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11.04.2018 | ANáLISE DO MERCADO INTERNACIONAL - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Avanço da safra mantém preços do arroz travados

Pressão e expectativa de oferta, muito presas às CPRs, seguram reajustes que devem se consolidar ao longo do ano com o quadro de oferta e demanda bem mais justo e os menores estoques da década

imagem Preços estagnados na safra podem deslanchar no segundo semestre Foto: Robispierre Giuliani - Planeta Arroz

Mesmo com a Conab anunciando, nesta terça-feira, uma relação de oferta e demanda muito ajustada para a temporada, em apenas 420,6 mil toneladas, os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul mantiveram-se estáveis, variando nos últimos 10 dias entre R$ 34,00 e R$ 35,50 na maioria das praças.

O que está pesando no momento é a oferta. Em especial pela aceleração da colheita e a certeza da indústria de que haverá concentração das vendas e pagamentos de contratos de financiamento direto (CPRs, etc...). É neste sentido que se move a gangorra, a favor de quem recebe e contra quem oferta, neste momento. Movimento que, os fundamentos sinalizam, tendem a virar no segundo semestre.

Isso se for confirmada a previsão do quadro de oferta e demanda no decorrer do ano e os rizicultores tiverem fôlego para carregar o produto colhido até o segundo semestre (ou melhor, ao pico da entressafra). Sabe-se que serão poucos os afortunados que conseguirão superar a média dos custos de produção. Hoje, os preços médios do Rio Grande do Sul estão R$ 10,00 abaixo do custo indicado pelo Irga, de R$ 45,00.

No mercado gaúcho somente as variedades nobres têm alcançado melhores cotações, com avanços entre R$ 0,50 a R$ 1,00 dependendo da praça para produto acima de 63% de inteiros até ontem, dia 10 de abril.

As variedades Irga 417 e BR Irga 409 – com área mínima - chegam a R$ 40,00 (valor bruto), enquanto Inta Puitá, Inta Guri e BRS Pampa batem na casa dos R$ 38,00/R$ 39,00, dependendo da praça. Nota-se pequena diferença, em torno de R$ 1,00, de valorização na Zona Sul e Planície Costeira Interna – mais próximas do Porto de Rio Grande e grandes polos industriais – em relação às outras regiões. A exportação de 193 mil toneladas de arroz em março também explica em parte essa reação.

A Depressão Central mantém a tradição de operar com a média de cotações mais baixas (R$ 34,00 a R$ 35,00) inclusive para variedades nobres com mais de 64% de inteiros (R$ 37,00 a R$ 38,00).

As indústrias têm se mostrado recuadas, aguardando o acerto de contratos de financiamento (CPRs) em produto e cientes da concentração da oferta. A colheita gaúcha deve ultrapassar 50% da área esta semana e já começa a entrar nas lavouras afetadas por algum atraso no plantio, fatores que afetam os rendimentos e devem interferir na média final. São as lavouras que começam a pegar produtores menos capitalizados ou que tiveram mais problemas climáticos. O dimensionamento desta etapa da colheita é aguardado com expectativa por todos os elos da cadeia.

Os produtores que têm custeio oficial e trabalham com cultivo de soja na várzea (ou mesmo em coxilha) têm aproveitado as boas cotações e prêmios do momento para segurar o arroz e realizaram negócios por até R$ 83,00 a saca. Neste início de semana foi baixa a movimentação das indústrias, que têm adotado uma rotina de divulgar novas tabelas de preços – em geral sem alterações - apenas na tarde de terça ou na quarta-feira conforme o comportamento do mercado.

Do lado produtor, muita expectativa na recuperação das cotações no segundo semestre e esforço para segurar o máximo de produto para alcançar ao menos parcialmente uma remuneração capaz de equilibrar as contas da lavoura nesta temporada. Também há esperanças em novas movimentações intervencionistas do governo, que nesta segunda-feira descartou a liberação de Aquisições do Governo Federal (AGFs) face ao novo perfil do quadro de oferta e demanda.

O baixo interesse dos últimos leilões, em especial de Pepro, também gerou um “recuo estratégico” segundo as fontes oficiais. As próprias indústrias vinham reclamando da proximidade das operações e dos prazos para confirmar a venda pelo PEP. Pelo menos mais um deve ser anunciado em abril.

QUEDAS

Os preços do arroz caíram também nos estados centrais. No Mato Grosso a arrancada da colheita fez as cotações em Sinop e Sorriso caírem para referências de R$ 38,00 a R$ 39,00, em se tratando de grão com 55% acima de inteiros em sacas de 60 quilos. Em Gurupi, no Tocantins, apesar de uma quebra maior projetada pelo excesso de chuvas que vem atrasando e causando muitos danos à colheita, o valor médio da saca de arroz de 60 quilos, também acima de 55% de inteiros, é R$ 42,00, com queda na faixa de R$ 10,00 para o valor do mesmo período há um ano.

