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04.10.2018 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Trajetória de alta enfraquece em período pré-eleitoral

Dólar recuando e mercado interno mais travado seguram a evolução dos preços do arroz

imagem Mercado anda devagar a espera de definições eleitorais Foto: Divulgação

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul mantém trajetória de alta e perspectivas de evolução até fevereiro. No entanto, algumas oscilações podem acontecer e o teto que se projetava acima dos R$ 50,00 para a saca de 50 quilos (58x10) parece estar um pouco mais distante. Alguns fatores têm sido fundamentais para isso. Um deles é a tensão pré-eleitoral, que vem gerando inquietação nos mercados e oscilações no câmbio.

O avanço para mais de R$ 4,00 do dólar em setembro, ajudou a segurar um ingresso mais volumoso de arroz do Mercosul, que ainda mantém boa parte de sua safra por comercializar. É o câmbio que não estava permitindo à Argentina e o Uruguai pressionarem o mercado interno brasileiro.

O recuo das cotações abaixo de R$ 3,90 ainda não interfere de maneira direta, mas é certo que quanto mais sobe o produto em reais e – com a desvalorização do dólar – na moeda americana, mais perto estamos na paridade de importação e mais competitivo se torna o produto dos países vizinhos, em especial, do Paraguai. Vale lembrar que alguns exportadores dos países vizinhos, inclusive indústrias, preferem descarregar parte da produção com valores inferiores ao custo para buscar uma média lucrativa ao longo do ano. Essa é a expectativa dos fornecedores do Brasil para uma elevação maior a partir de outubro, mas especialmente no pico da entressafra.

As exportações mais trancadas e parte das indústrias fora do mercado, aguardando definições do cenário cambial e eleitoral, e da própria expectativa de produção, levaram o mercado a um final de setembro mais estagnado. Em que pese a movimentação de algumas corretoras para fechamento de uma carga de exportação de casca, nota-se claramente o mercado em compasso de espera para o pleito do domingo e a definição de um cenário.

Por sua banda, os produtores estão preocupados com a busca de crédito para aquisição de insumos e formação das lavouras e as operações de preparo final do solo e plantio atrapalhadas pelo clima chuvoso no Sul do Brasil nas duas últimas semanas.

Há registro de elevação em quase todas as praças fora do Rio Grande do Sul. Em Gurupi (TO), o preço bateu nos R$ 60,00 por saca de 60 quilos de 55% de inteiros, enquanto em Sorriso, no Mato Grosso, alcançou R$ 47,00 por saca de 60 quilos. Em Santa Catarina a média recém chegou a R$ 44,00.

Setembro

Em setembro o mercado do arroz no Rio Grande do Sul registrou uma alta de 1,5%, em meio às oscilações provocadas pelo dólar, alcançando no dia 28 de setembro o valor de R$ 45,75, equivalente a US$ 11,32 pela cotação daquele dia (R$ 4,037 = US$ 1,00). O comportamento de setembro teve oscilações e dois principais fatores que mantiveram a trajetória de elevação dos preços levemente claudicantes.

O câmbio e o pequeno volume de negócios, com parte das empresas e, em especial os exportadores, fora do mercado. Por causa do câmbio o Mercosul não chegou a gerar uma pressão mais forte, embora a tendência seja de ter fechado o mês com maior volume de vendas para o Brasil. Com um dólar mais baixo em setembro, as compras tupiniquins poderiam ser mais significativas.

Com os exportadores de casca estocados, a disputa com a indústria travou cotações abaixo de R$ 50,00 – embora dois novos navios tenham sido fechados em setembro para exportar em novembro e dezembro e pelo menos mais três estejam em tratativas para dezembro a fevereiro com o dólar travado em R$ 4,00.

Com a indústria batendo no teto e se queixando da dificuldade em repassar preços ao varejo, não houve negociação de lotes mais expressivos e há ofertas pontuais, por produtores que preferem vender e se capitalizar para o plantio da nova safra do que recorrer ao juros do crédito privado, abaixo da referência de R$ 48,00 a R$ 49,00 colocado na indústria da Zona Sul/Planície Costeira Interna.

A movimentação de compra e venda reduziu, com alguma demanda das empresas de menor porte e muitas sondagens das grandes indústrias ao produto do Mercosul.

Consta que a Argentina ainda detém 60% de sua safra para ser negociada e o Uruguai em torno de 50%, com mais de sete meses de ano comercial já percorrido. Mesmo com redução no primeiro semestre, o Paraguai manteve fluxo similar ao de outros anos para o mercado brasileiro, em alguns momentos tendo que operar abaixo das cotações ideais. Entre os operadores é corrente a informação de que o Uruguai fechou a exportação de mais 45 mil toneladas para o Iraque, o que ainda não foi oficialmente anunciado.

Também sobre o Mercosul, tem-se a informação de que somente o Uruguai irá reduzir de forma importante a sua área – afora o Brasil. O Paraguai deve aumentar a área em até 10% e a Argentina manterá a área estável, depois de – surpreendentemente – tê-la aumentado pelo segundo ano seguido, interrompendo uma redução de três temporadas. Parte dessa estratégia é explicada porque há estimativas de que 50% da área já esteja sob gestão de grandes empresas. Paraguai e Argentina já começaram a plantar. No Norte de Santa Catarina e no Paraná também já iniciaram as operações.

