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06.11.2017 | PLANETA NEWS - por CLEITON EVANDRO DOS SANTOS

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No radar

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embrapa elaboraram, pela primeira vez em conjunto, uma lista com as 20 pragas quarentenárias ausentes prioritárias para ações de vigilância e pesquisa que ameaçam diversas culturas no Brasil, entre elas a agressiva Xanthomonas oryzae. Trata-se de uma bactéria que causa a queima bacteriana do arroz ou a murcha denominada “kresek” em plântulas. Foi relatada no Japão em 1922 e se dispersou por toda Ásia, Oceania, parte da África, América Central e do Norte e Rússia. Na América do Sul ocorre no Equador, Colômbia, Bolívia e Venezuela. Seu potencial de introdução em áreas indenes ocorre por sementes, solos e água contaminados e plantas selvagens. É uma ameaça ao Brasil, pois se adapta às áreas de cultivo com temperaturas e umidade elevadas em diferentes biomas.

Peso leve
O Rio Grande do Sul reduziu a alíquota do ICMS da farinha de arroz para 7% e a incluiu na cesta básica de alimentos. O produto tinha incidência de 18% do tributo. Além de estimular o consumo em apoio à orizicultura, a medida beneficia a população intolerante ao glúten que considerava o produto caro. A perda anual em arrecadação chega a R$ 500 mil, mas o Estado crê na compensação por aumento do consumo. A meta agora é incluir a farinha de arroz na merenda escolar das redes públicas estadual e municipal. 2 milhões de brasileiros sofrem da doença celíaca, que causa inflamação grave do intestino. Parte deles nem sabe.

Antidiabético

Cientistas estadunidenses publicaram no Journal of Agricultural and Food Chemistry estudo indicando ter encontrado um composto antidiabético no extrato de farelos de arroz marrom, roxo e vermelho. O cientista Stephen Boue registra a análise dos efeitos de extratos de farelo de arroz em duas enzimas digestivas, α-amilase e α-glucosidase, e na captação de glicose em células de gordura. A absorção de glicose quase triplicou em células expostas aos extratos de arroz vermelho e mais do que duplicou no caso do arroz roxo. Compostos fenólicos “ligam” as enzimas às células e ampliam a absorção, e por serem naturais não apresentam os efeitos colaterais dos medicamentos. Realizada em ratos, agora a pesquisa será aplicada em humanos. A diabetes alcança 422 milhões de pessoas no mundo todo e pode causar cegueira, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, insuficiência renal e danos ao sistema nervoso central, até o óbito.


Chapa quente
Níveis crescentes de dióxido de carbono na atmosfera, associados ao aquecimento global, reduzirão a quantidade de proteínas em cultivos de arroz e trigo, deixando populações vulneráveis em risco de atraso no crescimento e morte precoce, diz estudo de pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos EUA. Eles estimam que em 2050 as concentrações de CO2 reduzirão os teores de proteína da cevada em 14,6%, do arroz em 7,6%, do trigo em 7,8% e das batatas em 6,4%. 18 países globais perderão mais de 5% das proteínas alimentares. As áreas mais afetadas serão a África Subsaariana e o sul da Ásia. A Índia pode perder 5,3% das proteínas de uma dieta padrão. As soluções podem incluir corte de emissões de carbono, apoio a dietas diversificadas, enriquecimento do conteúdo nutricional de cultivos básicos e criação de cultivos menos sensíveis aos efeitos nocivos do CO2.

Salgado 

 

A China comemora a descoberta de tecnologias que possibilitaram a colheita de arroz híbrido plantado em áreas litorâneas e irrigado com água salgada diluída do Mar Amarelo por equipe liderada pelo ícone da pesquisa agrícola no país Yuan Longping, com 87 anos, conhecido como o pai do arroz híbrido. Com 1 milhão de quilômetros quadrados de terras não agricultáveis por causa dos altos níveis alcalinos e salinos dos solos, a China agora espera ampliar em 50 milhões de toneladas a sua produção anual, suficiente para atender a mais de 200 milhões de pessoas, o equivalente à população do Brasil. A área experimental, na região litorânea de Shandong, produziu entre 6,5 e 9,5 toneladas por hectare. A meta era 4,5 toneladas por hectare. O sabor agradou aos chineses. O lote referente à pesquisa foi vendido para consumo numa ação especial e obteve preço oito vezes maior do que o arroz “comum” no mercado local (€ 6,40) em venda pela internet. Foram vendidas 6 toneladas.


