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12.04.2019 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - Analista AgroDados/Planeta Arroz

Conjuntura otimista alavanca alta do indicador de preços

Cepea/Esalq acumulou elevação de 5,2% em 11 dias de abril, chegando a R$ 41,66 por saca

imagem Colheita chega na reta final no Sul do Brasil Foto: Divulgação

Uma conjuntura que reuniu boas e más notícias essa semana trouxe uma expectativa mais otimista para a evolução dos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul – e por consequência no País – ao longo desta temporada. A má notícia foi a consolidação da quebra de mais de um milhão de toneladas, puxada pelas lavouras gaúchas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ratificou a previsão da safra 2018/19 em 10,6 milhões de toneladas de arroz em casca, ajustando ainda mais os quadro de oferta e demanda ao final da temporada. Se é ruim para os produtores que tiveram perdas por causa do clima adverso, é positivo para quem conseguiu colher bem.

A safra catarinense já está praticamente finalizada, desconsiderando as áreas de soqueira. No Rio Grande do Sul, alguns municípios já concluíram a colheita e a Planície Costeira Externa e a Zona Sul estão adiantadas. A região Central é a mais atrasada, com 53% da área colhida. Outro fator que está interferindo na precificação do arroz – que se eleva em plena colheita – é a leitura, pela indústria, de que o volume de entrada do grão em casca está abaixo da previsão em até 15%. Isso porque, sem contar a redução de área de plantio e as perdas, há também uma flagrante queda na produtividade por área mesmo nas regiões que estão colhendo mais em comparação ao ano passado.

Vale lembrar que o rendimento por área, em quase 8 mil quilos por hectare na temporada passada foi recorde.

Mesmo com a aproximação do vencimento dos contratos de CPRs os preços têm se mantido firmes e altistas, o que faz aquele produtor que tem onde armazenar o produto adiar ao máximo a entrega esperando que a trajetória se mantenha.

IRAQUE

Para coroar a semana fortalecendo os preços, duas notícias do mercado internacional ajudaram muito. A primeira foi a consolidação da venda de arroz branco de alto padrão, brasileiro, para o Iraque. São previstas 60 mil toneladas, através das trades Teriyaki (turca) e Olam (indiana).

Também essa semana o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, Alceu Moreira, anunciou ao setor que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, confirmou avanços nas tratativas para a liberação do mercado mexicano ao arroz brasileiro.

Houve avanços também em questões conjunturais do agronegócio, como o Funrural, o entendimento do governo federal e reconhecimento de que a tributação e o acordo do Mercosul precisam ser revistos, e isso agradou ao mercado. Além disso, o dólar continua valorizado perante o Real, o que indica que apesar da crise da Venezuela, o país tem algum fôlego para exportar.


INDICADOR

Diante deste cenário, o indicador de preços da saca do arroz em casca no Rio Grande do Sul Esalq/Senar-RS, marcou R$ 41,66 de referência nesta quinta-feira, dia 11, acumulando alta de 5,23%. Pelo câmbio do dia, em dólar equivale a US$ 10,80. Mantida a trajetória pode acabar o mês próximo dos R$ 44,00. No entanto, vale lembrar que é no final de abril que começam a se concentrar os vencimentos das CPRs, o que pode gerar um aumento de oferta com impacto nas cotações.

Ainda assim, os R$ 44,00 ficam bem abaixo dos R$ 48,00 de custo médio no Rio Grande do Sul. Mas, pelo menos o desembolso de boa parte das lavouras pode ser recuperado nestas circunstâncias de preços.

O panorama, pelos fundamentos, é de que se confirme a expectativa de bons preços de comercialização no segundo semestre. Por hora, no mercado livre, a referência de preços está entre R$ 39,00 e R$ 41,00, dependendo da praça e da relação entre produtor e indústria/corretora.

INDÚSTRIA

A indústria, por sua vez, vem ratificando a dificuldade de repassar alta do beneficiado para o varejo, o que tem afetado as margens das empresas de menor porte que estão precisando rodar o estoque e voltar ao mercado por causa da menor capacidade de estocagem e de capital de giro. Com as grandes indústrias abastecidas para o primeiro semestre, mesmo com volume menor de safra, a situação ainda é de compras de oportunidade. Algumas preferem aguardar o final de abril para definir a opção entre suas estratégias de aquisições.




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comentários (3)

12/04/2019 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
A verdade é uma só... Os CPRs estão segurando o arrozinho que colheiram pq a 40 pila, ou pagam a indústria e não planta mais, ou seguem na atividade, mas vão dar calote! Especula-se que os CPRs estariam satisfeitos em receber R$ 42 para um acerto! Com 42 pilas por saco e 260 scs por quadra quem paga as contas??? Só quem é funcionário da indústria e trabalha o ano inteiro só para pagar as contas! A seleção natural agindo... peneirão!!!
12/04/2019 - Marcos Hanus ( - CE)
As indústrias não estão preocupadas. Pagam 40 nas cpr.
Se os produtores quebrarem, as indústrias alimentam eles na próxima safra, para que esses produtores continuem produzindo arroz barato para as indústrias. E a vida segue.
12/04/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Muito boa a abordagem do Cleiton Evandro, síntese realista do mercado focada no momento, a ressalva fica por conta da Conab que fica lançando números que podem estar aquém da realidade. A quebra de produtividade devido ao clima adverso, área perdida por enchentes, redução em função do avanço da soja e falta de crédito para plantio, a meu ver ainda são indetectáveis, pois os números reais só serão conhecidos após o termino da colheita, qualquer prognóstico ou projeção é mera especulação. !!

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