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27.05.2019 | EXPORTAÇÃO - por Abiarroz

Arroz precisa ser mantido na pauta do acordo Mercosul-UE

Entidade reforça importância do grão na negociação e defende cota de exportação pelo Mercosul de 400 mil t/ano sem impostos

 O arroz precisa ser mantido pelo Brasil na pauta de negociações do acordo Mercosul-União Europeia (UE), alerta a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz). A entidade está alinhada com as reivindicações dos parceiros do bloco econômico sul-americano (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) no sentido de reforçar o pedido de uma cota de exportação para aquele mercado de 400 mil toneladas/ano livre de impostos de importação.

Nos próximos dias, a Abiarroz encaminhará mais subsídios ao novo governo brasileiro para reforçar a importância da manutenção do cereal nas negociações do acordo, que já se arrastam há 20 anos, mas caminham para uma conclusão. A entidade ressalta ainda que a ampliação do acesso do arroz à UE integra a estratégia do Mercosul de ampliar sua participação no comércio agrícola mundial.

O pedido de uma cota de 400 mil t/ano de exportação do produto para o mercado europeu foi apresentado às autoridades regionais pela Confederação dos Moinhos de Arroz do Mercosul (Conmasur), da qual a Abiarroz faz parte.

No entanto, a última oferta feita pela UE foi de uma cota de 45 mil t/ano, com imposto incidente por seis anos de 15 euros/t. Além de rejeitar a taxação, a Abiarroz considera o volume insuficiente e lembra que somente em 2018 as exportações de arroz do Mercosul para a UE foram de 190 mil/t.

Dias atrás, a UE reiterou o desejo de avançar nas negociações para alcançar o acordo de livre comércio. Na avaliação da Abiarroz, este é o momento oportuno para a cadeia orizícola do bloco sul-americano reafirmar a importância da inclusão do produto no tratado.

A indústria brasileira do arroz observa ainda que a Itália e a Espanha são contrárias à inclusão do cereal no acordo, alegando que ele também é produzido localmente. Entretanto, a Abiarroz classifica o argumento como inconsistente, já que o comércio do produto teria como parâmetro a cota de 400 mil/t de exportação.




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comentários (30)

27/05/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Entenderam agora o meu comentário da semana passada??? Eles pedem 400.000 ton mas acabam trazendo 800.000 ton.!!! Quem controla nas aduanas? Quem controla a qualidade desse arroz? Quem controla a quantidade que entra? As máscaras estão caindo! Quem controla tudo! Quem manda é essa Abiarroz... Vamos apoiar a Ministra! Vamos trancar a entrada desse arroz do Mercosul! De que adianta exportar para o México pagando impostos caros e dar canja para importarem do Mercosul sem pagar nada de tributos!!! Principio da Isonomia... os produtores sempre arcaram com o prejuizo. Os preços não vão ao patamar de R$ 60,00 porque eles não deixam!!! Vamos acordar pessoal!
28/05/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
Prezados,

Meu entedimento sobre a produção de arroz, vai no caminho de baixar os custos. De nada adianta criar mecanismos para que o arroz chegue aos R$60,00 se tal preço médio iria enfraquecer o consumo. Arroz a R$60,00 casca médio, acarretaria em preços médios nos PDVs na região central por volta dos R$16,00.
Hoje o salário mínimo é 998 reais, uma familia média com 5 pessoas consome 3 pacotes de arroz, com esse custo de 16,00 pacote, apenas a comrpa do arroz daria R$50, ou seja 5% de seu orçamento iria para consumir arroz. Acredito que colocaria um stress no mercado algo parecido...

Defendo que o Brasil seja mais eficiente, que consiga aprovar a Reforma d Previdência, logo depois a Reforma Tributária, abertura do mercado financeiro para mais bancos e assim baratear as trasnsações. Temos que buscar o cenário de eficiência, para que possamos parar de ter medo de produzir acima de 8 milhões de toneldas gaúchas, para que consigamos adentrar a mais mercados exteriores e que sejamos fortes players internacionais.

