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28.01.2018 | MOBILIZAçãO - por Revista Planeta Arroz / Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados

Te Mexe Arrozeiro 2018 ganha corpo e quer mobilizar 2 mil pessoas

Meta é elencar uma pauta de reivindicações a serem apresentadas aos governos, entidades e políticos. Mobilização nas estradas e eventos não está descartada

imagem Movimento busca valorização da orizicultura Foto: Te Mexe Arrozeiro 2018

O movimento Te Mexe, Arrozeiro 2018 ganhou as redes sociais e agora pretende ganhar as ruas, estradas e eventos do Rio Grande do Sul. A assembleia geral pública convocada para a próxima quarta-feira, dia 31, a partir das 8h, no Centro de Eventos de Restinga Sêca, na Depressão Central gaúcha, pretender reunir mais de 2 mil produtores e representantes da cadeia produtiva arrozeira.

São esperados 12 ônibus com rizicultores de Santa Catarina. A articulação central do movimento conta também com apoio e mobilização de arrozeiros do Paraná. Os organizadores locais, em Restinga Sêca já garantiram a disponibilidade de pelo menos 2,5 mil refeições a preço de custo para os participantes.

O arrozeiro e secretário da Agricultura do município, Cláudio Roberto Possebon, explica que ceder e apoiar a estrutura é o mínimo que a cidade pode fazer, levando em conta a importância do arroz para a economia regional. “A Depressão Central reúne a maior concentração de arrozeiros do Rio Grande do Sul e do Brasil, por isso nosso município foi escolhido para esta arrancada. Fica mais fácil a participação. Mas, virão caravanas de todas as regiões do Estado e também grupos catarinenses”, acrescenta.

Algumas excursões estão sendo organizadas com apoio de cooperativas, associações de produtores e sindicatos rurais e de trabalhadores rurais.

A pauta de reivindicações a ser colocada em debate é longa, mas alguns pontos são indicados como unânimes. Entre eles, a renegociação das dívidas arrozeiras com longo prazo e condições de efetiva quitação. O ajuste dos preços mínimos à realidade dos custos da lavoura irrigada e a imediata disponibilização de recursos e mecanismos de comercialização também estão no topo da lista reivindicatória.

Os produtores querem a reinserção – mediante securitização – no crédito oficial e menores juros e custos financeiros. Também reivindicam o livre comércio de insumos (fertilizantes e defensivos permitidos no Brasil) - sem incidência de tributos - no Mercosul, equalização das alíquotas de ICMS entre os estados e mecanismos de apoio à exportação. Também pedem a aplicação da Lei Gorgen, que determina a fiscalização de insumos proibidos, resíduos e contaminantes no arroz importado.

Ações judiciais contra o financiamento da indústria formam um ponto controverso. Parte dos produtores considera importante como meio de pressão para baratear o custo do custeio privado, enquanto outra parte avalia que medidas neste sentido poderão inviabilizar a obtenção de recursos por boa parte dos rizicultores para as próximas safras.

Outros pontos que entrarão em discussão é a valorização das entidades arrozeiras e a busca por uma maior representatividade dos pequenos e médios produtores da Depressão Central. Também será ponto em avaliação ações pela transparência nos dados de safra divulgados pelos organismos oficiais, no caso o Irga e a Conab.

Parte dos arrozeiros entende que a divulgação dos dados pode distorcer o entendimento do mercado, enquanto outra parte assegura que a indústria e o varejo detêm os números e que o maior prejudicado em desconhecê-los seria justamente o agricultor.

Em geral os produtores entendem que neste momento político do país, tudo o que o governo não quer são mobilizações de grande porte contra ele. E essa pode ser uma arma poderosa. Por isso há contatos e conexões com outros segmentos como caminhoneiros e, principalmente, outras cadeias produtivas. Produtores de tabaco, trigo, soja, milho, leite, suínos e aves estão sendo convidados para o evento.