Safra

No Rio Grande do Sul o plantio começou na primeira quinzena de setembro, mas os produtores que se adiantaram tiveram problemas com as chuvas. Parte da superfície de algumas lavouras exigirão replantio por causa de enxurradas e enchentes. Vale lembrar que na última temporada, 50% da lavoura foi plantada depois da época ideal, que seria entre 1º de outubro e 20 de novembro, dependendo da região e da cultivar. No entanto, a radiação solar foi muito favorável depois de dezembro e gerou uma produtividade elevada.

Essa, porém, não é a expectativa do ciclo 2018/19. Além de o Irga prever uma redução de 70 mil hectares – e parte disso se nota com a sobra de áreas de arroz na Fronteira-Oeste, que tradicionalmente eram imediatamente ocupadas pelos maiores produtores -, ainda há previsão de ocorrência do fenômeno El Niño, que traz dias nublados, úmidos e de pouca ensolação, que é uma condição adversa à produtividade.

São fatores que apontam para uma menor produtividade – além da retração da área, e fortalecem a expectativa de uma produção total inferior a 7,9 milhões de toneladas de arroz no Rio Grande do Sul, ou 500 mil toneladas abaixo da última temporada, considerando atraso, clima adverso, menor uso de tecnologias e redução de área. Em contrapartida, os 272 mil hectares de soja em várzea deve subir para perto de 285 mil, com avanços especialmente na Zona Sul, Planície Costeira Externa, Campanha e Região Central.

Mercado

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 46,00 para a saca de 50 quilos do arroz em casca (58x10) no Rio Grande do Sul. A saca de 60 quilos de arroz beneficiado, Tipo 1, é comercializada a R$ 93,00, sem o ICMS. Já os quebrados de arroz apresentaram enfraquecimento nos preços.

Além da menor demanda para exportação – pela concorrência forte dos fornecedores asiáticos na África e saída de uma das tradings que operava neste mercado, esgotou-se o tempo que o mercado interno esperava uma reação. Com isso, canjicão, quirera e farelo de arroz perderam preço. O canjicão é cotado a R$ 46,00, voltando a patamares de três anos atrás, a quirera caiu para R$ 41,00 e o farelo é cotado a R$ 500,00.


Consumidor

Os preços ao consumidor continuaram subindo neste início de outubro, com pequena variação. O preço médio nas capitais pesquisadas por Planeta Arroz fica entre R$ 14,00 e R$ 14,75. A máxima é de R$ 25,00 para arroz Tipo 1, mas comercialmente apontado como categoria superior ou nobre.




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comentários (7)

08/10/2018 - Flavio Evandro (Santa Maria - RS)
fala-se em queda no preço do arroz na fronteira-oeste. trata-se de mais um desestímulo ao produtor falido. um claro sinal de que a indústria e o varejo comandam um mercado mesmo com baixa oferta. é óbvio que vão ofertar entre 35 e 40 reais no início da próxima safra se tivermos colheita normal. então meus amigos está mais do que na hora de dar uma resposta plantando menos. vamos sim reduzir área.
09/10/2018 - Marcos Hanus ( - CE)
Com certeza, a única alternativa é a redução de área.
Não podemos produzir muito, não temos gargalo.
Quem sabe se o mito vencer, poderemos mudar o cenário.
10/10/2018 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Me desculpa sr Marcos Hanus, mas não entendi o que o Mito tem a ver com a lei da oferta e procura. Tu achas que ele terá o poder de aumentar o preço do arroz? Tenho pena dele se estiverem com esse tipo de expectativa sobre o governo dele. Não queremos mais do mesmo, e por isso o Brasil vai elegê-lo no dia 28/out.
11/10/2018 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Caro sr. Walter Arns, peço um aparte no seu raciocínio, vejamos, se o governante máximo da nação não puder interferir de forma racional em um tratado internacional como o bloco Mercosul da qual o Brasil faz parte, para aparar arestas em que produtores nacionais ( gaúchos ) no caso, são extremamente prejudicados, não se torna óbvio desde que devidamente informado e imbuído de patriotismo e honestidade, não possa interceder por uma classe tão sofrida e prejudicada por cartéis , indústrias manipuladoras e varejo espoliador ??? Para mim um bom administrador faz a diferença!!!
13/10/2018 - Marcos Hanus ( - CE)
Respondendo ao Walter.
Ninguém consegue interferir na lei da oferta e procura.
Mas pode interferir no sistema tributário. Não conseguimos ter competições de por causa do custo Brasil. Nosso custo de produção é mais alto que nossos ermanos do Mercosul. Outro ponto importante é o gargalo de exportação Ltda ao porto de Rio grande.
13/10/2018 - Marcos Hanus ( - CE)
Não precisamos de aumento de preços no arroz.
Precisamos de redução nos custos de produção. Isso o governo pode fazer.
15/10/2018 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Muito bem amigos. Vejo com satisfação que pensamos da mesma forma. A solução dos nossos problemas são exatamente essas, mencionadas por vocês, e não intervencionismos, subsídios, etc, que já ficou mais do que demonstrado que não funcionam.

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