Temos que buscar a isonomia também, dita pelo Flavio, é injusta a relação comercial para o Brasil no Mercosul, mas de nada adianta sobretaxar ou prefixar limites, temos que dar condições de nossos competentes produtores de irem lá no Paraguai e vender nosso arroz lá. Não temos que ter medo do Paraguai, isso é um absurdo vendo o tanto de terra produtiva que temos, o tanto de produtores capacitados que temos...

A Pauta a meu ver não é fazer o arroz em casca chegar aos 60, mas sim aos 40, com margens. Isso só será possivel com forte reestruturação do Estado, das relações dele com o setor, do setor com seus entes, do sentes com a produção...

28/05/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Caro Felipe de Paula,
Quando não se é produtor é muito fácil assumir a postura de mediador entre a produção primária a indústria, varejo e o consumidor, R$ 16,00 reais é barato por 5 kg de arroz. A reforma que propõe é utopia, pois a reforma do estado, tributos, previdência, abertura de mercado está completamente fora de nosso alcance no curto , médio e até longo prazo. Te esqueces que o governo Federal tem um rombo fiscal de mais de 200 bilhões anualmente, sem poder 'pedalar', e a maioria dos estados da federação estão falidos, sem poder atender o básico da população. Portanto reforma tributária caro amigo, é sonho para um futuro distante.
Nesse ínterim o produtor 'tomando chumbo' e arcando com 'arrozinho' barato para o governo manter a inflação baixa. E isto diga-se a décadas.
Portanto caro cidadão o casca já era para estar há tempos muito próximo a R$ 80,00 reais, se pelo menos fosse corrigido pela inflação na última década.!!!
28/05/2019 - jose carlos vizzotto (São Borja - RS)
filipe sou produtor arros. no ano 2001 vendi toda meu produto a 40 Reais saco hoje 18 anos apos continua mesmo valor naquela epoca salario minimo era 70 reais , como q dava para comer
28/05/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
Sr Carlos,

Primeiro, não tenho a pretensão de ser mediador de nada, segundo, é utopia querer um país mais eficiente? Se a resposta for sim, preparem-se para abandonar suas atividades, pois iremos sempre incorrer em protecionismos para sermos competitivos, isso já se provou que não da certo.

Com a aprovação da reforma da previdência, nosso gasto obrigatório vai cair, e sobrarará espaço no orçamento para investmento, além de dar aval para uma reforma tributária... Sei que não é simples com os políticos que nos temos, mas fica ainda mais difícil com o povo que temos, estamos sempre na contramão da real demanda. Estamos agora brigando pra vender arroz caro, onde deviamos estar brigando para tentar abaixar os custos. Aumentar os bancos que hoje são poucos e conram os juros que eles cartelizam, investir em tecnologia de insumos, pesticidas, nutrientes, avançar na questão logística, tributária, privatizar Eletrobras, diminuir custo da energia...

Concordo que com um custo perto dos 50 reais a saca, devemos ter os preços ao menos 55-60... mas não concordo em concordarmos que o custo não deve ser atacado...

