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24.04.2019 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - Analista AgroDados/Planeta Arroz

Preços pegam o elevador e beiram R$ 43,00 no RS

Algumas praças, como a Zona Sul, já opera perto dos R$ 44,00. Safra de soja ajuda a rentabilizar o setor que tem nas duas próximas semanas a prova de fogo das CPRs

imagem Colheita gaúcha chega à reta final Foto: Divulgação

Com boas notícias das exportações, a confirmação da quebra acima de 1 milhão de toneladas, faltando menos de 10% da colheita para ser totalizada e com as pequenas indústrias indo ao mercado, os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul pegaram o elevador e a média já beira os R$ 43,00 por saca de 50 quilos, em casca (58x10). O destaque é o polo industrial da Zona Sul, com preços médios beirando os R$ 44,00 e demanda no Porto de Rio Grande pagando até acima de R$ 45,50 na última semana por alguns lotes. Descontando o frete, os preços ficariam em torno de R$ 40,00 na Fronteira Oeste, por exemplo.

A diferença está exatamente na concentração das indústrias e na disputa entre estas e destas, pela matéria-prima com as exportações, que ainda não chegaram nem perto do patamar do ano passado para o arroz em casca, mas já arrancaram bem. Em março o Brasil exportou 158 mil toneladas e importou 78 mil. Destaque para o arroz branco de alto padrão para o Peru e dos quebrados para a África.

Com isso, o país tem um saldo positivo de mais de 80 mil toneladas.

Em abril há novamente um bom volume de exportações de beneficiado e de quebrados e maio deve consolidar o primeiro embarque de casca, 30 mil toneladas, para a Venezuela. Entre junho e julho deve partir de Rio Grande o navio com mais 30 mil toneladas de arroz de alto padrão de qualidade (5% de quebrados) para o Iraque.

SAFRA

A primeira etapa da safra catarinense está praticamente concluída, faltando ainda a colheita da soqueira (ou rebrote) no norte do estado. A produção deve ser levemente inferior a 1,150 milhão de t.fiNo Rio Grande do Sul apenas as lavouras mais atrasadas estão em fase de corte, o que deve ser concluído até 10 de maio.

A produtividade é boa, mas inferior em mais de 200 quilos por hectare ao ano passado.

Faltam menos de 10% a serem colhidos. O comportamento de preços nestas duas semanas (final de abril e início de maio) estão sendo alvo de muita expectativa, pois trata-se da época de vencimento dos custeio direto por CPRs da indústria e distribuidores de insumos. Por enquanto, os preços mantém a boa trajetória de recuperação. A produtividade está na faixa de 7.680 quilos e a produção estimada é de 7,48 milhões de toneladas.

O indicador de preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul Esalq-Senar/RS, mostrou nesta terça-feira, dia 23, a cotação de R$ 42,80, acumulando 8,11% no mês, equivalendo a US$ 10,91. Com relação à média de abril de 2018, há um ano, a valorização é de 18,2%. Em abril do ano passado o arroz era cotado, em média, a R$ 36,23. Em dólares, representava US$ 10,41, ou seja, 50 centavos de dólar abaixo do atual patamar. Na faixa de 11 dólares, ou próximo disso, o mercado brasileiro se mantém cada vez mais atraente ao arroz paraguaio, que tem um custo de produção comprovado de 50% a 60% do gaúcho.

MERCADO

A Corretora Mercado de Porto Alegre, confirma preços médios de R$ 43,00 para a saca de 50 quilos do arroz em casca no Rio Grande do Sul, com R$ 90,00 para a saca de 60 quilos do beneficiado Tipo 1, branco, sem ICMS. Entre os quebrados, o canjicão confirma o bom momento das exportações para a África, batendo na casa dos R$ 51,00 a saca de 60 quilos, enquanto a quirera permanece estável em R$ 39,00 de média. A tonelada do farelo é cotada a R$ 420,00 FOB no RS.

PREÇO AO CONSUMIDOR

Devagar, mas de maneira permanente, os preços ao consumidor começaram a evoluir e já mostram alta nas capitais pesquisadas por Planeta Arroz. Médias próximas de R$ 15,00 pela saca de 5 quilos do arroz branco, tipo 1, nas capitais do Sul e Sudeste, com elevação levemente menor no Nordeste, com mínimas acima de R$ 11,00. As máximas também se elevaram, com os pacotes de marcas bem posicionadas no mercado e grãos do tipo “extra” ou similares, batendo em até R$ 25,00 por pacote de cinco quilos, preço final ao consumidor em algumas lojas.

TENDÊNCIA

Apesar de alguns analistas considerarem a possibilidade de um “soluço” nos próximos dias por causa dos vencimentos das CPRs, a tendência é de que os preços do arroz se mantenham em alta por pelo menos cinco fatores: safra menor, dólar valorizado pelo imbróglio na reforma da Previdência, exportações com sinalização positiva, demanda da indústria e a avançada colheita da soja, que já está sendo comercializada por muitos produtores.

O Sul gaúcho, em região predominantemente arrozeira, não costuma fazer venda antecipada, mas com o produto sendo colhido há produtores fechando negócio com tradings para entrega diretamente no porto, evitando intermediários. Mesmo com os preços inferiores ao ano passado, a soja tem alta liquidez, boa rentabilidade, e permite ao rizicultor segurar o arroz até o segundo semestre a espera de uma valorização que supere o patamar de custo médio de produção.

Os fatores seguem positivos para o mercado, ainda que os exportadores tenham a convicção de que precisam “surfar na onda” das vendas no primeiro semestre, aproveitando o limite inferior dos preços da matéria-prima e o câmbio favorável, o que pode inverter no segundo semestre.




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comentários (3)

24/04/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Começou a Autofagia... Boa sorte!!!
25/04/2019 - Edereson Diehl ( - AC)
Contem outra piada, vou acreditar q tenha diminuido apenas quatro sacos por hectare, onde tem áreas aqui q ultrapassou os 45% de quebra onde o arroz ficou mais de onze dias debaixo d`'agua. O jeito é esperar mesmo pra ver como reage o mercado ao invés de ficar botando panos quentes na situacão.Sds.
25/04/2019 - Edereson Diehl ( - AC)
Eu detesto está tal de producão ESTIMADA ,sim, pq apenas é uma estimativa, pq não tem como saber daqueles q tem silos próprios o q foi produzido, mas já q estimam, eu tenho estimativa q não deva passar dos sete milhões de toneladas de ARROZ NO RS.

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