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19.11.2018 | ANáLISE DE MERCADO - por Planeta Arroz

Preços do arroz caem mais de 8,5% em cerca de 50 dias sem “motivo aparente”

Apesar disso, segue-se esperando uma recuperação gradual nos preços do arroz no pico da entressafra, mas baseado em números oficiais

imagem Colheita menor é projeção, não um fato concretizado Foto: Robispierre Giuliani - Planeta Arroz

Ou por muitos motivos, ou por nenhum motivo assim “tão aparente”, os preços do arroz em casca desabaram 8,5% em cerca de 45 dias. Razões? Muitas ou poucas, dependendo de quem você consulta e no que você acredita. Alguns analistas consideram que "não há motivo aparente, uma vez que os fundamentos de mercado são firmes". Outros argumentam que o mercado não está tão confiante assim nos números oficiais.

Se não, vejamos: os preços do arroz em casca chegaram a R$ 41,91 na sexta-feira, dia 16 de novembro, com retração de 3,37% em novembro, batendo nos US$ 11,22 na equivalência por 50 quilos. O mês iniciou com a saca cotada R$ 43,18 ou US$ 11,73.

A desvalorização corresponde a R$ 1,27 e a US$ 0,51 ao longo de 18 dias, se considerarmos o final de semana de 17 e 18 de novembro, quando não há correção no Indicador de Preços do Arroz em Casca (50kg/58x10) no Rio Grande do Sul Esalq-Senar/RS.

Em outubro foram outros 5,20% de perda de valor, com o mês começando em R$ 45,66, ou US$ 11,36 e terminando em R$ 43,37 ou US$ 11,69. A diferença em reais foi de - R$ 2,29, enquanto em dólar houve alta de US$ 0,33. Acontece que no período das eleições de segundo turno, em especial, o dólar recuou até R$ 3,64. Com o Brasil entre os 10 maiores exportadores e importadores mundiais o câmbio sempre afeta seu mercado.

No acumulado do período, os preços do arroz perderam mais de 8,5% de valor em reais. As oscilações cambiais levaram, numa avaliação simplista, do ponto de partida ao de chegada, a uma diferença de apenas 11 centavos de dólar, mas a uma desvalorização de R$ 3,75 em moeda local. Isso porque em outubro chegou a R$ 12,33 a saca (com a cotação de R$ 3,64 – US$ 1,00).

Para Cleiton Evandro dos Santos, analista da AgroDados/Planeta Arroz, trata-se, aparentemente, de uma conjunção de fatores: além da oscilação câmbial e da desconfiança nos números oficiais que o mercado arrozeiro vem demonstrando, o varejo tem recuado e indicado queda no consumo ao longo do ano – o que ninguém consegue mensurar; a indústria vê sua demanda cair, o que aumenta sua projeção de estoque de passagem; vencimentos de custeio e parcelas de renegociações para o rizicultor pagar em outubro e novembro – e lavouras por formar – o que força a venda de algum produto em casa ou a depósito; isso faz a indústria só entrar no mercado comprando a preços mais competitivos ou por absoluta necessidade.

Há também a pressão externa, em especial da Argentina, mais competitiva no Mercosul e com estoques retidos pela falta de competitividade até agosto. Não são números que gerem um impacto no conjunto da temporada, mas a importação de 50, 60, 70 mil toneladas em um mês, traz seus efeitos. Em outubro já se notou uma expansão nas vendas argentinas ao Brasil.

O Paraguai manteve constantes 50 mil toneladas por mês enviadas principalmente para São Paulo e Minas Gerais.

Ou seja, tudo leva a crer que o mercado brasileiro está levando em conta para a precificação interna todos os fatores que impõem pressão às cotações. O plantio na época determinada também faz alguns elos da cadeia produtiva preverem o ingresso de arroz novo no mercado em janeiro, em algumas regiões catarinenses e do RS, encurtando a entressafra.

Em contrapartida, descarta fatores fundamentais como a provável redução de área no RS, no Brasil e no Mercosul, o volume de exportações, cujo fluxo deve se manter em novembro, a retomada das grandes exportações de quebrados de arroz desde outubro, previsão de colheita menor e estoque de passagem entre os mais baixos da década.