Arroz a R$20,00 na prateleira com economia do jeito que tá, é pedir pros senhores ' SOja na Várzea Já! Pois o povo vai diminuri o consumo que não ultrapassa os 11,2 milhoes de toneldas. A população cresce e o consumo mantém estagnado... Querem defender o arroz ou a lavoura? Se querem defender o arroz, devemos fomentar o consumo, e a exportação desse produto...
28/05/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Felipe concordo contigo. Acredito na lei de mercado. Na eficiência. O problema é chegar até ela estamos há 30 anos com defazagem (achatamento)... Enquanto o salario minimo, oleo diesel, energia elétrica, adubo, uréia, folha de pagamento, etc. aumentaram todos os anos ou por meio dos preços públicos ou pela variação real do dólar o nosso “arrozinho” sempre ali nos R$ 20 a 40 rondando ou abaixo dos custos de produção. Mas durante todos esses aumentamos a produção para tentarmos obter mais renda. Consequência: os preços só recuaram. Tentamos negociar com o governo para que reduzisse ICMS e outros impostos só nos deram as costas. A indústria de 2013 para cá criou uma tabela ridícula e hoje nos compra o 424 61 de inteiros, pagando R$ 3 a menos wue paga pelo 409 com menos de 43 inteiros. Os juros de banco subiram de 6.5% ao ano para 11.0%... As importações do Paraguai aumentaram 150%... Custos trabalhistas. Multas ambientais. Funrural. CDO. Multas fiscais. E posso enumerar uma série de outras questões que estão “ferrando” com o produtor e que tendem a piorar com esse Estado Gerencialista, Inchado, Corrupto e Austero que vivemos! O país foi saqueado (segue em algumas esferas) e nós é quem estamos pagando a conta! A maioria não parou pq não tem como parar. Mas reduzindo a produção o preço deixou de oscilar tanto. Depois que a soja foi introduzida na várzea temos mais opções negociais. Ocorre que em ano normal, área cheia se produz quase 2 milhões de toneladas além do que se consome e se importa. Que bom quando exportamos. Essa linha é muito tênue. O risco é muito alto. Seguro agrícola ineficiente. Dependemos do clima. Previsibilidade média-baixa. De cada 4 safras 1 tem frustração. Pouco acesso ao crédito oficial. Por isso insisto que os CPRs têm que plantar soja e não arroz! Eu sinceramente só vejo uma forma de lucrar com o arroz a R$ 40: aquela lavourinha até 30hectares... familiar... terra descansada... irrigação natural ou 1 levante no máximo... terra própria... aplicação manual ou de hatsuta de insumos e herbicidas... secagem e armazenagem própria!!! De outra forma só o produtor-indústria consegue ter lucro! Imaginem cada produtor com uma marca de arroz... O que viraria nosso mercado??? O problema do Brasil é ele mesmo. É uma estrutura em que o Estado interfere demais no mercado. E quando o mercado sofre ele simplesmente lava as mãos e diz que não tem como ajudar!!! Abraços...
29/05/2019 - Inácio Chagas (Bento Gonçalves - RS)
Drenem suas terras e preparem-se para o futuro. O arroz nos trouxe até aqui, agora é hora de ter coragem e enfrentar essa nova era.
A vantagem dessa “”nova”” cultura é , colher, botar no caminhão ou silo tripa, e tchau. Adeus picaretas que consomem 22-25/100 do nosso trabalho.
29/05/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
A cerveja pode ir a 10 reais que ninguém deixa de tomar. O problema não é o salário, o problema é que o arroz virou lixo. Só serve para os varejistas usarem como promoção nos encartes, para atrair consumidores que compram cerveja.
O arroz é tão barato que é confundido com merda, ninguém come arroz, pois esse produto não vale nada. Observe em um restaurante de buffet livre, arroz é o alimento mais barato entre dezenas de opções, o preço é fixo, ninguém come arroz, é comida de pobre. Aquelas pessoas da extrema pobreza, que vivem de bolsa família, são os únicos consumidores de arroz.
A lógica é simples, se o preço do arroz fosse o dobro do atual, seu consumo era maior no Brasil.
29/05/2019 - jose carlos vizzotto (São Borja - RS)
concordo marcos se subisse 50 % para produtor nada mudaria em quantidade consumida a continuar estes preços de arros, como esta soja 80 90 reais saco nao tem volta
29/05/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
É uma tradição no Brasil avaliar a qualidade do produto pelo seu preço.
Tudo que é caro é bom.
Arroz é barato, é um lixo. Ninguém come lixo. Não dá status.
Não precisa estudar pra sabermos que o arroz é saudável e nutritivo , os japoneses sabem.
Mas brasileiro gosta mesmo é de Coca cola com pizza. Mata mas é moda. Pagam caro por isso.
29/05/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
No intuito de tentar responder a todos os principais posicionamento contrário, por partes.

