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08.09.2018 | TRANSGêNICOS - por Agência Estado

Reajuste agrava mais cenário de incertezas

O tabelamento do frete é considerado como medida equivocada e simplista, que não soluciona o problema do transporte rodoviário do País nem dos caminhoneiros, agrava os problemas da indústria e pune todos os consumidores brasileiros

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de reajustar a tabela de frete prejudica ainda mais o crescimento da economia e agrava as incertezas já existentes. Antes do reajuste, o impacto médio para a indústria já era de 12%. A decisão da ANTT irá acentuar os efeitos danosos da política de tabelamento.

O tabelamento do frete é considerado como medida equivocada e simplista, que não soluciona o problema do transporte rodoviário do País nem dos caminhoneiros, agrava os problemas da indústria e pune todos os consumidores brasileiros. A entidade critica ainda o fato de o ajuste nos preços do frete ter se baseado apenas no anúncio do aumento dos preços de diesel nas refinarias, antes mesmo dos preços chegarem nas bombas de combustível ou afetar o custo dos transportadores. Destaca ainda que a decisão foi tomada pela ANTT sem participação dos embarcadores. A agência também não criou a comissão prevista para discutir a tabela de preços e não respondeu as dúvidas sobre sua aplicação.

Isso inviabiliza a aplicação de qualquer eventual tabela. Esses e outros elementos reforçam a tese de que a tabela é inconstitucional, deixa claro o desprezo da ANTT pelas boas práticas regulatórias e torna patente a ilegalidade de suas ações. A CNI afirma que o setor produtivo espera uma decisão rápida do Supremo Tribunal Federal (STF) e lembra que caberá ao Supremo julgar três ações sobre o tema.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o reajuste dos preços dos fretes oficializado nesta quarta-feira (05/09) pelo governo vai agravar os problemas já apontados, como o aumento da inflação dos alimentos e a impossibilidade de realização de vendas no mercado futuro de grãos. O STF analisa três ações de inconstitucionalidade sobre o tabelamento. Para as cargas geral, de granel e frigorificada, houve aumentos de 3,15% a 6,82% sobre a tabela vigente. Se continuar nesse ritmo, em 12 meses de tabelamento haverá aumento de 13% a 30%.

Numa carga de soja que saia de Sorriso (MT) para o Porto de Santos (SP), por exemplo, um percurso de 2.000 Km, o aumento do custo de transporte chega a 57% em comparação ao que ocorria antes do tabelamento. Se, além disso, for necessário pagar o retorno do caminhão, o aumento é de 204%. Em relação aos preços praticados no mercado fora da tabela, o impacto é de 28%. No mercado de soja, o aumento do custo de transporte coloca em risco o uso de fertilizantes. Com menos fertilizantes, é possível que a produtividade caia e o desempenho seja prejudicado. A essa altura do ano, o produtor já teria comercializado parte de sua safra para travar o preço futuro e reduzir seus riscos de produção.

No entanto, por causa da indefinição do custo de transporte, as vendas no mercado futuro correspondem hoje a 20% do que havia sido comercializado no início de setembro do ano passado. O maior prejuízo é suportado pela sociedade, por causa do aumento do preço dos alimentos. Antes do reajuste, a entidade já projetava, para fevereiro de 2019, uma inflação de 6,5%. 




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