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01.02.2019 | MERCOSUL

Cada vez “más chico”

Obrigado a disputar mercados e com custos elevados, Mercosul corta área e reduz sua produção

 Ainda que o Paraguai registre crescimento, os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) têm enfrentado os mesmos problemas e cortam “na carne” para garantir a sobrevivência de suas lavouras e a participação no comércio interno – representado pelo Brasil – e externo. Área e produção devem cair 6% nesta temporada no bloco comercial: 150 mil hectares e 1 milhão de toneladas, respectivamente.

As assimetrias que incentivam a disputa por espaço no próprio Mercosul reduzem preços, e a elevação dos custos internos – em especial de combustíveis, energia e insumos, puxados pela alta tributação, e de mão de obra –, bem como a perda de mercados com o acirramento da disputa com Estados Unidos e países asiáticos, têm afetado duramente os produtores do Brasil, da Argentina e do Uruguai. Para piorar, boa parte dos arrozeiros destes países tem dívidas.
Com sérios problemas econômicos, a Argentina viu em 2018 seus custos dispararem, o endividamento aumentar, os rendimentos produtivos caírem e a participação no mercado externo reduzir. No Brasil, mesmo com preços acessíveis, as posições argentinas foram quase totalmente engolidas pelo Paraguai.

No Uruguai, apesar dos fortes apelos e da negociação aberta entre o movimento Un Solo Uruguay e o governo, as medidas anunciadas para reduzir custos de produção foram paliativas. “A área caiu quase 15% em três safras e 8% dos agricultores deixaram a orizicultura por falta de renda. Mesmo bem posicionado no comércio exterior, o país sofreu para exportar em 2018 com forte disputa do bloco e outros players. O câmbio também dificultou”, reconhece Alfredo Lago, brasileiro que preside a Associação de Cultivadores de Arroz do Uruguai.

O Brasil reduziu em 160 mil hectares a lavoura entre as temporadas 2016/17 e 2018/19, diz a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Cerca de 70 mil hectares foram reduzidos apenas no Rio Grande do Sul na temporada.

Os altos custos internos, dívidas, assimetrias, falta de renda, custo logístico e a insensibilidade das áreas econômicas dos governos com relação aos problemas arrozeiros manterão o Mercosul em crise em 2019 e com dificuldades para produzir e disputar mercados. O câmbio será o fiel da balança, e a nova safra dos Estados Unidos, a ser colhida em julho/agosto, definirá o mercado.
Com custos menores e expectativa de câmbio favorável, o Paraguai se manterá dependente do mercado brasileiro. A menor oferta pode ajudar a equilibrar o mercado do Brasil. Mas um câmbio em torno de R$ 3,00 por dólar no Brasil atrairá produto do bloco em maior quantidade.

Produção paraguaia cresce, mas realidade do bloco é diferente | ELADIA S/A

EDIÇÃO 69

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EDIÇÃO 69
Fevereiro de 2019

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