Sobre o consumo de cerveja não sofrer com a precificação no PDV:

O segmento da cerveja não conta com o mesmo ímpeto de compra que o arroz, onde no primeiro o gatilho é a emoção, o prazer, pode ser que sua análise ao comprar o produto seja mais branda com esse segmento do que com o arroz. Não obstante, dentro do prórprio segmento da cerveja, o líder Nacional Ambev, adicionou às formúlas dos principais produtos cereais não maltados como o milho e o próprio arroz, afim de reduzir o CUSTO de produção. Pois sabem que produto mais caro no PDV vende, mas vende para outro público alvo específico.
Alcool é uma froga legalizada, e tem que ser tratada como tal, o que justifica toda minha ideia em diferenciar dicotomicamente arroz e cerveja.

Sobre arroz a R$40,00:
Logicamente fui um pouco ousado no valor do casca médio, pois nosso custo de produção esta nos 48 p sc, mas o cerne do exemplo está caucado na luta por baixarmos o custo e vender pelo menor preço, isso é competitividade. Isso que faz ganhar mercado no exterior. Exportamos ano passado 1,8 milhão de tonelada, foi uma balança comercial de 900 mil toneldas, o dólar estava alto assim com esta hoje. Mas depender de dolar a 4 pila pra exportar, quando pais entrar no rumo novamente o setor perde o timing, pois dificilmente exportaremos a quantia se o cambio for menor. do jeito que esta. Como diminuir custos? Caros, quem sou eu pra tentar indicar... apenas fiz sugestões...

Com o custo menor, o setor poderá vender no preço justo e lucrar, do jeito que ai esta, é vender mais caro pra ter menor prejuizo...

Sobre arroz a R$16,00 no PDV:

Sr, não acho que tem que ser mais bartao que R$16,00 o preço médio do pacote de 5kg na regiao central do país. Pois algumas marcas já vendem acima disso até, R$18 ou até R$20,00, acho que contar com isso como solução para o setor me parece otimista demais. O Consumo per capita de arroz vem caindo ano após ano, isso já um indicativo de ponto de equilibrio do mercado.

Com um custo menor, havarerão margens para investir em mídia de consientização dos benefícios do arroz, diversificação de produtos que já ocorre, farinhas, leites...



29/05/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Marcus seguindo o teu raciocínio pizza precisa de farinha de trigo... Porque o setor do trigo faliu??? Fala-se muito que o arroz engorda... pizza engorda... coca-cola... Me parece que a coisa está no sabor... no hábito de comer!!! Arroz vai no Sushi que não é comida de pobre!!! Agregar valor significa tranformar o pensamento. Arroz e feijão é comida da familia brasileira que o governo, varejo e indústrias transformaram em comida do povão para manter o plano real com salarios-minimos baixissimos e bolsa-familia! Tudo de caso pensado em troca de uma falsa sustentabilidade e crescimento social. Como dizia o presidente presidiário. O povo pensa com a barriga. Vota com a barriga! Esse processo precisa ser revertido senão haverá redução de área! O governo e a indústria precisam entender que não dá mais! Se vai dar desabastecimento! Se terão que importar! Em dois anos estarão nos pagando o que vale! A autofagia vai mostrar isso a eles! Tem empresário grande do setor se aposentando porque já viu que não vale mais à pena!!! O nosso dólar tinha que estar em R$ 6... o governo segura artificialmente para mascarar a inflação até que dá o boommm. E sempre o arroz não acompanha os percentuais inflacionários. Peguem o arroz em 2010 e corrijam pelo incc até hoje... e a produção tem caido... então como deixar para a lei da oferta se o artificialismo comanda tudo!!!
29/05/2019 - jose carlos vizzotto (São Borja - RS)
concordo marcos se subisse 50 % para produtor nada mudaria em quantidade consumida a continuar estes preços de arros, como esta soja 80 90 reais saco nao tem volta
30/05/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Já que o tema queda de consumo de arroz pela população brasileira sempre vem tona quando a indústria e seus representantes ''acham'' que o preço do casca está ficando inconveniente para suas aquisições de matéria prima, seria importante que a ABIARROZ viesse a público, podendo ser aqui mesmo neste espaço de Planeta Arroz, mostrar dados fidedignos que comprovassem esta ''hipotética'' queda de consumo. Até prova em contrário esse papo é conversa para boi dormir.!!!
31/05/2019 - jose carlos vizzotto (São Borja - RS)
como q. produtor vai ter renda um saco de arros com casca 50 killos fica 30 kilos de arros branco mais sub produtos . os 30 kilos na partelira do mercado vendido 120 reais, media, produtor recebe 42 reais saco ,ficando com todos os custos producão secajem armazenajem .por estas destorcãoes q não tem rentabilidade
31/05/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
Bom, vamos lá...

