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11.07.2018 | SAFRA - por Mauro Zafalon/Folha

Estoque de arroz cai, preço sobe e cereal terá impacto na inflação

Conab estima volume de sobra de safra de apenas 321 mil toneladas, suficiente para dez dias

imagem Prato com lombo, feijão tropeiro, arroz e mandioca frita Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Os dados da produção brasileira de grãos, divulgados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) nesta terça-feira (10), não trouxeram grandes novidades.

Uma informação, porém, preocupa. Os estoques finais de arroz vão recuar para apenas 321 mil toneladas. Se esse dado se confirmar, o país terminará o ano-safra com arroz suficiente para apenas dez dias.

Colheita de soja em Mato Grosso do Sul; produção de máquinas agrícolas cresce 25%, mas ainda está distante do pico /Marcelo Justo/Folhapress

As consequências serão preços elevados para o cereal neste segundo semestre, uma vez que a demanda está aquecida. A alta do arroz vai bater na inflação.

Vlamir Brandalizze, especialista no setor de arroz, diz que realmente o cenário para o cereal será de aperto neste ano. Ele descarta, no entanto, que o país termine a safra com volume tão baixo de estoques. “Deve ficar próximo de 500 mil toneladas.”Nesse caso, estaria garantido o abastecimento de duas semanas.

Segundo o analista, em razão da crise econômica e da maior competitividade do arroz em relação aos outros alimentos, haverá um aumento de preços do cereal neste segundo semestre.
O abastecimento interno ficará ainda mais restrito porque a desvalorização cambial dificulta as importações e facilita as exportações. O país já exportou 600 mil toneladas de arroz neste ano e deverá colocar no mercado externo outras 200 mil nas próximas semanas. Brandalizze acredita que as vendas externas desta safra superem o volume estimado pela Conab de 1,2 milhão de toneladas.

As indústrias já reagem a essa previsão de estoque baixo neste semestre e antecipam as compras. Com isso, a saca do arroz gaúcho em casca vai de R$ 41 a R$ 45. O produto para pagamento a prazo subiu para R$ 46 a R$ 48.

Brandalizze diz que, após quatro anos de dificuldades, este será um período de recuperação para os produtores. Ele acredita que a saca possa atingir os R$ 50, elevando em 50% o custo do arroz nos supermercados para os consumidores.

O preço interno elevado, mesmo com a pressão do dólar, poderá abrir as portas para a importação, inibindo novas altas no mercado brasileiro.

Os números da Conab para o arroz são: produção de 11,8 milhões de toneladas, consumo de 12 milhões, importação de 1 milhão e exportação de 1,2 milhão.

Na avaliação de Brandalizze, os dados de produção podem estar um pouco acima da realidade, enquanto os de importação devem ser maiores do que os projetados pela Conab.

A safra total de grãos projetada pelo órgão governamental é de 228,5 milhões de toneladas em 2017/18, 3,9% menos do que em 2016/17. Arroz, feijão e milho estão entre os produtos que apresentam quedas na produção. Já soja e algodão terão aumentos.




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comentários (3)

11/07/2018 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
E tem Produtor que vendeu arroz a menos de R$ 35,00 o saco a 4 meses atras.....Aquele velho ditado ainda vale...'Quem espera, sempre alcança'...
12/07/2018 - SILVIO SOUZA (Triunfo - RS)
Pobre do produtor que usa dinheiro de banco, compras a prazo-safra ou pegam empréstimo de engenhos-agiotas e que já liquidaram a R$ 31 até 33,00/sc.! Que frustração quando leem uma noticia destas!
Definitivamente, só continuarei com arroz onde não puder trocar por soja !
13/07/2018 - volmar ltda (Santo Ângelo - RS)
Agora que 90% do arroz em casca está nas maõs da industria, o produto começa a subir. Especulação? Alta do dolar?Estoques baixos? Quanto mudança em apenas um ano. Em 2017 foi um ano de grandes perdas tanto para engenhos, que compraram e estocaram arroz na safra a 42 e viram o preço despencar devido a importação, como para agricultores que obviamente venderam muito abaixo do custo. Vai entender este Brasil, é oito ou oitenta...fica complicado produzir com tanta INSTABILIDADE.

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