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06.06.2019 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - Analista AgroDados/Planeta Arroz

Estabilidade nos preços do arroz marca o início de junho

Indústrias fora do mercado e produtores segurando a oferta é o cenário do final do semestre

imagem Em pleno mês de junho, colheitadeiras em ação na Região Central Foto: Leomar Flávio Alves

Depois de uma valorização de 3,19% em maio, quando finalizou o mês cotada em média a R$ 44,34, ou US$ 11,29, a saca de 50 quilos (58x10) de arroz em casca no Rio Grande do Sul abriu o mês de junho registrando estabilidade. O indicador de preços Esalq/Senar-RS aponta ínfima valorização de 0,18%, para R$ 44,42, mas pela oscilação do câmbio, para US$ 11,39, ou 10 centavos de dólar pela saca, até a quarta-feira, dia seis de junho.

O mercado livre gaúcho registra preços médios entre R$ 44,00 e R$ 45,00 na maioria das praças, com maior valorização, entre R$ 46,00 e R$ 47,00 nas indústrias da Zona Sul, para produto a depósito. Nota-se que as empresas de médio e grande porte recuaram nas compras após o recebimento de arroz por CPRs, o que juntamente com as compras na boca da safra garantiram a estocagem por alguns meses.

O cenário é de empresas fora do mercado comprador. Além de estarem “compradas”, as indústrias mantêm a posição de dificuldade no repasse da alta da matéria-prima para o varejo. A oferta de arroz a preços competitivos no Mercosul ajuda a manter as cotações gaúchas e catarinenses num teto aproximado de R$ 46,00. Portanto, abaixo do que o Irga indica como custo médio de produção no RS.

Por sua vez, os produtores que têm arroz a depósito ou na propriedade, “sentaram” no produto, confiando em uma elevação dos preços no segundo semestre, na medida em que os estoques do segmento industrial reduzam para atender ao consumo. Também confiam que o dólar, valorizado, ajude a impulsionar as exportações e garantir que a relação entre oferta e demanda se mantenha ajustada ao longo dos próximos meses.

A expectativa do setor agora, neste jogo de forças, é observar o comportamento a partir de julho com os primeiros vencimentos do crédito oficial e a necessidade dos agricultores começarem a fazer caixa para adquirirem os insumos da próxima safra. Tradicionalmente o mês de julho é o mais recomendado para estas compras de produtos aos agricultores capitalizados porque os preços ainda não foram afetados pela demanda maior do plantio.

O certo é que o efeito “safrinha” de 2018 – que aconteceu em setembro e outubro – não se repetirá por conta de uma defasagem de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas na produção gaúcha, ocasionada pela redução de área e quebra por fatores climáticos.

O que pode ajudar aos produtores do Sul do Brasil é o anúncio de uma linha de crédito para o pagamento de dívidas com fornecedores de insumos. O BNDES ofereceu crédito a 11% de juros ao ano em prazo de cinco anos, sendo dois de carência e três parcelas. A Federarroz pediu a elevação do prazo para sete anos, com dois de carência e cinco para a quitação do financiamento.

SAFRA

Nesta semana, em pleno início de junho, ainda foi possível ver colheitadeiras em lavouras de arroz da Região Central, em municípios como Agudo, Dona Francisca, Restinga Seca e Paraíso do Sul. São as últimas lavouras a serem colhidas, e devem apresentar uma produtividade abaixo do esperado por conta de fatores climáticos. Além de terem sido plantadas bem depois da época recomendada, as chuvas do mês de maio, o mais chuvoso dos últimos 20 anos na região, impediam a entrada das máquinas pelas más condições de piso.

Com base no último levantamento do Irga, 961.056 hectares já haviam sido colhidos até 31 de maio, o correspondente a 97,7% da área total. A produção já alcançava 7.270.357 toneladas e 7.565 quilos por hectare de média em produtividade. A estimativa é de que o Estado finalize a colheita com pouco mais de 7,35 milhões de toneladas e produtividade de 7,5 mil quilos por hectare.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preço médio de R$ 44,50 para a saca de 50 quilos do arroz em casca (58x10) no Rio Grande do Sul, e de R$ 94,00 para 60 quilos de arroz beneficiado, branco, Tipo 1, sem ICMS, FOB. O canjicão, com boa procura para exportação manteve-se valorizado, a R$ 58,00 por 60kg, a quirera valorizou também para R$ 42,00 e o farelo de arroz, manteve a estabilidade de preços a R$ 420,00 por tonelada.

PREÇO AO CONSUMIDOR

Os preços aos consumidores nas praças pesquisadas pela AgroDados/Planeta Arroz, mantiveram relativa estabilidade nos últimos 15 dias, com menor volume de ofertas e média superior a R$ 15,00 para o pacote de cinco quilos em praticamente todas as capitais – exceto Recife, PE, que tem valores quase lineares a R$ 14,99 em boa parte das lojas de diferentes redes.

RMTC

Esta semana uma comitiva brasileira participa da Convenção de Mercado e Tecnologia do Arroz, em Nova Orleans, nos Estados Unidos. Boa parte dos industriais e compradores das Américas estão presentes, com a novidade da visita de uma comitiva do Ministério do Comércio da China.




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