Sementes Basso 3

cadastre-se

Na Planeta Arroz os usuários cadastrados têm muitas vantagens. Faça o seu cadastro grátis.

cadastre-se agora
news
Facebook

rss

Na Planeta Arroz você pode conferir as últimas novidades através de Feeds RSS. Confira:

notícias
artigos
Assine 4

notícias

05.12.2018 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Preços mantém trajetória de queda no início de dezembro

Em novembro acentuou-se a retração das indústrias e dos preços, com as cotações baixando a R$ 40,68

imagem Região Central tem municípios com apenas 50% da área plantada Foto: Leomar Flávio Alves

O mês de novembro terminou com uma queda de 6,2% nos preços do arroz. Segundo o indicador de preços da saca de 60 quilos do grão em casca no Rio Grande do Sul, Esalq/Senar-RS, o preço pago em 30 de novembro chegou a R$ 40,68, o equivalente a US$ 10,54.

A queda de preços se manteve nos quatro primeiros dias de novembro, com a saca recuando para R$ 40,29 (39 centavos a menos) nesta terça-feira, encolhendo também na referência em moeda estadunidense para US$ 10,44. Vale lembrar que após duas quedas seguidas o dólar subiu para 3,85 nesta terça-feira. Em dezembro a queda já representa 0,96%, mantendo o ritmo de desvalorização.

As grandes indústrias seguem fora do mercado, apenas fazendo negócios de oportunidade, e alegando dificuldades com o varejo que vem represando as compras e fazendo uso de bons estoques que formou ao longo do ano esperando preços em alta. De outra banda, há oferta de parte dos produtores que ainda precisam de recursos para investir na nova safra.

Percebe-se que, apesar de o plantio ser pelo menos 60 mil hectares menor do que na temporada passada, ainda há um grande desânimo entre os arrozeiros com relação aos preços praticados, e um sentimento de impotência diante da inércia do governo federal em deter as importações do Mercosul, eleitas pelo setor produtivo como a vilã da queda de preços, ainda que por si só, não justifique uma retração de 12% em 65 dias.

A nova safra gaúcha já alcançou mais de 95% da área plantada e mostra atraso apenas em municípios da Região Central: Restinga Seca, Agudo, Dona Francisca e São João do Polêsine. Região que planta há mais de 120 anos repetindo áreas, enfrenta grande problema com invasoras resistentes a herbicidas, em especial o arroz vermelho e o capim arroz.

Como em poucas áreas é possível plantar soja e por segurança a rotação se dá em área de 5% a 15% da lavoura arrozeira, os produtores adotam o atraso do plantio para manejar as camadas de vegetação do banco de sementes que está no solo. Assim, as invasoras brotam e a cada 15, 20 dias, o solo é trabalhado para eliminá-las. A ação é repetida de duas a três vezes, o que consome pelo menos 45 dias.

Os números da exportação devem ser divulgados nesta quarta-feira, enquanto o novo levantamento de safra da Conab só será divulgado na próxima semana, na terça-feira (11/12). Na semana atual os preços dos quebrados, mesmo com bons embarques em novembro, continuaram mais baixos: canjicão na faixa de R$ 44,00 e a quirera em R$ 40,00. O farelo de arroz se mantém posicionado com demanda para rações, na faixa de R$ 490,00 por tonelada.

Se o mercado do cereal estivesse operando de acordo com as suas bases e fundamentos, seria possível dizer que o ciclo de baixa está mais perto do fim, uma vez que as exportações brasileiras continuam elevadas e devem fechar com superávit líquido, os estoques de passagem devem ser menores e a produção também. Isso, em tese, deveria indicar uma tendência de reação até fevereiro. Mas, diante das circunstâncias, ninguém mais quer arriscar e a cadeia produtiva está em compasso de espera, pagando para ver em que direção rumam os preços.

PREÇOS AO CONSUMIDOR

Os preços ao consumidor se mantiveram com trajetória de baixa nos últimos 15 dias, em média, apesar da pressão de demanda maior entre o dia 25 até o dia 10, 12, por causa da virada do mês, época em que as famílias vão às compras. É nítido que muitas redes de supermercados voltaram a fazer promoções com preços abaixo de R$ 10,00 por pacote de 5 quilos de arroz do Tipo 1, em boa parte de marcas de indústrias médias e pquenas.