Nas redes sociais têm sobrado críticas para as instituições e entidades setoriais e também para os políticos ligados ao setor. “Tem deputado que se elege só marcando audiência em Brasília e Porto Alegre e prometendo renegociação de dívidas, mas de prático não faz nada para nos ajudar. Está na hora de eleger outros representantes”, afirma um dos comentários mais compartilhados no facebook e no whatsup do grupo.

Uma comissão diretiva será eleita na assembleia para representar os produtores e apresentar as reivindicações às instituições e autoridades civis. Não serão permitidas bandeiras e manifestações político-partidárias. O maior consenso entre os produtores autoconvocados é o de que há urgência na necessidade de resolver a questão de preço para esta safra. Os pontos relativos à próxima safra podem ser negociados com mais tempo. 

Reivindicações em discussão

1. Renegociação de dívidas do setor com prazo e condições reais de pagamento;

2. Seguro de renda para a cultura;

3. Ajuste dos preços mínimos ao real custo de produção das lavouras irrigadas (R$ 43,00);

4. Disponibilização de mecanismos de comercialização AGFs, PEP Exportação e Pepro com base nos preços mínimos revisados pelo custo de produção;

5. Reinserção dos arrozeiros ao crédito oficial mediante renegociação e securitização das dívidas em condições de pagamento condizentes com a realidade da lavoura;

6. Redução dos juros e custos do crédito oficial;

7. Liberdade de compra de insumos permitidos no Brasil (por princípio ativo) e fertilizantes no Mercosul com isenção de impostos de importação;

8. Equalização das tarifas de ICMS entre os estados brasileiros;

9. Aplicação da Lei Goergen que obriga fiscalização e testes fitossanitários em arroz importado para identificar a presença de resíduos, defensivos proibidos e contaminações;

10. Leis mais rigorosas para fraude na tipificação do arroz à venda com penas rigorosas para indústrias e industriais/responsáveis;

11. Redução dos juros e prazos de vencimento para o crédito privado liberado pelas indústrias;

12. Fortalecimento das entidades arrozeiras e maior representatividade dos pequenos e médios produtores da Depressão Central;

13. Transparência na elaboração e divulgação de dados de safra pelas organizações públicas para evitar impacto negativo ao mercado;

14. Formar uma comissão representativa;

15. Medidas de apoio à exportação.

Fonte: Te Mexe, Arrozeiro 2018!




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comentários (3)

28/01/2018 - Ciro Kuhnen (Barra do Ribeiro - RS)
Ótimo. Agora pode deixar pois Está editado . Obrigado cleiton . Abraço
28/01/2018 - jose carlos vizzotto (São Borja - RS)
qual hora do inicio
29/01/2018 - flavio evandro (Santa Maria - RS)
Parabéns... Me parece que o Movimento está forte, organizado e representativo!!! Com uma pauta bem definida... Espero que todos os produtores insatisfeitos com as entidades que os representam se engagem nesse Movimento que é justo e legítimo!!! Não dá mais para aceitar medidas paliativas que são empurradas com a barriga durante décadas!!! Precisamos de força de classe... combinar as coisas... dialogar interesses de todos!!! Mas não vejo com bons olhos o alongamento de dividas!!! Quem está devendo muito que plante menos e se organize durante algum tempo para que possa retornar as areas integrais!!! Nada de novos finames... Nada de investimentos!!! Tem gente que ainda ta pagando a securitizacao, o pesa, pesinha, refis, varias prorrogacoes, finames, moderfrota, toma dinheiro de CPR, emprestimos em bancos, egfs, etc!!! Como é que pensam em plantar arroz??? Nunca vão ganhar dinheiro... Nunca!!! Então esta na hora desse pessoal parar ou dar uma freada. Acho que deveria constarvda pauta uma possivel reducao de area viltuosa e paralisacoes e protestos organizados em locais ou ate mesmo um novo caminhonaço em Brasilia!!! Parabens mais uma vez ao movimento... os verdadeiros lideres nascem da terra, maos calejadas, sol no rosto.... Chegou a hora da mudança na politica... Cadê aquela politica que vinha dar palestras e que se elegeu senadora as custas dos arrozeiros? E nossos deputados o que estao fazendo? Chega pra essa gente. Basta!!!

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