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11.06.2019 | INDúSTRIA - por InfoMoney

Arroz com feijão da Camil não agrada: empresa perde R$ 1 bilhão desde IPO

Analistas ressaltam que o motivo por trás de sua queda vai muito além do cenário macroeconômico

imagem Direção da Camil na oferta inicial de ações Foto: InfoMoney/Divulgação

 O arroz com feijão da Camil (CAML3), até aqui, não agradou os investidores. Desde sua oferta inicial de ações (IPO), em setembro de 2017, a fabricante de alimentos perdeu um quarto de seu valor de mercado, cerca de R$ 1 bilhão. No mesmo período, o Ibovespa subiu 32,55%.

O cenário macroeconômico enfrentado desde o IPO foi bem diferente do projetado pela Camil, incluindo problemas como a greve dos caminhoneiros e a queda no preço dos seus principais produtos (arroz, feijão e açúcar). Mas analistas ressaltam que o motivo por trás de sua queda vai muito além do cenário macro.

“A companhia fez muitas promessas durante o IPO, como o crescimento por meio de uma série de aquisições. O mercado esperava uma postura mais agressiva e ela ainda não veio”, afirma Andres Gomes Castro, gestor do family office Berkana.

Mesmo depois de levantar R$ 369 milhões com a oferta primária de ações, Luciano Quartiero, presidente e maior acionista da empresa, mantém a estratégia de expansão utilizada durante os longos anos de capital fechado. Seu foco são aquisições estratégicas, que ampliem a participação da empresa em regiões ou segmentos em que não tem muita relevância.

Foi essa a lógica utilizada na única compra feita desde o seu IPO: a da SLC Alimentos, dona das marcas de arroz e feijão Namorado, Butuí e Bonzão. Com a aquisição, concluída no início deste ano, a Camil ampliou o portfólio nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país e também em marcas intermediárias de arroz, com a marca Namorado.

Só que, ao abrir o capital, investidores entenderam que a companhia cresceria mais rapidamente nos segmentos em que já atua e também em outros mercados. Hoje, a Camil tem cerca de 9% do mercado brasileiro de arroz e 7% do de feijão. É dona também das marcas de açúcar União e Da Barra e da de pescados Coqueiro.

A empresa já manifestou interesse em entrar nos setores de café e massas, mas, até agora, não fez aquisições — que seriam a maneira mais fácil de entrar em segmentos que já possuem marcas fortes. “São setores que fazem sentido para a Camil, mas que tem marcas já consolidadas, líder no mercado, que podem representar um desafio a mais”, afirma Diana Stuhlberger, analista da Eleven Financial.

A expansão internacional, iniciada em 2007, também caminha a passos lentos desde o IPO. A estratégia adotada tem sido iniciar as operações no segmento de arroz, antes de expandir para outros. Mas o que se viu nos últimos anos foi uma queda no volume dos grãos, sem a entrada em novos setores.

A empresa vendeu suas operações na Argentina, no ano passado, por conta do cenário tumultuado do país. No Uruguai, o volume de vendas caiu 16,5% em 2018. No Peru, a queda no volume foi de 11,2% no último ano. O Chile foi o único que apresentou expansão, de 4,8% no ano. “O mercado tinha uma expectativa de que o desempenho no exterior fosse ser melhor. Mas até agora isso não aconteceu”, afirma Diana.

Procurada pela reportagem, a Camil não concedeu entrevista, mas informou, por meio de nota, que “está focada na execução da sua estratégia de crescimento e liderança nos setores que atua” e que “estuda novas aquisições e a possibilidade de entrada em novas categorias para avançar ainda mais nos negócios”.

É possível que os investidores estejam sendo duros demais com a empresa. Os resultados da Camil, em média, tem sido bons. O lucro no ano fiscal de 2018 (que para a empresa se encerra em fevereiro) aumentou 44,6%, totalizando R$ 362,4 milhões. A receita totalizou 4,75 bilhões (alta de 1,8% no ano) e o Ebitda (que mede a geração de caixa), R$ 483,4 milhões (queda de 1,3%).

A dívida da empresa também segue controlada — tão controlada que dá mais um motivo para os investidores cobrarem novas aquisições. Em fevereiro, ficou em R$ 1,03 bilhão — o que equivale a 2,1 vezes a sua geração de caixa (medida pelo EBITDA).

Diante das ações em baixa, e com R$ 396,7 milhões em caixa, a Camil anunciou em abril a recompra de 3,56 milhões de papéis em até seis meses. “A gestão da empresa é boa e há dinheiro em caixa para aquisições. Faltam oportunidades”, afirma Castro, da Berkana.




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comentários (1)

12/06/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Muito interessante, é de chamar a atenção na reportagem a subsidiária do Chile se destacando em relação as outras da América Latina, principalmente a do Uruguai com uma alta queda de 16,5 % em 2018. O que será que acontece com as unidades em queda de crescimento e vendas fora do Brasil desta grande empresa multinacional , será gestão inadequada nestas unidades ? O tratado Mercosul é o mesmo para todos os países integrantes. O Uruguai e Argentina possuem terras muito boas, mais aptas, com uso de maior tecnologia, grande escala de produção, em uma situação muito mais favorecida que a produção de arroz no Chile.

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