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23.04.2019 | EXPORTAÇÃO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados /Revista Planeta Arroz

Brasil retoma exportações de arroz para a Venezuela

30 mil toneladas de arroz em casca já estão compradas para embarcar em maio

imagem País sul-americano foi o maior cliente do Brasil em 2018 Foto: Divulgação

 Mais de seis meses após fechar o último contrato de exportação de arroz em casca para a Venezuela, cujo volume residual foi carregado em março/abril no Rio Grande do Sul, o Brasil voltou a vender o grão in natura para o vizinho país. Uma trading brasileira consolidou a venda de 30 mil toneladas para embarque na primeira quinzena de maio, em Rio Grande (RS). O volume já está comprado, a preço médio de R$ 45,50/50kg (R$ 910,00/Tonelada, ou US$ 230/t) FAS Rio Grande com CDO e Funrural incluídos. O valor equivale a média entre R$ 39,50 e R$ 40,00 na Fronteira Oeste.

A operação se dá no mesmo formato da maioria das vendas realizadas em 2017 e 2018, via intermediação de uma operadora chinesa e triangulação com petróleo. A China adquire petróleo venezuelano e paga com arroz brasileiro. A expectativa do trader responsável pelo negócio é de que nos próximos 60 dias a Venezuela volte a adquirir pelo menos de dois a três navios para atender o limite mínimo de consumo da última temporada. “A diferença é que ao invés de realizar as compras de três em três navios, como no ano passado – que somavam 90 mil toneladas de arroz – agora estão comprando barco por barco”, reconhece o negociante.

O país vizinho, que foi o maior cliente brasileiro em 2018, com mais de 600 mil toneladas adquiridas, enfrenta sérios problemas de crédito e atraso de pagamentos, reflexo de uma crise política e econômica sem precedentes. A inflação no país beirou 1 milhão por cento. Por isso, apenas operações que se configuram praticamente como escambo – troca de mercadorias – estão sendo realizadas para abastecer o mercado local.

Os exportadores torcem por uma normalização da conjuntura política do país do norte continental, pois isso daria segurança para a retomada dos negócios. Operadores acreditam que o Brasil poderia exportar de 300 a 400 mil toneladas de arroz em casca para a Venezuela até fevereiro de 2020 sob as atuais condições de preços internacionais/nacionais e câmbio.

No entanto, com a evolução das cotações domésticas e uma expectativa de que a reforma previdenciária passe no Congresso Federal no início do segundo semestre, há uma possibilidade de o Real se valorizar sobre o dólar e retirar a competitividade brasileira. Além disso, a partir de agosto os Estados Unidos colhem nova safra e passam a competir com muita força no comércio regional.




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comentários (5)

23/04/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Interessante o último parágrafo da notícia, ressaltando a colheita dos EUA e competido no nosso mercado regional, muito contraditória não é mesmo ???
Os EUA a cada dia impondo mais sanções comerciais a ditadura de Maduro na Venezuela, iriam querer vender arroz ao país de regime comunista aqui da América Sulina ? um contrassenso absoluto e digno de desmoralização ao governo Trump não é mesmo ?
23/04/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Dai eu me pergunto: - Porque o Brasil exporta a U$ 230 a tonelada e importa a U$ 340 essa mesma tonelada do Paraguay? Qual o sentido nessa prática? Qual o lucro? Vcs sabem quando o real vai valorizar ante o dólar novamente? Sonha que acredita que com essa mini reforma da previdência o país vai sair do atoleiro! Com a Selic a 6,5% ao ano não vislumbro interesse de investidores internacionais em trazer dólares... Mas isso é o que penso... Vai que o país decola... Pode aparecer dolar... mas arroz vai ser escasso!!!
24/04/2019 - Fernande Lança (Mirim Doce - SC)
O ARROZ BRASILEIRO,da o parecer de que é proibido decolar no preço. Os analistas de mercado dizem que não deve ter muita esperanças em grande preços por que dependendo do valor que chegar, se importa do Paraguai. Surge portas para exportação mas o foco esta na colheita dos EUA. O Governo e os direcionadores do Mercado (ARROZ) Devem sim taxar um preço minimo também para o arroz beneficiado e fazer valer a lei. Não podemos contar com desastres da na natureza para termos preço. Pois neste momento Não teremos produto. O arroz não depende do preço para aumentar ou diminuir o consumo interno. Toda Família Independente do arroz estar a R$5,00 ou R$20,00 nas prateleiras, ele vai levar pra casa.O arroz é um cereal que deve ser valorizado.
24/04/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
Concordo em partes com o Flávio. Mas acho que o governo está correto com essa mínima reforma da previdência. Porque se já está difícil aprovar ela, imagine como seria aprovar uma reforma mais ampla.
O governo está no caminho certo. Um passo de cada vez. Não existe varinha mágica.
24/04/2019 - Tiago Costa (Guaiba - RS)
Ola Sr Flavio,
Creio que a principal diferença no valor exportado x importado é que o arroz exportado para Venezuela a U$230 a tonelada é em casca, e o arroz importado do Paraguai a U$340 é beneficiado.
Abraço aos amigos!

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