Primeiro gostaria de esclarecer, estudos apontam que o consumo per capita de arroz vem caindo ao longo das décadas, não mencionei o consumo total.

Abaixo disponibilizo alguns estudos que atestam tal percepção, de baixa no conumo per capita de arroz:

http://radios.ebc.com.br/brasil-rural/2018/02/consumo-do-arroz-no-brasil-vem-caindo-nos-ultimos-20-anos

http://www.sober.org.br/palestra/2/841.pdf

https://d.odiario.com/viva-sabor/483056/arroz-brasileiro-adora-mas-esta-em-3-no-ranking-do-consumo

https://gauchazh.clicrbs.com.br/economia/campo-e-lavoura/noticia/2017/01/carlos-cogo-arroz-e-feijao-por-que-comemos-cada-vez-menos-9476106.html

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/40738/1/se749.pdf


Portanto, me parece um dado factual que o consumo per capita de arroz está caindo, e no meu entendimento, fomentar a alta substancial do produto não me parece uma boa alternativa. Acaba de sair o crescimento do PIB para o primeiro trimestre de 2019, e encolhemos 0,2%, entrando em cenário de recessão econômica novamente, saiu também o desemprego, 13,50 milhões de brasileiros desempregados. Com dados tão alarmantes me parece óbivio que subir o preço do arroz, elevar ao patamar de 60 reais a saca só vai contribuir para uma queda no conumo per capita. Afinal, com o Arroz a 18 reais o pacote, 3,60 o kg, vamos consumir mais milho, massas, salsinha, isso é inevitável. E com perda de fluidez o mercado tende a piorar ainda mais, pois não será possível investimentos e inovação, cairemos num cilclo desastroso.

Não estou de forma alguma defendeno que vendamos arroz barato para produtor quebrar, estou defendendo que o setor encontre um caminho para abaixar o custo e diversificar sua cadeia, para que o segmento não encolha ainda mais.
31/05/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
Os links acima disponibilizados, terão que ser digitados no campo de endereço, pois não é possível 'copiar' e 'colar' pois o espeço é protegido pelo Planeta Arroz.
31/05/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/13956-asi-brasileiro-come-menos-arroz-com-feijao-e-mais-comida-industrializada-em-casa


Acima uma reportagem do IBGE sobre o consumo do arroz X produtos industrializados.
31/05/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Caro Felipe de Paula,
Já que o assunto do consumo segue adiante, gostaria de lembra-lo que notícias de mídia paga ou reportagens de jornalistas são sempre tendenciosas e na maioria das vezes representam a visão individual de que elabora a matéria, não obtendo valor estatístico nenhum. Portanto não retrata com fidelidade a complexidade de uma afirmação como essa de redução de consumo, em geral salvo raras exceções, a mídia brasileira está muito aquém de ser digna de ser levada em consideração por quem realmente busca os fatos com a real veracidade.
E quanto ao consumo alternativo ao arroz, como massa, milho, (salsinha ?) , poderia o amigo apresentar de que forma e calculo de preço, poderia estes tipos de alimentos serem incorporados a dieta da população com ganho nutricional e custo menor que o arroz ??? (Por que falar sem justificar é fácil).!!!
31/05/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
Sr. Carlos,

Se IBGE, Embrapa e artigo científico é mídia golpista pro Sr. Infelizmente não posso fazer mais nada...

