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13.09.2018 | ANãLISE DO MERCADO MUNDIAL DE ARROZ - por Patricio Méndez del Villar

Em direção a uma estabilização dos preços mundiais do arroz?

Análise mensal do mercado internacional do arroz pelo economista Patrício Méndez del Villar, do Cirad, da França

imagem Méndez del Villar: espera-se uma recuperação até o final do ano Foto: Divulgação

Em agosto, os preços mundiais registraram baixas mais moderadas em relação aos meses anteriores, mostrando inclusive sinais de estabilização. Parece que o piso foi atingido e se espera uma recuperação dos preços, até o final do ano, pouco antes da chegada da nova safra asiática.

A maioria dos mercados asiáticos apresentam tendências de baixa, exceto na Tailândia, onde os preços tendem a subir estimulados pela demanda chinesa, indonésia e filipina.

Na Índia e no Paquistão, a redução nos preços foi mais significativa em decorrência das perspectivas de aumento da produção e maiores disponibilidades exportáveis. A demanda dos principais países importadores da Ásia e da África deve se reativar nas próximas semanas e permanecer firme durante o último trimestre do ano.

Nos Estados Unidos, os preços caíram com a chegada progressiva da nova safra, que se anuncia satisfatória. Em contraste, os preços do Mercosul permaneceram relativamente firmes graças à forte atividade exportadora. No início de setembro, os preços mundiais se mostravam fracos, especialmente na Tailândia, onde os operadores estão aguardando novas ofertas do governo.

Em agosto, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) caiu 2,8 pontos para 200,5 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 203,3 pontos em julho. No início de setembro, o índice IPO marcava um relativo enfraquecimento a 198 pontos.

Produção mundial

Segundo a FAO, a produção mundial em 2018 deve se estabelecer em 771 milhões de toneladas de arroz em casca (511,8 Mt base beneficiado), em alta de 1,4% em comparação a 2017. Essas previsões levam em conta melhores condições climáticas e preços mais atrativos, especialmente no hemisfério norte.

Na Ásia, as colheitas devem avançar, sobretudo na Índia, graças a uma boa pluviometria e a uma revalorização dos preços mínimos. Por outro lado, a produção chinesa será provavelmente menor, devido a uma redução das áreas plantadas com o objetivo de se desfazer dos excedentes de 2017.

Na África, as colheitas devem melhorar 4% graças ao incremento da produção à Leste do continente, especialmente em Madagascar e na Tanzânia. Nas regiões ocidentais da África, a produção avança também graças a programas de incentivo aos insumos e a investimentos. Já no Egito, as áreas arrozeiras serão reduzidas em pelo menos 25% para economizar os recursos hídricos.

Na América do Norte, espera-se que as colheitas voltem a níveis normais graças a preços mais remuneradores. Enquanto isso, na América Latina, a produção 2018 baixou, devido à redução de 6% nas colheitas do Mercosul, e especialmente no Brasil.

Comércio mundial 

Em 2018, o comércio mundial deve diminuir para 47,8Mt contra um nível recorde de 48,1 Mt em 2017. Esta ligeira contração de 0,5% se é atribuída ao declínio de 6% nas importações africanas. Não obstante, as perspectivas de grandes importações egípcias, que devem começar nas próximas semanas, podem elevar as previsões globais. Além disso, a demanda de importação asiática deve ser bastante ativa durante o resto do ano, especialmente nas Filipinas e na Indonésia.

Já as necessidades de importação na Ásia do Sul devem cair fortemente. Nos demais países, as importações se mantém estáveis graças a melhores disponibilidades internas.

Do lado da oferta, as exportações asiáticas devem diminuir, exceto no Vietnã, Paquistão e Myanmar.

Os estoques mundiais de arroz no fim de 2017 subiram 0,8% para 169,8 Mt contra 166,8 Mt em 2016. Em 2018, se espera uma nova recuperação de 1,6% para 170,4 Mt, equivalente a um terço do consumo mundial.

Este incremento se deve essencialmente à reconstituição de reservas chinesas e indianas. Já os estoques nos principais países exportadores continuam baixando, exceto na Índia. As reservas dos exportadores são as mais baixas desde 2010.

Panorama mundial

Na Índia, os preços de exportação diminuíram significativamente em relação aos concorrentes asiáticos. O arroz de baixa qualidade foi o mais afetado. Estes preços são assim mais competitivos frente à concorrência agressiva nos mercados chinês e africano. Apesar de uma ligeira diminuição das vendas externas, as exportações indianas ainda apontam um aumento de 1% em relação ao ano passado na mesma época, e podem se aproximar do recorde de 2017.

