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14.02.2018 | ANãLISE DO MERCADO MUNDIAL DE ARROZ - por Patricio Méndez del Villar

Forte alta nos preços mundiais do arroz

Informativo mensal elaborado por Patricio Méndez del Villar, pesquisador do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD) da França

Em janeiro, os preços mundiais marcaram fortes altas, valorizando em média 6%. É o nível mais alto desde agosto de 2014. A demanda de importação do Sudeste Asiático, especialmente da Indonésia, tem sido particularmente ativa, contribuindo assim para a firmeza dos preços em todos os mercados de exportação.

Na Tailândia, os preços foram estimulados também pela nova revalorização do bath frente ao dólar. Nos Estados Unidos, os preços subiram devido a abundantes vendas externas. A redução das reservas dos exportadores e o anúncio de novos contratos importantes de importação devem continuar pesando sobre os preços mundiais em 2018. Ainda assim, as perspectivas de redução do comercio mundial podem limitar as tendências altistas nos próximos meses.

Em todo caso, o comércio mundial deve se manter em um nível elevado a 46Mt, contra uma média de 44,5Mt nos últimos três anos. Em janeiro, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) subiu 8,5 pontos para 209,4 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 200,9 pontos em dezembro. É a alta mais forte desde junho de 2017. No início de fevereiro, o índice IPO marcava uma redução para 215 pontos em comparação ao máximo de 218 pontos no final de janeiro.

Produção mundial

 Segundo a FAO, a produção mundial em 2017 se estabeleceu em 756,3 milhões de toneladas de arroz em casca (501,9 Mt de arroz beneficiado), em ligeira alta em comparação a 2016. A redução da produção indiana e vietnamita foi apenas compensada pelo incremento da produção chinesa. Na Tailândia, a produção arrozeira subiu também graças a uma extensão das áreas semeadas, assim como na África, onde as colheitas continuam a melhorar no geral, sobretudo nas regiões ocidentais, aumentando 6% em 2017.

Já na África Austral, especialmente em Madagascar, secas e ciclones afetaram fortemente as culturas, provocando uma redução de 14% na produção de arroz. Na América do Norte, as colheitas baixaram 20% devido a uma redução nas áreas arrozeiras, enquanto na América Latina a produção aumentou devido às boas colheitas no Brasil, onde a produção subiu 16% em relação a 2016.

Comércio mundial

 Em 2017, o comércio mundial foi reavaliado em um nível recorde de 46,9 Mt, subindo 13% em relação a 2016. O incremento se concentrou na Ásia, onde os grandes países importadores têm buscado reconstituir suas reservas de arroz para limitar altas nos preços internos.

Na África, a demanda de importação deu finalmente um salto de 12% em 2017, especialmente nos principais países importadores da África ocidental, apesar dos objetivos de autossuficiência arrozeira e de limitação das importações. No resto do mundo, as importações se mantiveram estáveis graças a boas disponibilidades internas. Pelo lado da oferta, todos os exportadores viram suas vendas aumentarem, exceto o Paquistão. Segundo as últimas projeções, os intercâmbios em 2018 devem cair a 46Mt, tendo em conta a redução prevista das exportações tailandesas e indianas.

Os estoques mundiais de arroz terminando em 2017 subiram 0,8% para 168,4 Mt contra 167,1 Mt em 2016. O ligeiro incremento se deveu, principalmente, à reconstituição das reservas nos países importadores do Sudeste asiático. Por outro lado, os estoques nos países exportadores, sobretudo na Tailândia, baixaram drasticamente. As reservas dos exportadores se encontram no mais baixo nível desde 2010 e podem baixar novamente em 2018.

No entanto, a nível mundial, os estoques devem se estabelecer a 170,5 Mt, 1% mais que em 2017, equivalente a um terço do consumo mundial.

Cenário mundial

 Na Tailândia, os preços de exportação subiram em média 4% dentro de um mercado bastante animado. Em 2017, as exportações tailandesas progrediram 17% para 11,6 Mt contra 9,9 Mt em 2016. As vendas externas em janeiro haviam alcançado cerca de 1 Mt, alta de 20% em relação a janeiro de 2017. Em 2018, a associação dos exportadores tailandeses prevê uma redução de 15% das vendas externas em função de uma contração das disponibilidades exportáveis e uma diminuição da demanda mundial.