Na minha cidade compro 500g de macarrão primeira linha por 1,45, ou seja 2,90 o Kg, com o preço sugerido acima do arroz , 3,60 kg, já está aí a justificativa que o Sr tanto quer.

Saudações
31/05/2019 - Aluizio Goulart (Viamão - RS)
Estou acompanhando os comentários e eu acho q o Filipe não é produtor e sim indústria.
01/06/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
Com certeza é industria.
Não existe produção arrozeira em Lorena SP.
O preço médio do arroz branco no Brasil é 2,50 kg.
Longe dos 3,60 sugeridos. Mas é notório que as marcas nobres de arroz branco, como por exemplo tio João, custa mais de 3,00 kg. É notório também que as marcas mais caras vendem melhor.
Só existe uma lógica, fácil de ver, se o preço do arroz fosse maior, seu consumo iria aumentar no Brasil. O brasileiro gosta de coisas caras, é tradição.
01/06/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Caro Felipe,
Como o tema continua em pauta, podemos dissertar mais sobre o assunto.
Com a devida ponderação que se faz necessária em divergência como essa, é bom que fique claro que opiniões individuais (minha), retratam a insatisfação de décadas como produtor atento aos desmandos governamentais, bem como os órgãos estaduais e federais geridos por políticos em cargos executivos, que interferem diretamente no setor produtivo. Principalmente no tocante a tributos e arrecadação, veja-se o diferencial de percentual de Icms entre os estados da federação. O RGS localizado no extremo sul do país é o responsável por 70 % da produção arrozeira do Brasil, tendo as indústrias transformadoras gaúchas que trabalharem com a mais alta taxa de tributos e a logística mais cara para distribuir seus produtos nos grandes centros consumidores. Fato.
A relação produtor / indústria nunca harmoniosa devido a tratar-se de vendedor e comprador, cada qual querendo vender ou comprar bem para auferir lucro a sua atividade, porém aqui no estado boa parte das indústrias insistem em tratar o produtor como seus vassalos, aplicando-lhes tabelas de descontos surreais e muitas vezes com intenção duvidosa.
Assim como órgãos de pesquisas como o IBGE, que já comprovou a sua incompetência e tendenciosidade, veja-se suas previsões na última eleição.
Quanto a Embrapa como órgão de pesquisa agropecuária é digna de louvores, com técnicos competentes e compromissados, não apresenta maiores resultados por falta de incentivo e verbas Federais. Não sendo um órgão voltado a divulgação de pesquisas de mercado.
Portanto caro Felipe, a massa que citas como substituta do arroz na dieta, não é só por ti citada, quando o casca começa a ter uma pequena reação no preço já se tornou um ''refrão'' largamente usado há muito tempo pela indústria, varejo e seus representantes para tentar ''assustar'' a ponta produtora.
Quanto a queda no consumo, insisto, para o fato ter credibilidade na minha opinião, somente a ABIARROZ vindo à publico com dados fidedignos que comprovem tal situação, até lá o que for dito em contrário não é digno de ser levado em consideração.!!
01/06/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Com certeza Aluizio. Mas há anos acompanho com admiração os comentários dele e dentre os ligados as indústrias é o mais sensato e equilibrado! Ocorre que falta aqueles que não são produtores uma coisa que só nós temos que é o conhecimento de causa. Aquilo que só nós aqui no interiorzão sabemos e vivemos!!! 99% dos produtores viram industriais do arroz... mas quantos industriais se tornaram produtores??? Na essências. Eu não conheço... Então muitas vezes o industrial acredita que o produtor deveria seguir o seu modelo de gestão, como se um modelo fosse eficaz e apropriado para todos os sistemas ou setores de negócios! Digo isso porque o modelo de gestão de lavoura aplicado em Pelotas, talvez não seja o mais apropriado para Uruguaiana. Culturas, sistemas e logisticas diferentes!!! O produtor está evoluindo em gestão. Mas a coisa não é simples! A margem de erro inexiste! Em 1975 o arroz valia como R$ 150,00... Os custos eram 1/4 de hoje... Aumentamos produção para tentar equilibrar... Mas isso resultou em excesso de oferta!!! Sem reduzir área... Sem reduzir oferta ou aumentar exportação não nos manteremos no ponto de equilibrio. Se é para trabalhar com risco alto e margem pequena, o melhor é plantar soja. Com esses preços não compensa. Pouquissimos vão reduzir mais de 10% dos custos! Com custo de R$ 48 e vendendo a R$ 42, o que resolve???
02/06/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
Prezados,