Gigantes de palha



Em 2006, a comunidade da cidade de Niigata, no norte do Japão, procurou a Universidade de Arte Musashino em busca de orientação sobre o aproveitamento artístico da abundante oferta de palha de arroz (wara) no município. A interação deu tão certo que surgiu um festival de esculturas em palha de arroz. Em outubro de 2017, os moradores realizaram o 10º Wara Art Festival no parque central da cidade, promovido pela Prefeitura. A novidade foi o maior número de esculturas e o tamanho, que chegou ao dobro do usual. As esculturas ficaram em exibição até 31 de outubro de 2017 e impressionam não apenas pela engenharia empregada e tamanho, mas pela riqueza dos detalhes. Depois de destruídas as esculturas, a palha é aproveitada como adubo, incorporada aos solos, ou como matéria-prima para peças de artesanato local.

Concorrência
A Guiana encontrou no arroz um produto capaz de alavancar a produção e as exportações agrícolas. Além de embarcar 20 mil toneladas por ano ao Brasil, se torna fornecedor importante ao Caribe. Em setembro, o pequeno país sul-americano fez a primeira exportação de arroz beneficiado para Cuba em 18 anos. Foram 7,5 mil toneladas. A produção de arroz em casca na primeira safra de 2017 foi registrada em 518.667 toneladas métricas na Guiana. Prevê-se que a produção local de arroz aumentará 1,3%. Em julho, o país vizinho realizou sua primeira exportação para o México, meta que o Brasil tem por objetivo há quatro anos, mas ainda não conseguiu alcançar.

On-line
O Instituto Internacional de Pesquisas em Arroz (Irri), sediado em Los Baños, nas Filipinas, lançou um e-book que aborda a biologia e práticas de manejo selecionadas para as 80 principais doenças em arroz que ocorrem no mundo. A publicação foi desenvolvida por 23 dos principais cientistas mundiais e teve participação conjunta do Centro Internacional de Agricultura Tropical (Ciat) e do Centro de Pesquisas de Arroz da África. Foi financiada pela Global Rice Science Partnership (GRiSP) em programa do Conselho de Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR) sobre Arroz. O conteúdo pode ser baixado em PDF no link http://rice-diseases.irri.org.

Gigante


A Academia Chinesa de Ciências anunciou uma cultivar de arroz gigante, com altura de até 2,2 metros e média de 11,5 toneladas por hectare, em campo experimental na província de Hunan. A pesquisadora Xia Xinjie afirma que o rendimento médio é 50% maior que a média das cultivares híbridas da região. Para desenvolver a cultivar foram utilizadas tecnologias como a indução de mutações e hibridação entre diferentes tipos de linhas comerciais e arroz selvagem. A arquitetura foi fortalecida para sustentar o peso das plantas e grãos sem acamamento. A expectativa é de que para a safra 2019/20 as variedades cheguem às lavouras. A China projeta que até 2030 cada hectare de arroz terá que produzir mais 60% para alimentar 43 pessoas. Hoje, produz o suficiente para 27.

Valor agregado


I Enquanto um quilo de arroz chega a ser comercializado abaixo de R$ 2,00 no Brasil, e variedades especiais alcançam um máximo de R$ 32,00 (menos de 10 dólares), os japoneses estão faturando mundo afora com um produto que varia entre 109 e 140 dólares por quilo. Na verdade, não se trata de um arroz, mas de uma mistura composta por cinco tipos diferentes de grãos básicos japoneses chamada Kimmemai Premium, listada no Guinness World Records no ano passado como o arroz mais caro do mundo. A mistura combina grãos produzidos em regiões japonesas como Gunma, Nagano e Niigata. Ela é oferecida em duas versões: branco e integral (marrom).

II O arroz branco é identificado como diferencial de aparência, digestibilidade e tempo de cozimento rápido, mas com sabor complexo de manteiga, nozes e uma textura úmida e cremosa. O integral ainda acrescenta nas qualidades “maciez e tempo de cozimento menores que outros integrais”. Ambos os produtos são divulgados como superiores em sabor, doçura e valor nutricional e contêm seis vezes mais lipopolissacarídeos – endotoxinas que atuam como impulsionadoras naturais para o sistema imunológico do corpo humano. O produto é patenteado pela Toyo Rice e ricamente embalado e no Brasil pode ser encontrado apenas em supermercados mais sofisticados de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Edição 64

publicado na edição

Edição 64
Novembro de 2017

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