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01.02.2019 | MERCOSUL

Mercosul em cheque

Brasil quer rever o acordo, em especial na área agrícola, mas há resistência no bloco

 O governo do Brasil poderá colocar em cheque o acordo do Mercosul em 2019, em especial na área agrícola. Isso porque o setor arrozeiro – entre outros - tem apresentado dossiês mostrando que as assimetrias impedem uma concorrência saudável e favorecem outros países em detrimento da produção local. “Se for para ser deste jeito, é melhor que acabe (o Mercosul)”, disse a ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em reunião com as cadeias produtivas. Para ela, o princípio básico da concorrência é de que todos os agricultores devem ter as mesmas condições de produzir. “Não é o que estamos vendo, razão pela qual o Brasil deve rever o acordo”, frisa.

O vice-presidente da Federarroz, Alexandre Velho, espera que o governo adote medidas práticas contra as assimetrias do Mercosul. “É inegável que a diferença das regras favorece nossos concorrentes e permite o ingresso de 800 mil a 1 milhão de toneladas de arroz no nosso mercado em condições mais favoráveis do que as nossas. É uma situação completamente impensável para uma cadeia produtiva que tem pagado para trabalhar e feito malabarismos para exportar”, assegura. Para ele, o desafio do governo é dar aos arrozeiros nacionais as mesmas condições competitivas dos demais países para produzir e comercializar ou estabelecer cotas e taxas que compensem essas vantagens que geram uma competição desleal, em especial do Paraguai.

PARAGUAI
Dirigente da empresa Eladia S/A, do Paraguai, o arrozeiro Mário Milano Bergallo entende que o Brasil tem adotado um discurso prejudicial à imagem do arroz paraguaio, o que não é justo. “Usamos sementes, mão de obra e tecnologia importadas do Brasil e ainda temos investidores e produtores brasileiros produzindo no Paraguai. Esse grão tem acesso aos mais rígidos mercados mundiais, alguns que nem o Brasil acessa. O produto é de altíssima qualidade e sanidade”, garante.

Para Bergallo, que é brasileiro, a falta de competitividade do arroz nacional se deve a questões como a alta carga tributária e uma legislação arcaica que beneficia indústrias de insumos e marcas locais e impede importações de fertilizantes, defensivos, equipamentos e máquinas, entre outros fatores. “O Brasil tem que resolver seus problemas de custos sem atacar os concorrentes”, resume.

EDIÇÃO 69

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EDIÇÃO 69
Fevereiro de 2019

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