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11.02.2019 | EVENTO - por Rejane Costa/AgroEffective/Federarroz

Diversificação será tema do Fórum Técnico na Abertura da Colheita do Arroz

Evento ocorre de 20 a 22 de fevereiro na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão

imagem Jamir Silva da Silva Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa/Divulgação

 A 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz contará com três painéis no Fórum Técnico a ser realizado no próximo dia 20 de fevereiro. Os painéis ocorrerão na parte da tarde com os temas: "O arroz irrigado na metade sul do Rio Grande do Sul e a necessidade de diversificar", "Segredos e Particularidades do Plantio na Várzea e "Diversificação com Pecuária". Também será lançada a cultivar de arroz da Embrapa BRS Pampa CL, pelo pesquisador da Embrapa Ariano de Magalhães Junior.

No primeiro painel que vai tratar do arroz irrigado e terá como moderador o produtor rural Gustavo Lara, o coordenador técnico do Projeto 10+, Luciano Carmona, vai falar sobre a contribuição do projeto para a rentabilidade do arroz no Estado. Já o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Giovani Theisen, falará sobre as "Prioridades para atingir a estabilidade produtiva de soja em terras baixas.

No segundo painel sobre plantio na várzea, o tema será abordado pelo vice-presidente de Vendas e Marketing AGCO, Werner Santos, o gerente divisional de Vendas da John Deere, Eduardo Martini, o vice-presidente da New Holland, Rafael Manfroi Miotto, e o engenheiro agrônomo da Porteira Adentro, Enio Krunt Junior. A moderação será feita pelo diretor de Produção da Formosa Agropecuária, Alberto Giulliani Neto.

O Fórum Técnico se encerrará com o painel de Diversificação Pecuária, no qual o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Jamir Silva, falará sobre "Integração Lavoura e Pecuária, desafio que já é realidade". Segundo ele, a palestra irá abordar a importância e necessidade da participação do animal nos sistemas integrados de produção na terras baixas, assim como os aspectos econômico, técnico e ambiental. "O animal é o único agente que catalisa o processo de incorporação de nutrientes ao solo e aumenta a atividade da matéria orgânica desses ambientes. Ele devolve muito dessa matéria orgânica, muito desse carbono, na forma de fezes e urina, e isso acelera o processo de melhoria da atividade microbiológica, tornando o processo mais qualificado e diminuindo a emissão dos gases de efeito estufa", explica.

O pesquisador vai salientar também o papel do manejo a ser utilizado neste pastejo, que é o ponto chave, ou seja, os animais tem que ser utilizados, mas com cargas ajustadas. "Não podemos trabalhar com cargas altas onde irá utilizar muito da forragem produzida e deixar pouca matéria orgânica. Então o ponto da carga animal, o ponto do ajuste da lotação em função da capacidade de suporte da pastagem, é uma ferramenta necessária para que esse ambiente tenha uma produção e uma boa sustentabilidade", afirma.

O outro ponto que será destacado é que o animal é o componente que menos retira nutrientes do sistema, pelo contrário, devolve até 90% dos nutrientes que ingere, acelerando todo o processo de ativação da atividade da matéria orgânica. Silva colocará ainda a importância da adubação do sistema. "Hoje a pesquisa mostra que os nutrientes devem entrar no sistema na fase da pastagem e reduzir as adubações na fase da agricultura, tanto na fase de soja, arroz ou milho. A adubação via pastagens vai permitir por meio do uso do animal que sobre nutriente para as culturas que vêm na sequência, ao contrário do que era pensado de que as lavouras deixavam nutrientes para a pecuária. Então, nesse sentido, vamos procurar mostrar a importância do animal para a realidade ambiental e técnica, assim como melhor retorno econômico aos produtores", ressalta.

O terceiro painel contará também com palestra do engenheiro agrônomo da Empresa Pastos, Giovanni Fernandes, sobre "As forrageiras a serviço da sustentabilidade dos sistemas produtivos de arroz". O moderador será Dirceu Agostinetto, diretor da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel).

A Abertura Oficial da Colheita será realizada de 20 a 22 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, na região de Pelotas, com o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.




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comentários (2)

11/02/2019 - Jose Nei Telesca Barbosa (Pelotas - RS)
Só nos resta lastimar que os agentes técnicos da pesquisa, da produção e das empresas em geral, não tenham se dado conta ainda, vinte anos depois de alertados, que a diversificação não se dá somente na área da produção como vai ser abordado no seminário. A diversificação pode se dar em novos usos para o produto, novas formas de comercialização, novos relacionamentos comerciais etc. É lastimável mesmo, pois enquanto o setor do arroz não trabalhar isso ele vai se afundando e todos são responsáveis!
11/02/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Aproveitando o ''gancho'' do José Nei em que os agentes técnicos da pesquisa esquecem determinados fatores relevantes aos produtores de arroz, no que tange a sobrevivência da atividade, destaca-se a falta importância ou desconsideração proposital ao fator arrendamento de áreas. Estes determinados agentes, entidades de pesquisa, empresas de máquinas e insumos, representantes classistas, Irga, e etc, focam sempre na velha e conhecida tecla da diversificação agricultura/pecuária. Isto é o óbvio ululante.
Ao passo que, esquecem que a maioria dos produtores de arroz são arrendatários (cerca de 70 %), em que a maioria dos proprietários comodamente arrendam as áreas para plantio de arroz ou soja, por valores que extrapolam o bom senso e não permitem ao arrendador a utilização da área para pecuária.
Portanto caros senhores, esta diversificação com pecuária só irá funcionar com os proprietários não arrendantes que exploram a totalidade de seus campos, excluindo então a maioria esmagadora dos produtores arrozeiros.!!

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