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09.02.2018 | SETORIAL - por Planeta Arroz

Hora de unir a cadeia produtiva

Entrevista com o presidente do Sindarroz Elio Coradini Filho

imagem Coradini Filho: reforma tributária, política de exportação e regramento do Mercosul Foto: Divulgação

Em meio à expectativa dos leilões de mecanismos de comercialização do governo federal, Planeta Arroz ouviu o presidente do Sindicato da Indústria do Arroz do Rio Grande do Sul (Sindarroz-RS) para colher a opinião da indústria. O setor defende não apenas o diálogo e a construção das políticas em cadeia, como nos casos da reforma tributária, política permanente de importações e até o regramento do Mercosul.


Planeta Arroz - Presidente Elio Coradini Filho, o senhor considera relevante neste momento a intervenção do governo federal com mecanismos de comercialização para o arroz?

Elio Coradini Filho - Não é apenas relevante. É fundamental!!! São as únicas ferramentas eficazes que temos no momento para possibilitar a retomada das exportações brasileiras em grande escala. Temos o desafio de retomar um mercado do qual estamos ausentes há algum tempo. Mas tenho confiança que nossa qualidade e seriedade irá restabelecer os laços comerciais.

Planeta Arroz - Qual a expectativa sobre os leilões e o mercado - neste novo cenário - com que trabalha o SIndarroz-RS?

Elio Coradini Filho - É muito difícil esterilizar tanto arroz em tão pouco tempo, mas como comentei não temos outra opção. A indústria gaúcha está comprometida e empenhada no escoamento deste excedente. Assim que o mercado perceber que temos a exportação como válvula de escape, teremos um piso estabelecido e a partir daí uma expectativa positiva para vislumbrarmos um preço digno.

Planeta Arroz - De que forma a indústria é atingida pelos preços baixos do grão e como as exportações podem ajudar este mercado e também as empresas?

Elio Coradini Filho - Como comentei antes: havendo um piso de referência, a guerra de preços arrefece e se estabelece uma referência. Além disto, se houver volumes de exportação, a ociosidade das indústrias diminui e evita a disputa comercial via preço. A necessidade das indústrias em manter seus volumes de negócios faz com que a competição seja muito voraz. Pois os custos são altos, subiram, há parcelas de investimento para serem pagas, e todos precisam vender e industrializar mais para viabilizar seus negócios. Assim a exportação é fundamental para atender a necessidade dos produtores e do segmento industrial.

Planeta Arroz – Soubemos que houve um diálogo muito afirmativo e a construção de uma proposta de cadeia produtiva nas negociações com o governo. Isso não é fácil.

Elio Coradini Filho - Creio que a enorme dificuldade deste momento solidificou a relação de diálogo e confiança. Pois precisamos unir esforços em pautas que beneficiarão toda cadeia. O PEP e PEPRO são ferramentas para o momento, e creio que a partir de agora teremos maior união para buscarmos apoio e soluções para temas essenciais em busca de maior competitividade de nossa cadeia. Ex. Reforma tributária, apoio permanente as exportações e até mesmo regramento de importações do Mercosul.




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comentários (1)

09/02/2018 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Muito interessante esta entrevista com o sr. Coradini, a indústria ate o presente momento encontrava-se na sua zona de conforto, baixando o preço do casca para concorrer entre si e sempre cedendo ante a pressão do varejo.
Pois nunca se preocupou com exportação visando sempre o mercado interno achacando o produtor no preço do saco para manter seu lucro, agora vem com essa conversinha de que exportar é necessário, mas vejam srs. este cidadão industrial agora acha fundamental a interferência do governo através de PEP e PEPRO para viabilizar exportações.
Muito conveniente não e mesmo, falar agora em união da cadeia produtiva desde que o governo coloque dinheiro para ajudar o produtor através da industria que será a primeira a botar a mão na verba para administra-la ao produtor. Conversinha de político não é mesmo ? União da cadeia produtiva, historinha para boi dormir, a indústria nunca foi e nunca será parceira do produtor, muito pelo contrário, cede sempre para o varejo descontando no produtor a sua incapacidade de negociação.

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