Em Santa Catarina as cotações travaram entre R$ 32,00 e R$ 34,00.

COTAÇÃO E CÂMBIO

O indicador de preços de arroz em casca Esalq/Senar-RS mostrou ligeira reação desde segunda-feira, batendo em R$ 35,59 – colocado na indústria – pela saca de 50 quilos (58x10). Acumula 1,39% de recuperação no mês.

Em dólar, pela cotação do dia (US$ 1,00=R$ 3,41), ainda uma das maiores desde 2016, a equivalência caiu para US$ 10,44, o que mantém o Brasil competitivo no exterior enquanto derruba a competitividade dos países do Mercosul no mercado doméstico.

As turbulências políticas do país, em ano eleitoral e sob a judicialização de mandatos e candidaturas, segue contaminando o ambiente econômico. A projeção de um crescimento do PIB anual menor do que inicialmente previsto, também manteve reflexo sobre o câmbio.

SAFRA

Nesta terça-feira a Conab anunciou o 7º Levantamento da Safra de Grãos 2017/18 e as projeções do quadro de oferta e demanda para o ano comercial 2018/19 do arroz. Houve mínima correção de 106 mil toneladas para maior no volume de colheita diante do levantamento de março de 11,278 milhões de toneladas para 11,384 milhões de toneladas. No entanto, em comparação com a temporada 2016/17, quando foram colhidas 12,33 milhões de toneladas, a pesquisa indica uma retração de -7,7%, quase um milhão de toneladas.

A redução se baseia na queda da produtividade em -6,1%, de 6.223 quilos por hectare para 5.841 kg/ha na temporada atual, e diminuição de -1,6% em área, de 1,98 para 1,95 milhão de hectares.

OFERTA E DEMANDA

O quadro de oferta e demanda publicado no 7º Levantamento da Safra de Grãos 2017/18, pela Conab, confirma a expectativa de ajustes. O ano comercial 2018/19, iniciado em 1º de março de 2018 e que se encerra em 28 de fevereiro de 2019 tende, portanto, a refletir uma valorização nos preços do grão na entressafra, na medida em que escassear a oferta no mercado doméstico. Mantida a atual variável cambial, os estoques podem ser ainda menores.

O estudo oficial projeta a redução de 28,4%, ou 166,6 mil toneladas, no estoque final desta temporada. São 420,6 mil toneladas de arroz, contra a estimativa de março passado de que sobrariam ao final deste ciclo 587,2 mil toneladas. Se confirmado, será o menor carry over da década, inferior até ao estoque final de 2015/16, quando os preços chegaram acima de R$ 50,00 por saca. Muita água está para correr por debaixo da ponte até lá, mas os números de hoje geram grande expectativa entre os agricultores.

Consolidadas as informações da balança comercial superavitária em 2017/18 e o aumento do consumo para 12 milhões de toneladas, a Conab estima que o Brasil totalizará suprimento de 13,402 milhões de toneladas de arroz para fazer frente a uma demanda de 13 milhões, somando exportações e consumo humano, animal e para sementes. Preocupa o fato de a valorização não alcançar aos produtores que serão obrigados a vender o produto ou usá-los na quitação de contratos de financiamento privado.

A expectativa é de que o avanço da colheita siga impedindo uma evolução significativa dos preços nas próximas semanas.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios do arroz em casca (50kg – 58x10) no Rio Grande do Sul em R$ 35,20 e de R$ 73,00 para a saca do produto beneficiado (branco, Tipo 1), sem ICMS, em 60 quilos. O mercado de quebrados segue muito demandado para exportações, elevando a cotação do canjicão para R$ 52,50 em sacas de 60 quilos, com variação de 2,94% nos últimos 10 dias. A quirera, também em 60 quilos, se manteve estável nos R$ 43,00 com boa demanda. O farelo de arroz manteve-se também a R$ 380,00 por tonelada (FOB).

PREÇO AO CONSUMIDOR

Não houve alteração substancial nos preços no varejo nos primeiros 10 dias de abril, registrando-se a tendência natural de menor volume de ofertas por parte dos varejistas em função das tradicionais compras de virada/início de mês e o pagamento dos salários até o quinto dia útil. A expectativa é de um maior volume de ofertas nas grandes redes varejistas a partir do próximo final de semana.




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comentários (1)

16/04/2018 - Jean Ferrucci (Uruguaiana - RS)
Fico imaginando como se consegue comprar dois sacos de arroz em casca a R$35,20 que seria igual a R$ 70,40 e beneficia-lo para obter 1 saca de arroz branco polido tipo 1 com o valor de R$ 73,00

só pode ser mágica....

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