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05.07.2019 | EXPORTAÇÃO - por Planeta Arroz

Arroz brasileiro rumo ao Iraque

Navio Sumatra aporta nesta segunda-feira em Rio Grande para carregar 30 mil toneladas de arroz de alto padrão para o país do Oriente Médio

imagem Sumatra tem capacidade para 40 mil toneladas Foto: D. Jens/Marina Traffic

 Nesta segunda-feira todas as atenções da indústria gaúcha estarão voltadas ao Porto de Rio Grande, no extremo Sul gaúcho, onde deve aportar o navio Sumatra, com bandeira de Singapura, responsável por transportar uma carga de 30 mil toneladas do grão beneficiado de alto padrão (5% de quebrados) até o Iraque. A operação é comandada por uma trading internacional, mas recebeu suporte e apoio total da indústria gaúcha que tem o desafio que promover o embarque de três mil toneladas por dia no terminal de cargas gerais. O produto, dentro dos padrões exigidos, já está depositado no porto e a operação totalmente organizada. O navio deve partir dia 18.

Há um esforço concentrado para que o negócio seja concretizado nas bases estabelecidas pelo contrato e com isso abra novas possibilidade de comercialização com o país árabe, que está entre aqueles que melhor remuneram o arroz beneficiado. Até a vitória da proposta da trading internacional no tender trade promovido pelo Ministério do Comércio Iraquiano em 31 de março, o Brasil estava na lista negra daquele país por ter vencido outra concorrência em 2015 e ter enviado grão pouco abaixo do padrão.

Na época, os operadores envolvidos explicaram que embora embarcado dentro das especificações, os vários tombos da carga até o destino acabaram implicando num percentual maior de quebrados do que o previsto.

A indústria gaúcha, desta vez, considera a operação “uma questão de honra” e espera abrir um mercado de 100 a 150 mil toneladas de arroz beneficiado por ano com o Iraque. Quem não gostou nada da operação foram os uruguaios e os estadunidenses, que estão com excedentes para venda. Os EUA, desde a Guerra do Golfo, têm grande influência política e militar no Iraque e acabam forçando contratos na região. Porém, a excelência de sua logística atrapalha a qualidade do produto, que mistura diversas variedades e híbridos, aumentando as dificuldades para alcançar os valores exigidos.

Já os uruguaios, que tiveram uma queda de 28% em suas exportações no primeiro semestre de 2019 em valores, não conseguiram acompanhar os preços. A variável em favor do Brasil, no momento do tender trade, foi o recuo dos preços pela oferta na época de colheita. Paraguai, Argentina, Tailândia, Vietnã e Índia também participaram da licitação internacional, mas sem sucesso.

Em junho o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou um contrato governo-a-governo de 120 mil toneladas de arroz beneficiado para embarcar ao Iraque no segundo semestre. Mas, o negócio não foi detalhado e nem foi confirmado pela autoridade de comércio iraquiana.

Preço ao produtor

Embora entenda que a exportação para o Iraque esta semana não afete diretamente os preços ao produtor, o analista da AgroDados/Planeta Arroz, Cleiton Evandro dos Santos, acredita que a concretização do embarque gera um cenário favorável. “Não só temos a possibilidade de conquistar um mercado cativo, remunerador e que demanda altos volumes do arroz que produzimos e com maior valor agregado, como também estamos conquistando espaços de nossos principais concorrentes no mercado mundial. Recuperar a credibilidade e fortalecer essa rota de exportação é muito importante e traz um impacto psicológico positivo”, assegura.

Segundo ele, é uma operação que deve trazer resultados em médio e longo prazo. “Nos últimos anos a exportação foi nossa válvula de escape. Conquistar mercados externos é uma das estratégias para alcançar renda ao longo da cadeia produtiva, tão importante quanto dimensionar a área plantada ou expandir o consumo interno”, afirma. Para o analista, mesmo que os preços de venda tenham sido inferiores ao desejável, como disseram comerciantes concorrentes, há sentido na venda. “Isso mostra que a indústria gaúcha está comprometida. Mesmo que não tenha lucro expressivo ou até empatando na operação, considera esse embarque um investimento, um movimento para cativar um novo e importante cliente. A confirmação de novas vendas para o Iraque, após a aceitação desta carga, então, poderá ter reflexos nas cotações ao produtor”, resume.




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comentários (1)

07/07/2019 - Edereson Diehl ( - AC)
Pois é, q bela desculpa essa de 2015, provavelmente tombaram tanto pra poder misturar arroz inferior na época, espero agora q honrem o prometido para mostrar a alta qualidade de nosso produto e conquistarmos esse mercado de tão relevância para o setor arrozeiro. Por isso eu digo não adianta inundar o mercado como o hibrido por exemplo , q trás alta produtividade, mas não agrega a qualidade exigida por mercados exigentes como o do Iraque por exemplo.

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