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08.12.2018 | INDúSTRIA - por Marcela Caetano/DCI

Brasil deve exportar 1,5 mi de toneladas

Para executivo da Camil, volume embarcado pode recuar no próximo ano; empresa reafirma intenção de fazer aquisições em setores como café e derivados de trigo

As exportações brasileiras de arroz devem encerrar o ano-safra, que termina em 28 de fevereiro do ano que vem, em 1,5 milhão de toneladas, projetou ontem a Camil em encontro com analistas, em São Paulo.

Conforme o diretor de suprimentos da empresa, André Ziglia, os embarques elevados, puxados pelo câmbio e pelo maior preço do arroz norte-americano, não devem se repetir no ciclo seguinte. “No ano que vem, a tendência é retornar a 1,2 milhão de toneladas por ano ”, afirmou. Em 2017, o País embarcou 870 mil toneladas do cereal.

Neste cenário, a empresa ampliou entre 100% a 120% as exportações em 2018, dependendo do produto.

“Exportamos mais valor agregado ligado ao varejo diretamente, não a trading. É um segmento que nós achamos que seria mais estável”, ponderou o executivo. Conforme Ziglia, o mercado internacional anda de lado, com recuo da área nos Estados Unidos nos últimos meses. “Isso pode deixar menos competitivo o Mercosul como um todo na América Central e nos destinos de arroz em casca, que são Venezuela e Nicarágua”, projetou o diretor.

O plantio da nova safra, que está prestes a ser encerrado no Rio Grande do Sul, principal produtor de arroz irrigado, deve ocupar 1,007 milhão de hectares no Estado, segundo estimativa do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Para o executivo, porém, a área semeada deve chegar a 1,025 milhão de hectares. “A redução não tem sido tão grande quanto a proporção de falta de rentabilidade”, destacou. “O produtor é muito resiliente e pala baixa disponibilidade de fazer outra atividade nas áreas de várzea, ele acaba se mantendo na atividade.”

Na safra passada, o Brasil produziu 8,4 milhões de toneladas e a previsão do Irga para este ano é de 7,5 milhões de toneladas. “Se o clima se mantiver, a safra deverá ser muito parecida com a do ano passado, tanto em volume quanto em qualidade.” Na avaliação do diretor, o cenário para o próximo ano deve ser de preços mais estáveis do que neste ano, se o patamar cambial permanecer como está.

O CEO da companhia, Luciano Quartiero, reforçou a intenção da empresa em fazer aquisições no Brasil ou no exterior, seja em novos segmentos – como derivados de trigo e café – ou naqueles em que já atua.

Segundo ele, a intenção é usar recursos próprios vindos do IPO para as aquisições. “A nossa dívida está abaixo de 2 vezes (relação dívida líquida/Ebitda), e nosso limite é 3,5 vezes, então tem espaço para uma alavancagem adicional.”

Ele ainda afirmou que a família tem a disposição de ficar com menos de 50% da companhia. “Isso cria espaço para usar ações em pagamento ou emitir novos papéis.  A capacidade financeira é grande.”

A empresa concluiu a aquisição da SLC Alimentos, que possui a marca Namorado, no começo deste mês. “A expectativa é de que tenhamos todas as sinergias capturadas em seis meses”, estimou.




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comentários (2)

08/12/2018 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
E o pior é que eles estão correto com essa análise. Chega a ser deboche, mas depois que constataram que os produtores não reduziram quase nada de área já estão avisando que vão exportar menos e que o arroz não valerá muito ano que vem!!! E que vão seguir engolindo as outras indústrias e que não estão preocupados com o futuro do Mercosul... Realmente... Eles sabem que tem os CPRs na mão... A indústria hoje tomou conta de todos os elos... É produtora, secadora, armazenadora, descascadora, embaladora, distribuidora, etc... O produtor tradicional desaparecerá do mapa... É um caminho sem volta. Foi-se o tempo em que produzir o arroz era um bom negócio. Vai ficar uma meia duzia no negócio. Concentração. Ou nossa Ministra terá coragem de peitar o Mercosul? A indústria me parece pela leitura acima acha isso pouco provável... Bom final de ano à todos e não se esqueçam que em fevereiro começa a chegar o arroz paraguayo!!!
08/12/2018 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Ora vejam, os prognósticos do executivo desta grande empresa não poderiam serem diferentes para a próxima safra e ano vindouro. Como é conviniente para o mercado comprador do casca, que é movido a notícias nem sempre verdadeiras e a dissertação de ''experts''com interesses dúbios expostos a mídia, alegar que a área que está sendo plantada não corresponde a realidade em que próprio IRGA expõe, afirmando que será maior, e o volume a ser colhido ficará acima do previsto, é no mínimo tendencioso não é mesmo ???

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