 




Enviar notícia para um amigo

comentários (6)

05/12/2018 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
Deixem o homem tomar posse no dia primeiro e no dia 02/1 todo mundo para Brasília protestar contra essa lástima chamada MERCOSUL... Te Mexe Arrozeiro rumo a Brasília com tratores e caminhões!!! Não tem outra saída já que essas reuniõezinhas setoriais não resolvem nada. Cada vez a coisa piora mais! A indústria e o varejo não vão ter pena de nós. Eles querem mais é aue nos tornemos funcionários CPRs deles!!! Ou abrimos o bico de verdade antes da colheita ou depois não adianta nada ir lá vaiar o governador! O protesto ordeiro e pacífico tem que ocorrer em Brasília lá na frente do Ministério da Agricultura!!! Ou o pessoal prefere parar de plantar ??? Ou nos tornaremos funcionários CPRs das indústrias??? É muito vergonhoso para um classe que já foi exemplo de solidez, tecnologia e produtividade!!!
06/12/2018 - Marcos Hanus ( - CE)
Os anos vão passando e o problema é sempre o mesmo. Preço baixo e custo elevado. Reduzir a área de plantio seria uma solução, difícil é por em prática, ninguém quer reduzir. O Mercosul tem se tornado um grande concorrente, bloquear a entrada de arroz até ajuda, mas devemos enchergou com outros olhos.
Alguém já se perguntou porque o preço do arroz é tão baixo no supermercado brasileiro? A gasolina é cara, cerveja é cara, mesmo assim vende, ingressos para festas, músicas, futebol, tudo caro, mesmo assim lotam. Porque o arroz precisa ser quase de graça?????? O problema precisa ser discutido, é um problema cultural do Brasil, será que se o preço do arroz dobrar alguém vai deixar de consumir??
06/12/2018 - Marcos Hanus ( - CE)
Os anos vão passando e o problema é sempre o mesmo. Preço baixo e custo elevado. Reduzir a área de plantio seria uma solução, difícil é por em prática, ninguém quer reduzir. O Mercosul tem se tornado um grande concorrente, bloquear a entrada de arroz até ajuda, mas devemos enchergou com outros olhos.
Alguém já se perguntou porque o preço do arroz é tão baixo no supermercado brasileiro? A gasolina é cara, cerveja é cara, mesmo assim vende, ingressos para festas, músicas, futebol, tudo caro, mesmo assim lotam. Porque o arroz precisa ser quase de graça?????? O problema precisa ser discutido, é um problema cultural do Brasil, será que se o preço do arroz dobrar alguém vai deixar de consumir??
06/12/2018 - Marcos Hanus ( - CE)
O problema maior é cultural. Os supermercados usam o arroz como propaganda nos encartes, para atrair clientes. Vendem a preço de custo, mas quem banca essa propaganda é o produtor. Indústrias vendem barato o arroz beneficiado ao varejo, mas estão todas tendo lucro, já que enforcamento o produtor.
Enquanto produtores acumulam dívidas, indústrias estão crescendo .
07/12/2018 - Jose Nei Telesca Barbosa (Pelotas - RS)
Boa tarde, Sr. Marcos!
O negócio do arroz funciona como as demais commodities agropecuárias. O engenho compra barato para vender barato. Entre os engenhos se dá uma concorrência por preço, vende mais quem vende mais barato. Ganha -se na quantidade vendida! É o famoso ganhar para trás ou em cima do produtor. É um comércio muito atrasado. O certo seria ganhar para a frente ou na direção do consumidor. Mas, para isso teria que diferenciar o arroz saindo do tradicional e cinquentão saquinho. Isso mesmo, o saquinho do arroz está neste formato há cinquenta anos. Imagina o senhor, é como se vendessemos uma roupa de banho ou um automóvel no modelo de cinquenta anos atrás! Desse modo todo mundo sabe o preço de cor é salteado! Entendeu? Precisa investir em inovação ou em biscoitos, bolachas, chips, cervejas, chips, produtos período etc. Veja a transformação do frango, que era vendido inteiro e hoje tem de tudo que é tipo.. Entendo também que o produtor poderia vender beneficiado e digo há cerca de trinta anos que descascar arroz não é indústria e sim um processo da produção. Um abraço.
07/12/2018 - Edereson Diehl ( - AC)
É mas o problema maior ainda é o produtor que só pensa em produzir e não em vender bem. Quem tá individado sabe que é impagavel com preco do arroz na casa dos R$30,00, não precisa nem ser contabilista. O preco deveria estar pelo menso R$70,00 pra respirar melhor ou os custos cairem, o que é impossivel. Mas o pior ainda é se o el nino se confirmar e voltar em breve , passou aqui no sul, foi pro centro ,foi pro norte, esta no centro e quem sabe voltando pro sul. Pior que preco baixo é ter plantado terras baixas, só porque o tempo deu uma trégua, depois do investimento feito , é problema na certa.Espero que estejam errados na previsão, mas não tem errado muito, a não ser o ano retrasado que anunciavam lanina e deu enchentes, o episódio do ano passado deu lanina mais na metade sul. Mas na verdade o el nino estava apenas latente, tanto que as águas do oceano voltaram a se aquecerem.

Deixe o seu comentário.
Para isso, é necessário estar logado.

esqueci minha senha enviar

Se você é um novo usuário, faça o seu cadastro gratuitamente.

Todos os direitos reservados - Copyright 2018 - Planeta Arroz

Desenvolvido por dzestudio