro de um mercado menos ativo. Em junho, as exportações brasileiras caíram significativamente, devido à baixa demanda africana, atingindo apenas 18.000 t (arroz beneficiado) contra 89.000 t em maio, marcando um atraso de 26% em relação ao ano anterior na mesma época.

Por outro lado, as exportações uruguaias subiram para 65.000 t contra 41.000 t em maio, mas ainda registram um atraso de 25% em relação ao ano anterior.

Na Argentina, as exportações caíram em junho, marcando, no entanto, um avanço de 40% em relação a 2018 na mesma época. O preço indicativo do arroz irrigado brasileiro subiu novamente 3% para $ 228/t contra $ 221 em maio. No início de julho, o preço ficava estável em torno de $ 228.

 




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