Antes de iniciar, se ofendi alguém aqui com meu ponto de vista, devo lembra-los, é apenas 'um' ponto de vista.

Sobre IBGE, Embrapa e artigo científico não servirem para progredirmos na questão, e precisamos ouvir a ABIARROZ, e apenas ela pode nos avalizar, só posso lamentar...

Mais objetivamente, vamos falar da produção gaúcha, e venda dos benefiadores do estado. Abaixo cito o volume beneficiado pelas indústrias gaúchas, desde 2015.

Ano de 2015: 121.447.296 Sacas
Ano 2016: 119.255.363 Sacas
Ano 2017: 116.649.065 sacas
Ano 2018: 115.923.559 sacas

* Dados IRGA.


Ou o consumo caiu, ou as indústrias gaúchas estão cada vez mais perdendo mercado. Enquanto produtor e indústria estiverem falando líguas próprias, sem entender o que acontece no mercado amplo e brigando como se fossem inimigos mortais, a tendência é um declínio ainda maior. Essa perda de mercado, pode estar intimamente ligada ao custo de produção do produtor gaúcho, que vem perdendo espaço para os paraguaios e catarinenses.

A produção por Ha de Santa Catarina é mais eficiente, senão me engano nessa safra chegou a 8.500kg/ha, em confronto com a gaúcha que ficou pr[oxima dos 7.949 kg/ha.

Viemos de anos seguidos com importação acima de 500 mil ton do Paraguai...

A questão do custo de produção não se aplica apenas para a manutenção do consumo, mas sim a manutenção do RS na ampla vanguarda nacional...

Mas como não sou produtor, nem ao menos indústria, sou um cara que defende o setor forte, um setor competitivo, devo dar o braço a torcer aqui, quem sabe vender arroz cada vez mais caro possa nos ajudar a resgatar esse setor tão importante para a alimentação brasileira.
03/06/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Segue o ''baile,'' as industrias citadas pelo Felipe em declínio (muito duvidoso), são as gaúchas, e as outras ? as cooperativas, indústrias de Minas , São paulo, Rio, e etc também estão em queda de beneficiamento ? será que não aumentaram o beneficiamento em função do arroz Paraguaio importado bem baratinho ??? Precisamos de dados confiáveis, os levantamentos do Irga não o são. Metodologia ineficiente e capenga.!!
03/06/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
Se dentro do Governo mais liberal dos últimos 100 anos, não conseguirmos avançar na agenda de mercado livre, não teremos chance melhor...

Levantei a perda de venda dos beneficiadores gaúchos para chamar atenção para a questão, não é possível o Governo do RS não ficar do lado dos produtores e indústrias do Estado. Deixar que estados como Minas e São Paulo diminuam tarifas para arroz importado, que zerem ICMS para beneficiadoras, afim de competir sem pé de igualdade com os gaúchos, e msm assim ao sentar na mesa a coisa não ande...

Como disse, por não ser produtor, devo confiar nos dados oficiais, IRGA é um instituto bancado por vcs, IBGE um instituto nacional, Embrapa e artigos científicos com idem credibilidade... Os dados estão à mesa. o dólar comoça a recuar, com a REforma da Previdência chega nos R$3,40 dependendo da economia gerada, se for 1 trilhão como quer Guedes, dólar abaixo de 3,4. Dai quero ver exportar, e segurar a balança comercial. Por mais que defendamos o aumento dos preços devido a altos custos de produção, tal prática nos tirará competitividade ante aos players aduaneiros...