Em janeiro, o Tai 100%B foi cotado a US$ 419/t Fob contra $ 403 em dezembro. O Tai parboilizado aumentou também para $ 419 contra $ 409 anteriormente. O arroz quebrado A1 Super subiu por sua vez 2,7%, para $ 348 contra $ 339 em dezembro. No início de fevereiro, os preços acusavam uma ligeira contração devido à falta de novos contratos.

No Vietnã, os preços do arroz aumentaram 6% estimulados pela demanda indonésia e filipina. Em 2017, as exportações vietnamitas alcançaram 6,2 Mt, superando 24% em relação a 2016. Em janeiro, as vendas externas começaram bem o ano, alcançando 524.000 t contra 332.000 t em janeiro de 2017. O Viet 5% marcou $ 416/t contra $ 391 em dezembro. O Viet 25% também subiu para $ 390 contra $ 369 anteriormente. No início de fevereiro, os preços tendiam a declinar levemente.

Na Índia, os preços de exportação seguiram a tendência geral, se revalorizando em média 4%. Em 2017, a Índia foi novamente o primeiro exportador mundial, alcançando 12 Mt, alta de 22% em relação a 2016. Em 2018, a Índia espera manter sua liderança mundial, mas as projeções apontam por enquanto uma diminuição de 10% das ventas externas por causa de menores disponibilidades exportáveis. Em janeiro, o arroz indiano 5% foi cotado a $ 406/t contra $ 390 em dezembro. O arroz indiano 25% também subiu para $ 363 contra $ 350 anteriormente. No início de fevereiro, os preços continuavam firmes.

No Paquistão, os preços de exportação aumentaram entre 3 e 4%, também influenciados pela forte demanda asiática. As exportações paquistanesas, apesar de uma forte atividade durante o último trimestre de 2017, não conseguiram compensar o atraso em relação ao ano anterior. Em 2017, estas representaram 3,7 Mt contra 4,1 Mt em 2016, uma redução de 9%. Em janeiro, o Pak 5% foi cotado a $ 392/t contra $ 375 em dezembro. No início de fevereiro, os preços se mantinham estáveis.

Nos Estados Unidos, os preços de exportação subiram 2,5% dentro de um mercado bastante ativo. Em janeiro, as vendas externas progrediram significativamente para 315.000 t contra 190.000 t em dezembro. Em 2017, as exportações estadunidenses apontaram para 3,3 Mt, 3% superiores em relação a 2016. No início de 2018, o Haiti tem sido o principal cliente com 21% das vendas estadunidenses, seguido pelo Japão (16%) e México (15%). O preço indicativo do arroz Long Grain 2/4 foi cotado a $ 583/t contra $ 569 em dezembro. No início de fevereiro, o preço se mantinha estável em $ 585.

Na Bolsa de Chicago, os preços futuros do arroz em casca subiram também, marcando no final de janeiro uma média de $ 270/t contra $ 265 um mês antes. No início de fevereiro, os preços seguiam firmes a $ 275/t.

No Mercosul, os preços de exportação se mantiveram estáveis. Depois do incremento da produção em 2017, especialmente no Brasil, há incertezas sobre as colheitas que começarão nas próximas semanas por causa do mal tempo durante o período de plantio. A falta de água no Brasil reduziu também as áreas semeadas. Se estima, por ora, uma redução de 6% da produção em 2018. As exportações brasileiras em 2017 representaram 600.000 t, marcando uma diminuição de 7% em relação a 2016. Em janeiro, o preço indicativo do arroz em casca brasileiro subiu 1% para $ 229/t contra $ 227 em dezembro. No início de fevereiro, o preço tendia a baixar, marcando $ 220/t.

Na África subsaariana, os preços internos do arroz se mantêm estáveis graças a abastecimentos suficientes em arroz local e importado. As importações em 2017 finalmente deram um salto de 12% em relação a 2016. Quase 75% das importações adicionais foram realizadas na África ocidental, especialmente nos países que perseguem objetivos de autossuficiência em arroz a médio prazo. Em 2018, as perspectivas parecem ser, por enquanto, mais favoráveis, com uma possível diminuição de 2,5% nas importações de arroz.

A íntegra do informativo está em nossa área de downloads.




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