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14.02.2018 | CLIMA - por Jossana Cera

Chuvas ainda serão irregulares até o final do verão

imagem Mapa do desvio de precipitação acumulada Foto: Reprodução

Condições ocorridas
Janeiro ficou marcado pela irregularidade das chuvas, tanto espacialmente quanto temporalmente. No mapa (Imagem1D), nota-se claramente que choveu um pouco acima da média em áreas do Sul, Oeste e Nordeste e muito acima no Noroeste do Rio Grande do Sul. Em Cruz Alta, por exemplo, choveu três vezes mais que a média para janeiro (a normal climatológica para janeiro na região é de 120 mm).

Outro fator que não é muito bom para as culturas de sequeiro, como soja e milho, é que essas chuvas ocorreram, em média, entre os dias 15 e 25, ou seja, os outros 20 dias do mês foram secos, com temperaturas altas e umidade relativa do ar baixa. Esses três fatores fazem aumentar a evapotranspiração das lavouras, levando-as a sofrer por deficiência hídrica e, consequente, redução na produtividade.

Analisando os quatro mapas, observa-se que a região que tem somado a maior deficiência hídrica é a que compreende parte da Campanha e da Planície Costeira Interna. Essas duas regiões possuem municípios que decretaram situação de emergência por conta da estiagem.

Condição oceânica atual e prevista

O Oceano Pacífico Equatorial Central continua com anomalias negativas, porém com intensidade menor que em dezembro, sugerindo assim, que o resfriamento já atingiu o seu pico máximo (Imagem 2). Agora, a tendência é que as águas entrem em normalidade novamente, já que abaixo da superfície as águas estão em uma condição muito próxima da normalidade (lembrando que as águas subsuperficiais sobem até a superfície).

Portanto, a tendência no decorrer de fevereiro é que a temperatura das águas em superfície aqueça gradativamente.

O retângulo na Imagem 2 mostra a região do Niño3.4, região que os centros internacionais utilizam para calcular o Índice Niño (índice que define eventos de El Niño e La Niña), onde se observa uma grande área com anomalias negativas de temperatura, característica clássica de eventos La Niña. A área marcada pelo círculo, no Oceano Atlântico Sul, mostra que a região está com temperaturas dentro a acima do normal (Imagem 2). O aquecimento/resfriamento no Oceano Atlântico Sul pode favorecer/desfavorecer a precipitação no Rio Grande do Sul, principalmente na Metade Leste do estado, devido ao maior aporte de umidade na região.



Previsão para a precipitação

As previsões do IRI (International Research Institute for Climate and Society, da Universidade de Columbia-EUA) apontam entre 60 e 85% de probabilidade para a configuração da La Niña até o final do verão. Com isso, a maioria dos modelos preveem que a precipitação continuará abaixo do normal, principalmente nas áreas da Fronteira Oeste, Campanha e Zona Sul, sobretudo no mês de fevereiro.
Os modelos indicam anomalias negativas de precipitação para os próximos meses (Imagem 3). Ressalta-se que as chuvas ocorrerão, porém ainda serão mal distribuídas.



Atenção para as temperaturas mínimas
Mesmo que o resfriamento no Pacífico diminua, a atmosfera ainda o “sentirá” por 2 ou 3 meses, ou seja, a atmosfera entende esse resfriamento como La Niña e isso nos coloca em sinal de atenção para eventos com temperatura baixa no mês de fevereiro, como ocorreu nesta terça-feira, dia 13/2/2018. Também se alerta para a tendência de que os sistemas frontais, com massas de ar frio na sua retaguarda, ingressem mais cedo neste ano.

Impactos nas lavouras da Metade Sul do RS

Como mencionado no primeiro tópico, a alta evapotranspiração dos últimos dias tem prejudicado muitas lavouras de soja da Metade Sul do Estado. A região que compreende os municípios de Cristal, Camaquã, Hulha Negra, Bagé, entre outros, estão entre os mais atingidos pela falta de chuvas.

No restante do Estado, grande parte das lavouras de soja está entre o florescimento e enchimento de grãos (período crítico da cultura) e necessitam de chuvas regulares.
Para o arroz há duas situações: a das áreas que estão com os reservatórios em nível baixo e que ainda necessitam de irrigação. Já aquelas áreas que possuem irrigação suficiente até o final do ciclo necessitam apenas de bons índices de radiação solar para alcançar boas produtividades.

Jossana Cera é meteorologista, doutora em Engenharia Agrícola pela UFSM e consultora do Irga




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