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06.11.2017 | SAFRA

O salto do Norte

Agricultores e técnicos se unem para impor qualidade ao arroz do Tocantins

 O estado do Tocantins se tornou o terceiro maior produtor brasileiro de arroz e motor da cultura no Norte do país. Poderá alcançar 138,7 mil hectares plantados no ciclo 2017/18 com aumento de 4,8% em área e 1,3% em produção, para 685,3 mil toneladas, apesar da queda de 2,6% em produtividade: 4.981 quilos por hectare.

O rendimento não é maior por dois fatores: 30 mil hectares são de arroz sequeiro ou de terras altas, com produtividade perto de 2 toneladas por hectare, e no irrigado o rendimento médio não chega a 6 toneladas, pois boa parte da lavoura usa cultivares gaúchas e catarinenses não adaptadas ao clima, pelo solo e pela pressão de doenças e pragas da zona tropical.

Após uma década crescendo com tais limitações, os agricultores resolveram criar a Associação dos Produtores do Sudoeste do Tocantins (Aproest) e adotar planejamento estratégico capaz de elevar produtividade e qualidade do arroz. Em termos de mercado, têm grande possibilidade de crescer de forma sustentada: abastecem o próprio estado mais Goiás, Distrito Federal e parte do Pará, Mato Grosso, Bahia, Maranhão e Piauí.

“Não faz sentido estarmos a 400 quilômetros de grandes polos consumidores e passarem carretas carregadas de arroz do Sul para abastecê-los”, considera Victor Rodrigues da Costa, presidente da Aproest e agricultor em Aparecida de Goiânia.

Entre os limitantes está a pressão de doenças no arroz, grande a ponto de em duas safras quebrar a resistência da cultivar Irga 424 RI à brusone, que chegou a exigir em 2016/17 até nove aplicações de fungicidas. Isso elevou demais o custo de variedade que batia em 90% da área. “É uma realidade diferente. Por isso é preciso o desenvolvimento de cultivares adaptadas à realidade da região”, avalia Daniel Fragoso, pesquisador que coordena o núcleo regional da Embrapa Arroz e Feijão e comanda a transferência pública de tecnologias e pesquisas.

Cláudio Berni, arrozeiro gaúcho há anos instalado em Formoso do Araguaia produzindo arroz e sementes de soja em rotação, enfatiza o crescimento da região graças à cultura. “Nos organizamos para dar suporte não só para pesquisa, produção local de sementes de arroz para cultivares adaptadas e ações em parceria com a iniciativa privada e o poder público por melhorias na infraestrutura regional, mas para que a região cresça em indicadores sociais, econômicos, culturais e ambientais”, avisa.

Assim, foi criado um processo de capacitação continuada em que multiplicadores da assistência técnica e extensão rural têm contato com as principais inovações tecnológicas da cultura do Tocantins e mantêm um grupo permanente de troca de informações. Daniel Fragoso destaca que a capacitação é realizada de modo que os multiplicadores possam melhorar a qualidade da assistência técnica prestada aos rizicultores. A ideia é formar um grupo permanente de pesquisadores e técnicos multiplicadores com encontros temáticos anuais para discutir as ações implantadas e demandas de pesquisa. “Um grupo forte para proporcionar intervenções no jeito de cultivar arroz no Tocantins, sempre buscando a sustentabilidade”, acrescenta Fragoso.

Paralelamente, a Embrapa reforçou sua equipe na região e está lançando, isoladamente ou com a Universidade do Tocantins (Unitis), novas cultivares desenvolvidas no estado. Entre as novidades estão a BRS Catiana, que deve ser a mais cultivada em 2017/18, a Pampeira Tropical, a BRSA 501 e a 702 CL.

Metas da Aproest

* Parceria público-privada pela perenização dos rios para a agricultura irrigada por meio da construção de barragens
* Com o poder público, fazer a manutenção de estradas e pavimentação das rodovias estaduais
* Buscar junto ao Estado isenção do ICMS da energia elétrica utilizada nas bombas de irrigação
* Viabilizar uma escola agrotécnica e a Feira do Agronegócio da Região Sudoeste do Tocantins
* Desenvolver cultivares adaptadas à região e tecnologias de manejo que deem melhores respostas à orizicultura tropical
*  Desenvolver, com órgãos públicos afins, projetos de melhoria do atendimento nas áreas de saúde e segurança da região
* Atuar fortemente em projetos sociais e ambientais

Fonte: Aproest

Edição 64

publicado na edição

Edição 64
Novembro de 2017

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