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15.05.2018 | PREçO AO CONSUMIDOR - por Dieese

Em abril, custo da cesta básica diminui em 16 capitais

Preço do arroz subiu em 12 capitais de estados brasileiros em abril

imagem Preços em alta nas gôndolas Foto: Divulgação

O custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 16 capitais, segundo os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As reduções mais expressivas foram registradas em João Pessoa (-4,02%), Recife (-2,73%) e Fortaleza (-2,58%). As maiores altas ocorreram em Goiânia (1,49%), Salvador (0,79%), Aracaju (0,77%) e Manaus (0,66%).

A cesta mais cara foi a do Rio de Janeiro (R$ 440,06), seguida por São Paulo (R$ 434,80), Porto Alegre (R$ 430,29) e Florianópolis (R$ 426,73).  Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 325,42) e Recife (R$ 333,11).

Em 12 meses, entre abril de 2017 e 2018, os preços médios da cesta caíram em todas as cidades, com destaque para João Pessoa (-12,22%), Salvador (-11,24%) e Fortaleza (-10,42%). Nos quatro primeiros meses de 2018, todas as capitais mostraram elevação acumulada, com variações entre 0,29%, em Recife, e 6,39%, em Vitória.

Com base na cesta mais cara, que, em abril, foi a do Rio de Janeiro, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em abril de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.696,95, ou 3,88 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em março, tinha sido estimado em R$ 3.706,44, ou 3,89 vezes o piso mínimo do país. Em abril de 2017, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.899,66, ou 4,16 vezes o salário mínimo nacional daquele ano, correspondente a R$ 937,00.

O decreto lei 399 de 30 de abril de 1938 estipula as quantidades da cesta e diferencia as quantidades e produtos por grupos de região, conforme a metodologia da cesta, disponível em

https://www.dieese.org.br/metodologia/metodologiaCestaBasica 2016.pdf

Cesta básica x salário mínimo

Em abril de 2018, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 87 horas e 21 minutos. Em março de 2018, a jornada necessária ficou em 88 horas e 07 minutos. Em abril de 2017, o tempo necessário era de 93 horas e 17 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em abril, 43,16% do salário mínimo líquido para adquirir os mesmos produtos que, em março, demandavam 43,54% e, em abril de 2017, 46,09%.

Comportamento dos preços

Entre março e abril de 2018, caíram os preços do açúcar, tomate e óleo de soja. Já os preços do leite integral e do arroz mostraram tendência de alta na maior parte das cidades. Entre março e abril, o valor do quilo do açúcar refinado caiu em 16 cidades e aumentou em Belém (0,71%), Vitória (1,25%), Manaus (1,41%) e Goiânia (4,70%). As quedas variaram entre -11,45%, no Rio de Janeiro, e -0,50%, em Salvador. Em 12 meses, o valor do açúcar apresentou taxas negativas em todas as capitais, com destaque para Goiânia (-39,06%), Salvador (-34,53%) e Vitória (-33,06%). Apesar da pressão dos usineiros para elevar o preço do produto, no varejo, o valor segue em queda na maior parte das capitais.

O preço do tomate diminuiu em 15 capitais em abril. As quedas oscilaram entre -25,84%, em João Pessoa, e -2,92%, em São Paulo. As altas foram anotadas em Belo Horizonte (1,06%), Rio de Janeiro (4,43%), Goiânia (4,60%), Salvador (7,81%) e Florianópolis (9,49%). Em 12 meses, o valor caiu em 16 capitais, com destaque para João Pessoa (-29,48%), Salvador (-28,91%), Recife (-28,08%) e Natal (-25,90%). A maior taxa acumulada foi a de Manaus (9,54%). A entrada no atacado dos frutos colhidos nas safras de verão e inverno elevou a quantidade ofertada do produto e, apesar da baixa qualidade, fez diminuir o preço médio no varejo.

O preço do óleo de soja diminuiu em 15 capitais, entre março e abril. O valor ficou estável em Goiânia e Manaus e aumentou em Curitiba (0,53%), Recife (1,04%) e Belém (5,41%). As quedas oscilaram entre -2,07%, em Florianópolis, e -0,27%, em João Pessoa. Em 12 meses, o produto apresentou taxa negativa em todas as cidades, em especial em Goiânia (-24,79%), Aracaju (-19,91%) e Belém (-19,91%). Apesar da elevação das exportações de óleo, internamente, a demanda seguiu baixa, o que reduziu os preços no varejo.

O valor do litro de leite aumentou em 18 cidades, com altas entre 0,71%, em Belém, e 8,12%, em Belo Horizonte. As quedas foram verificadas em Fortaleza (-0,80%) e Salvador (-0,29%). Em 12 meses, quase todas as cidades acumularam redução nas taxas, que variaram entre -19,33%, em Goiânia, e -1,17%, em Campo Grande. Houve elevação apenas em Curitiba (0,29%). A menor oferta de leite no campo elevou o preço dos derivados no varejo.

O preço do quilo do arroz aumentou em 12 capitais, entre março e abril, com taxas entre 0,37%, em Fortaleza, e 2,78%, em Brasília. As quedas mais expressivas ocorreram em Natal (-3,84%) e São Paulo (-3,12%). Em 12 meses, houve redução de preços em todas as cidades, com taxas entre -21,49%, em Belém, e -2,91%, em Aracaju. A disponibilidade de arroz esteve baixa, devido à retração da produção, e a demanda das indústrias pelo grão seguiu firme, o que provocou alta nos preços pagos ao produtor.

São Paulo

A cesta de alimentos básicos custou R$ 434,80 na cidade de São Paulo, em abril, com redução de -0,69% em relação a março. O município apresentou o segundo maior valor para o conjunto básico de alimentos entre os 20 pesquisados pelo DIEESE. Em 12 meses, a variação anual foi de -2,57% e, nos quatro primeiros meses de 2018, de 2,46%.

Entre março e abril de 2018, houve diminuição no valor médio de nove produtos: açúcar refinado (-4,20%), café em pó (-3,48%), arroz agulhinha (-3,12%), tomate (-2,92%), farinha de trigo (-1,37%), carne bovina de primeira (-1,26%), banana (-0,98%), óleo de soja (-0,88%) e pão francês (-0,35%). Os aumentos foram registrados para feijão carioquinha (1,09%), batata (2,10%), manteiga (2,14%) e leite integral (3,40%).

Em 12 meses, três produtos tiveram alta acumulada: batata (5,59%), manteiga (13,85%) e pão francês (14,74%). Os demais apresentaram redução: açúcar refinado (-21,65%), feijão carioquinha (-20,17%), banana (-16,27%), óleo de soja (-11,32%), arroz agulhinha (-9,42%), farinha de trigo (-8,30%), tomate (-6,30%), leite integral (-3,69%), café em pó (-2,90%) e carne bovina de primeira (-2,33%).

O trabalhador paulistano cuja remuneração equivale ao salário mínimo precisou cumprir jornada de trabalho, em abril, de 100 horas e 16 minutos, ligeiramente menor do que em março, quando ficou em 100 horas e 58 minutos. Em abril de 2017, a jornada era de 104 horas e 47 minutos.

Em abril de 2018, o custo da cesta em São Paulo comprometeu 49,54% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em março, o percentual exigido era de 49,89% e, em abril de 2017, de 51,77%.




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