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06.11.2017 | ARTIGO

Qual é a perda de produtividade de arroz irrigado pelo atraso da entrada de água na lavoura?

 Os estudos de lacunas de produtividade permitem identificar fatores de manejo que limitam o aumento de rendimento da lavoura de arroz e direcionar novas linhas de pesquisa para instituições e universidades. Esta abordagem motivou a criação do projeto Global Yield Gap Atlas (Gyga), esforço mundial para levantar a lacuna de produtividade de culturas no planeta.
No Brasil, nas terras baixas onde se cultiva arroz irrigado, foi investigada a perda de produtividade em 158 lavouras em dois anos (2015/16 e 2016/17) no Rio Grande do Sul, o maior produtor brasileiro, respondendo por 70% da produção do grão.

Foram analisadas a época de entrada de água e a aplicação de nitrogênio (N) nas lavouras, que pela recomendação deve ser fracionada acima de 100 kg/ha, sendo a primeira aplicação até o início do perfilhamento, quando o arroz está com duas a três folhas (V2). A aplicação nesta fase é importante: é quando se define o primeiro componente de produtividade, número de panículas/m². O uso do nitrogênio será eficiente se a água entrar logo após a aplicação, caso contrário, se perde por volatilização.

A equipe SimulArroz, da UFSM, em parceria com o Irga, lidera projeto de lacunas de produtividade no estado desde 2015 com o objetivo de entender quais são os principais fatores de manejo que estão limitando as lavouras a aumentar as produtividades médias. No estudo foi identificada perda na produtividade à medida que atrasou a entrada de água do período ideal (V2), que em nível de RS foi de -50 kg/ha/dia (figura 1A).

Além disso, foi analisada a perda de produtividade para lavouras que apresentaram altas, médias e baixas produtividades (figuras 1B, 1C e 1D) e observado que para todos os casos houve mesma tendência, tendo maior magnitude nas lavouras com alta produtividade (perda de - 60 kg/ha/dia). Quanto mais intensivo for o sistema de produção, mais cuidados com o manejo, uma vez que as perdas serão mais significativas.

Nas lavouras com médias e baixas produtividades também foram verificadas reduções na medida que atrasou a água. Nestes casos, as perdas não foram elevadas(- 43 e - 41 kg/ha/dia, respectivamente) comparadas com as lavouras mais produtivas (-60 kg/ha/dia). Nestes casos, o que limita o rendimento em 8.930 e 7 mil quilos por hectare não é só o atraso da entrada de água, mas fatores de manejo, como época de semeadura, escolha de cultivar e plantas daninhas.

Figura 1 – Perda de produtividade de grãos a partir de V2 (duas folhas) com o atraso da entrada de água em 158 lavouras de arroz irrigado no Rio Grande do Sul
O painel A é a perda média no estado (-50 kg/ha/dia). B é perda média nas lavouras com altos rendimentos ou FP (faixa de produtividade) alta (- 60 kg/ha/dia). C é perda nas lavouras com médias produtividades ou FP média (- 43 kg/ha/dia). D é perda nas lavouras com baixas produtividades ou FP baixa (- 41 kg/ha/dia). Os dados de manejo foram coletados em seis regiões orizícolas por extensionistas do Irga em 2015/16 e 2016/17. O N representa o número de lavouras avaliadas.


ALENCAR JUNIOR ZANON
PROFESSOR DO CURSO DE AGRONOMIA DA UFSM – EQUIPE SIMULARROZ
GIOVANA GHISLENI RIBAS
ALUNA DE DOUTORADO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA DA UFSM – EQUIPE SIMULARROZ

Edição 64

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Edição 64
Novembro de 2017

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