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13.04.2019 | EXPORTAÇÃO - por Cleiton Evandro dos Santos - Analista AgroDados/Planeta Arroz

Exportação para o Iraque pode não se confirmar

Autoridade Iraquiana não divulgou prêmios e cadeia produtiva tem informações de que negociação de 60 mil toneladas brasileiras pode não evoluir

imagem Negociação é para arroz ensacado e preços estão muito baixos Foto: Divulgação

Estava bom demais para ser verdade. O anúncio de que o Brasil seria o fornecedor de 60 mil toneladas de arroz beneficiado de alto padrão de qualidade para o Iraque foi comemorado num primeiro momento, trouxe preocupação numa segunda etapa e, agora, parece estar indo por água abaixo.

Fontes internacionais divulgaram nesta sexta-feira que o Ministério do Comércio do Iraque ainda não divulgou prêmios nem oficializou os resultados do Tender Trade do dia 31 de março, que segundo agências internacionais teria confirmado a compra de 60 mil toneladas de arroz do Brasil. Isso levantou a suspeita de que algo não anda bem no processo e ele pode nem ser concluído.

Ainda nesta sexta-feira, dia 12 de abril, surgiu informação de que pelo menos uma das cargas de 30 mil toneladas já teria sido alvo de desistência da trading que venceu a concorrência internacional sob alegação de não haver tempo hábil para a entrega. Além do mais, corre no mercado a informação de que há uma grande pressão dos Estados Unidos e outros concorrentes para que o negócio não se concretize. Por fim, agentes internacionais apontam que a proposta em US$ 549 dólares por tonelada (CIF) é impraticável e daria prejuízo ao operador.

Com os atuais preços praticados no Brasil, as tradings não conseguiriam adquirir o volume necessário junto às indústrias locais para cumprir o contrato e ter lucro. Vale lembrar, ainda, que a licitação prevê a entrega do produto ensacado, o que exige a montagem de uma estrutura no porto de desembarque, uma vez que o Brasil só exporta grão em granel ou estufado em contêiner. As tradings que teriam ofertado o grão pelos preços expostos são Teriyaki, da Turquia, e Olam, de origem indiana, segundo a agência Reuters.

Para exportadores do Mercosul, houve um erro de cálculo no fechamento da proposta, uma vez que o mercado brasileiro se comporta de forma atípica este ano e está em valorização em plena colheita. Provavelmente, os agentes das tradings acreditaram num recuo dos preços brasileiros em dólar, quando na verdade somente em abril eles subiram 70 centavos de dólar por saca por fatores internos e o comportamento do câmbio.

Lideranças setoriais gaúchas revelaram nesta sexta-feira que estão “rezando para dar certo”, mas reconhecem que se trata de uma operação difícil e que pegou a todos de surpresa. “É uma negociação internacional que, aparentemente, contou com a expectativa de uma oferta gaúcha a preços muito baixos, mas que estão fora da realidade”, reconheceu o CEO de uma trading que opera no Brasil.

O temor é de que esse embaraço devolva o país à lista negra de comercialização com o Iraque, depois que há quatro anos uma trading teve carga não aceita numa concorrência similar, por não atender o padrão exigido. “O pior é que a cadeia produtiva brasileira não teve, diretamente, nada a ver com isso. Tradings internacionais teriam feito a oferta contando com o ovo ainda na galinha”, afirma um dirigente setorial.

Vale lembrar que a proposta foi apresentada há quase um mês e os preços no RS evoluíram 8% no período, segundo o indicador Esalq/Senar-RS.

De qualquer maneira, para evitar que a originação do Brasil seja "queimada" e pensando na importância dessa venda, as entidades setoriais torcem por um desfecho favorável. "Se for confirmada a venda e ela cobrir os custos, haverá um esforço para concretizá-la da melhor forma possível, pois se trata de uma complexa condição de logística e transporte", reconheceu um dirigente industrial. 




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comentários (2)

13/04/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Os americanos com certeza tem muito a ver com todo esse entrave, o Iraque ainda é ''colonia'' americana após a deposição de Sadam pelo exército. Mandam e não pedem, daqui alguns dias saberemos, eles possuem excedente exportável, por que razão deixariam outra nação vender aos seus vassalos ? Hoje são concorrentes direto do Brasil em se tratando de soja ,milho e arroz para exportação, pois produzem o mesmo grão longo aqui plantado.
15/04/2019 - Pitarco Castro (Pelotas - RS)
Discordo do Sr. Carlos. O problema não está nos EUA e sim na falta de um papel mais relevante nas negociações internacionais por parte do gremio das indústrias de arroz e dos produtores. Colocar gente capacitada. Como podemos participar de uma convocatória de arroz internacional, se sabemos muito bem que o nosso Porto “socialista” impede financeiramente a viabilidade de um projeto de tal envergadura de arroz ensacado. É totalmente anti negócios e os custos são imprevisiveis e nada competitivos. Estamos nas mãos de sindicatos e toda a mafia por todos conhecida.Enquanto não mudarmos todos estes entraves no país, perderemos até do Paraguai, muito em breve.

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