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01.02.2019 | MERCADO

Sob nova conjuntura

Depois da pressão da safra, expectativa é de que os preços do arroz se elevem ao produtor

 Um quadro de safra com redução de 60 mil hectares somente no Rio Grande do Sul – e cerca de 120 mil no Brasil –, agravado por uma quebra importante da produção na Fronteira Oeste e na Campanha gaúchas por conta de enchentes e temporais de janeiro, tende a ser um fator decisivo na formação dos preços ao produtor na temporada que começa em 1º de março de 2019 e vai até 28 de fevereiro de 2020. Entre os fundamentos do mercado, a redução na oferta pesará bastante.

Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura e Pecuária do RS (Farsul), enfatiza que a colheita gaúcha já deveria ser menor pelo desestímulo dos produtores em razão dos preços praticados nas últimas safras, o que tem levado muitos deles a buscarem alternativas na soja e na pecuária, por exemplo. “As perdas em municípios como Alegrete, Uruguaiana e São Gabriel reduzem mais ainda a expectativa de colheita”, reforça. Para ele, 6,5% de queda de área já era uma retração muito forte, semelhante a anos de catástrofes.

Desta vez, porém, Luz destaca que a redução não se tratava de problema climático, mas de resposta dos produtores ao ambiente econômico, de mercado. “Produzir menos é indicativo de preços mais elevados sob algumas conjunturas. Por exemplo, que tenhamos a soma do consumo interno e das exportações nos mesmos patamares”, frisa.

Ele ainda enfatiza que recentes estudos mostram que ao contrário do que se imaginava, quando a renda do brasileiro cai, o consumo do arroz também cai. “Diziam que quando a renda cai o consumo aumenta, pois arroz é comida de pobre. Isso não se comprova na prática. Cai a renda do brasileiro e o consumo de arroz cai igual ao do bife, mas a contrapartida também existe. Com a expectativa de que a economia melhore, podemos esperar que o consumo tenha um pequeno aquecimento em 2019/20. Nada bombástico, mas 200 ou 300 mil toneladas é bem possível”, acrescenta Antônio da Luz.

Além disso, não se espera que o Brasil exporte o que exportou em 2018. “Para isso, os preços teriam que cair aos níveis que caíram em 2018 e ter leilão de PEP e Pepro, o que naqueles volumes é pouco provável. Além do mais, há a incerteza sobre o câmbio”, lembra. Mas as exportações de 2018 ajudaram muito na redução do estoque de passagem. Esse estoque terá papel importante na precificação do arroz durante o ano. “Vamos começar 2019 com uma oferta menor do que em 2018, mas não sabemos o quanto menor. De qualquer maneira, juntando os fatores, o cenário indica um perfil mais favorável aos arrozeiros em 2019 em termos de equilíbrio de mercado, oferta e demanda.

 

JOANDERSON FORGEARINI/EMATER/RS


Bons preços para poucos

Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul, destaca que apesar de uma expectativa melhor de preços ao longo de 2019, em especial depois da época de colheita, é preciso ter consciência de não é possível esperar que o arroz bata em R$ 60,00 para vender porque isso não existe. “Não é possível vender tudo a um só preço, mas é necessário ter um cronograma, um objetivo, para fazer média de preço”, destaca. 

Mas, para isso é preciso colher. Um mercado melhor não fará diferença para quem perdeu a safra. Quem está atrelado ao financiamento da indústria ou fornecedores com liquidação financeira em 30 de abril também não colherá os melhores resultados, ao menos no nível de quem tem capital de giro e segura a safra para vender mais adiante. “O certo é que parte da lavoura seguirá perdendo renda, pois, apesar de tudo, o preço médio na casa de R$ 40,00 a R$ 45,00 não cobre o custo. E se vender na safra de novo, com preços baixos, acabará sendo um ano ruim. Em última análise, mesmo com uma melhora boa dos preços, poucos são os produtores que se beneficiarão”, finaliza. 

Para Sérgio Roberto Gomes dos Santos Júnior, analista da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os dados disponíveis indicam um estoque de passagem baixo, produção menor e um saldo da balança comercial 2018/19 muito positivo. “Tudo indica a retração de oferta no mercado nacional e sugere uma elevação nos preços médios em 2019/20. Mas também sabemos que, querendo ou não, há uma grande concentração de oferta na colheita no Rio Grande do Sul e o arrozeiro descapitalizado não tem fôlego para segurar a produção em busca de melhores preços. A oferta concentrada deve manter o mercado abaixo dos R$ 40,00 no período de safra. Gradativamente, ao longo do ano, as cotações devem melhorar”, resume.

EDIÇÃO 69

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EDIÇÃO 69
Fevereiro de 2019

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