Para Santos, o mercado, ao que parece, está pagando para ver se a nova safra será tão pequena como se supõe no Rio Grande do Sul, no Brasil e no Mercosul. E se o consumo é, realmente, de 12 milhões de toneladas por ano. "Enquanto o mercado aposta, o produtor é quem paga o pato. O que não chega a ser uma novidade", resume.

SAFRA NACIONAL

O 2º levantamento da safra 2018/19 realizado pela Conab aponta que a produção brasileira pode recuar de 2% a 8% frente à temporada anterior e vai colher de 10,9 a 11,8 milhões de toneladas. A retração decorre de uma queda na área semeada para até 1.829,9 (-7,2%) e menor produtividade média 6.015, ou -1,7%. No Rio Grande do Sul, maior estado produtor de arroz do Brasil, a Conab estima que a produção deva totalizar 7,7 a 8,4 milhões de toneladas, uma baixa de 0,9% a 8,6%.

SAFRA GAÚCHA

O Irga indica que o plantio da safra gaúcha alcançou até o dia 14 de novembro o percentual de 89%. As chuvas do final de semana devem permitir a arrancada final e uma evolução para 98% da área até o final deste mês. A expectativa de 1,007 milhão de hectares está sendo revista com muitos municípios passando de 100% da área constante na intenção de plantio. Não surpreenderá se a área total gaúcha superar os 1,015 milhão de hectares, o que ainda representará uma queda de 63 mil hectares, ou 5,84%.  

MERCADO 

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 42,00 para a saca de arroz em casca de 50 quilos no Rio Grande do Sul (58x10), enquanto a saca do beneficiado (branco, Tipo 1) alcança R$ 85,00. O farelo de arroz manteve-se em estáveis R$ 490,00 por tonelada (FOB), enquanto o canjicão em R$ 45,00 e a quirera em R$ 41,00. Projeta-se uma leve recuperação nos preços dos quebrados face à retomada de exportação de volumes mais significativos, em especial para a África.

PREÇOS AO CONSUMIDOR

Com o varejo demonstrando de todas as formas sua posição sobre uma queda de consumo, reduzindo pedidos e alterando a programação de compras, as ofertas voltaram às gôndolas dos supermercados com força em todo o Brasil, com preços – em situações muito especiais – abaixo de R$ 9,00 para o pacote de cinco quilos e de R$ 1,79 por quilo, branco do Tipo 1, mesmo de marcas tradicionais.

EXPECTATIVA

Com a expectativa de nova exportação próxima de 150 mil toneladas de arroz em novembro e um estoque de passagem baixo, baixa disponibilidade de grão e a confirmação de uma safra menor, ainda segue-se esperando uma recuperação gradual nos preços internos do arroz em casca. Com base nos levantamentos oficiais, a tendência de médias maiores nas cotações do arroz em 2019 são mantidas. Vale lembrar que há um ano a cotação média no Rio Grande do Sul estava abaixo de R$ 37,00, ou cerca de R$ 5,00 abaixo dos preços atuais. O que continua preocupando é que mais de 50% das exportações brasileiras são dirigidas a Cuba e Venezuela, países que têm apresentado dificuldades no pagamento de contas em outras áreas com o Brasil.




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comentários (1)

20/11/2018 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
O motivo aparente tem nome e sobrenome e se chama MERCOSUL... Somos corredor de exportação e tudo o que sobra dos hermanos acaba vindo para cá... Dai falam em reduzir icms, reduzir custos, reduzir sei lá o que quando o problema está aqui do outro lado do Rio Uruguay e Paraná... Quando os preços começam a reagir eles inundam de arroz de lá... equilibra-se a balança (setor industrial - Brasil x agrícola - Uruguai, Paraguai, Argentina). Esse bloco é uma baita furada para os arrozeiros. Se tivessemos outros mercados para exportar ainda teríamos alguma esperança. Mas não vejo esforço para isso. Faltam terminais de exportação e conquista de novos mercados em potencial. Sobretaxar as aliquotas de importacao seria uma otima medida. Nosso produtor precisa ser protegido.

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