Em agosto, o arroz indiano caiu 5%, para $ 396/t contra $ 405 em julho. O arroz indiano 25% caiu 7,5% para $ 345 contra $ 373 anteriormente. No início de setembro, os preços seguiam fracos.

Na Tailândia, os preços de exportação aumentaram 1,5%, estimulados pela demanda chinesa e do sudeste asiático. As vendas externas teriam chegado perto de 1 Mt em agosto, 20% superiores em relação a julho, mas ainda registrando um atraso de 3% em relação ao ano passado, principalmente devido à queda nas vendas de arroz aromático.

No ritmo atual, as exportações cairiam 8% em 2018. No entanto, a reativação da demanda do Sudeste Asiático e da África poderia dar um novo impulso às vendas externas nos próximos meses. O preço do arroz Tai 100% B foi em média $ 395/t FOB contra $ 389 em julho.

O Tai parboilizado também foi revalorizado para $ 385 contra $ 380 anteriormente. Já o arroz quebrado A1 Super permaneceu relativamente estável em $ 349 contra $ 347 em julho. No início de setembro, os preços tendiam a cair.

No Vietnã, os preços do arroz baixaram apenas 1,3% contra 11% no mês passado. A queda dos preços em julho parece ter reativado as vendas vietnamitas, as quais teriam alcançado 660.000 t contra 410.000 t anteriormente. O Vietnã tem se beneficiado de novas demandas de importação do Sudeste Asiático e da África Ocidental, assim como da China, seu principal cliente.

As exportações vietnamitas marcariam um avanço de 11% em relação a 2017 na mesma época e poderiam alcançar 7,2 Mt superando 15% em relação ao ano passado. O Viet 5% baixou para $ 394/t contra $ 399 em julho. O Viet 25% caiu para $ 373 contra $ 377. No início de setembro, os preços se mantinham estáveis.

No Paquistão, os preços de exportação baixaram 2,5% dentro de um mercado bastante estável. Apesar das vendas relativamente modestas em agosto a 220.000 t, as exportações paquistanesas mantem um avanço de 20% em relação a 2017 na mesma época.

Tradicionalmente, as vendas paquistanesas são baixas em julho e setembro. Por outro lado, elas devem começar a se reativar nas próximas semanas, especialmente em direção a mercados do sul da Ásia e da África Ocidental. No total, as exportações podem alcançar um volume recorde de 4,3 Mt em 2018. Em agosto, o Pak 25% foi cotado a $ 364/t contra $ 372 em junho. No início de setembro, os preços seguiam baixando.

Nos Estados Unidos, os preços de exportação caíram com a chegada progressiva da nova colheita, a qual se anuncia boa. O mercado externo tem estado mais ativo, especialmente com destino à América Central e ao Caribe. As exportações mensais aumentaram para 202.000 t contra 165.000 t em julho.

O México se mantém como o principal destino com 25% das vendas estadunidenses, seguido do Haiti (16%) e do Japão (13%). O preço indicativo do arroz Long Grain 2/4 baixou 3% para $ 545/t contra $ 562 em julho. No início de setembro, os preços seguiam baixando, marcando $ 525.

Na Bolsa de Chicago, os preços futuros do arroz em casca caíram 9,5% a $ 238/t contra $ 263 em julho. No início de setembro, os preços futuros tendiam a se estabilizar em torno de $ 239.

No Mercosul, os preços de exportação se mantiveram relativamente firmes dentro de um mercado estável. As exportações brasileiras tendem a se manter em torno de 65.000 t mensais (base beneficiado) e indicam um avanço de 115% em relação ao ano passado, na mesma época. Já no Uruguai as vendas externas registram atrasos de 10%, e na Argentina, de até 60%. O preço indicativo do arroz em casca brasileiro subiu novamente para $ 225/t contra $ 220 em julho. No início de setembro, o preço tendia a cair para $ 218, devido principalmente à desvalorização do real frente ao dólar.

Na África subsaariana os preços internos do arroz seguem estáveis, mas as reservas tendem a baixar e a demanda de importação deve ser mais importante nas próximas semanas. Não obstante, as previsões indicam que as importações podem baixar 6% em 2018, graças a maiores disponibilidades locais, o que contrasta com o salto das compras externas de 20% em 2017.

A íntegra do boletim está em nossa área de downloads.




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