Parece que cada vez mais sairemos da produção de arroz, e quem vai ganahr com isso é o Paraguai, que se prepara para forncer o deficit cada vez mais cresscente. Soja na varzea é uma solução, mas muitos terão que começar do zero e pra isso devem pegar empréstimos, e sabemos que a coisa não anda bem para isso...

Vejo o seguinte cenário:
- arroz cada vez mais caro
- nosso produtor cada vez menos competitivo
- consumo cada vez menor ( per capita )
- fechamento de indústrias nacionais
- entrega de terra arrendadas
- grandes ficando cada vez maiores
- Paraguai cada vez mais exportando pra nós
03/06/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Seu Felipe isso que o Sr. está prevendo agora eu já comentava lá em 2013!!! O que vai ocorrer na verdade é a Autofagia das indústrias. Vão ficar no mercado apenas as do Cartel e alguma que outra que tiver condições de pagar pelo arroz carro!!! Os produtores que não aceitarem trabalhar de funcionários CPRs para essas indústrias que restarem terão que migrar para a soja (aqui já existem tecnologias baratas de irrigação) e, realmente, se não sobretaxarem o arroz paraguaio eles seguirão mandando arroz para cá. Previsão da Bovespa para dólar em dezembro/2019= R$ 3,80. Infelizmente o Bolsonaro não irá aprovar a previdência que desejava. Lembre-mo-nos que o jogo sujo político é um toma-lá-dá-cá!!! Sem aprovar a reforma da previdência, tributária e fiscal os investidores não virão e não teremos uma economia liberal. O pessoal lá fora conhece o Brasil e o seu custo. A reforma trabalhista foi meia boca!!! O quadro ainda está muito nebuloso para se afirmar que algo vai acontecer. Em agosto talvez o quadro esteja mais claro! Mas agora ainda não dá para apontar um cenário previsível... Apenas exprimir aquilo que gostariamos que acontecesse!!!
04/06/2019 - Felipe de Paula (Lorena - SP)
Sr Flavio, agradeço pelo diálogo que compartilhamento de seu conhecimento nessa discussão.

O dólar hoje está R$3,85, com rumores de aprovação acredito em 3,60 e com aprovação da RP abaixo de R$3,50, na minha humide opinião.

Estou certo que os produtores estão buscando o melhor caminho, a valorização mediante diminuição de área, barreiras comerciais, troca de cultura é válida é me parece a única saída de momento. Me preocupa o médio e longo prazo dessa atoada, pois estamos atacando os efeitos e não a causa.

A causa do setor estar onde está, é o custo de produção elevado e o difícil repasse dele ao mercado de beneficiado ou casca exportação.

Em análises de históricos do Cepea, Irga, Federarroz, Abiarroz, vemos que em safras inferiores a 8 milhoes de toneladas, com anos anteriores de boa expostação o preço do casca no auge da entressafra ( Agosto-Setembro- Outubro ) gira acima de R$50,00 a sc. Portanto Srs, me parece obvio que a cotação em meados da entressfra será algo parecido com R$50, a sc.
02/07/2019 - Fernando José Rios de Melo (Rio de Janeiro - RJ)
Senhores, o problema crucial no mercado de arroz é evidentemente que cada vez que a cadeia se descapitaliza, mais barato vai se vendendo arroz para na bicicleta ir fazendo um dinheirinho aqui e ali, se a atividade fosse remuneradora estariam todos vendendo arroz no pdf à 20, 22, promoção à 19,99, e os mesmos volumes que se vende hoje, claro se subir de uma vez criar-se-á uma balburdia no JN, etc. .porém se viesse se ajustando paulatinamente de tempos em tempos não haveria queda alguma no consumo. Ser mais caro do que o mercado internacional, não é exclusividade do arroz, tem tb o feijão mais caro, a gasolina mais cara, a energia mais cara, o trigo mais caro, a cerveja mais cara, as roupas mais caras, o bigmac mais caro, a água mais cara, o macarrão mais caro, a luz mais cara, etc. etc etc...

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