Newsletter 2

cadastre-se

Na Planeta Arroz os usuários cadastrados têm muitas vantagens. Faça o seu cadastro grátis.

cadastre-se agora
Facebook
news

rss

Na Planeta Arroz você pode conferir as últimas novidades através de Feeds RSS. Confira:

notícias
artigos
Assine 4

notícias

12.01.2018 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Ressacado de 2017, preço do arroz em casca abre 2018 em baixa

E as perspectivas não melhoram, ao menos para o primeiro semestre, apesar do “milagre da multiplicação dos consumidores” realizado pela Conab. Queda em 2018 beira 1%

imagem Safra avança no Rio Grande do Sul e já tem 15% em floração Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de arroz entrou o 2018 ainda ressacado pelos preços baixos praticados ao longo de 2017, e o indicador da saca de 50 quilos de arroz em casca (58x10) no Rio Grande do Sul – Esalq/Senar-RS retroagiu quase 1% até a quinta-feira, dia 11 de janeiro. O preço médio indicado no Rio Grande do Sul é de R$ 37,01, com queda de 0,96% no acumulado do mês. Em dólar há certa estabilidade, cotada a saca na equivalência a US$ 11,48 em moeda estadunidense.

Em Santa Catarina os preços médios estão entre R$ 36,50 e R$ 38,00, com a colheita já iniciada em algumas cidades ao norte – que já começa os tratos culturais para o corte da soca em abril/maio – em no Sul, em Forquilhinha. No Rio Grande do Sul a expectativa é de que a colheita só comece para valer em fevereiro.

Na Depressão Central houve uma ligeira acomodação das cotações, com Cachoeira do Sul, Restinga Sêca e Rio Pardo negociando pequenos e raros lotes na faixa de R$ 36,00 a R$ 36,50. Menos mal para os produtores das regiões de Alegrete, Uruguaiana e Dom Pedrito que negociaram, no início de dezembro, arroz para pagamento em janeiro na faixa de R$ 38,00. Isso diante das cotações médias do Estado, uma vez que frente ao custo médio de produção de R$ 43,00 apontado pelas instituições gaúchas, a realidade continua sendo dramática.

A expectativa dos preços não é animadora para o primeiro semestre de 2018, característica que pode se alongar durante todo o período civil, considerando a safra cheia no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e o avanço da safra do Paraguai, país que deve colocar perto de 700 mil toneladas de arroz em base casca no Brasil neste ano. Apesar de um recuo entre 600 e 700 mil toneladas na produção, dependendo da fonte, e do milagre da multiplicação de consumidores promovido pela Conab, que achou fatores capazes de ampliar em 500 mil toneladas a demanda brasileira, o mercado ainda se manterá ofertado.

O perfil da economia local indica manutenção dos patamares do câmbio – a menos que surjam novos componentes políticos que contaminem a economia – e, com isso, a baixa competitividade do produto brasileiro no exterior e a grande atratividade para os negociantes do Mercosul. Internamente, há movimentação forte da Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz) em reuniões com produtores. O objetivo é a mobilização para a Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que acontecerá em fevereiro na Estação do Irga, em Cachoeirinha. As lideranças setoriais estão concentradas em tornar este um forte ato político-setorial, de forma a buscar a sensibilização da classe política para a situação da orizicultura.

Entre as demandas, redução da carga tributária, liberação das importações de insumos genéricos em igualdade de condições de competir com o Mercosul, renegociação das dívidas e maior proteção ao produto nacional. Medidas judiciais também estão sendo adotadas para buscar salvaguardas ao arroz brasileiro, com base na legislação de agrotóxicos, entre outros fatores.

A expectativa é de que pelo menos 10 mil produtores e interessados compareçam ao evento.

Safra

Na última quinta-feira a Conab divulgou as projeções para a safra 2017/18 no Brasil. A expectativa é que a área brasileira de arroz totalize 1.944 mil hectares, representando redução de 1,9% em relação à área da safra 2016/17. A tendência de redução em áreas de sequeiro, sendo substituída por culturas mais rentáveis como soja e milho. A área de irrigado reduz em virtude da rotação de áreas plantadas realizadas pelos produtores.

No cômputo geral, a estimativa de produtividade é de redução em relação à safra anterior, que teve um excelente comportamento. Porém, há de se destacar que a estimativa de produtividade é compatível com os pacotes tecnológicos utilizados pelos produtores e tem se mantido estável em relação ao levantamento passado frente às condições climáticas até o momento. Na produtividade, a previsão da média nacional é de 5.978 kg/ha. Na estimativa de produção, os números nacionais apontam para redução 5,7% em relação à safra passada, estimada em 11.622 mil toneladas.

Balança comercial

Os números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) neste início de janeiro confirmaram o que toda a cadeia produtiva brasileira do arroz já sabia: a balança comercial do grão terminou com 2017 em déficit. De janeiro a dezembro de 2017, o ano civil, o Brasil importou 1,141 milhão de toneladas, enquanto exportou apenas 870.268 toneladas em base casca. O déficit foi de 271,2 mil toneladas, segundo os números oficiais.

Mercado

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 37,00 para a saca de arroz de 50 quilos, em casca, 58x10, no Rio Grande do Sul, e de R$ 77,00 para a saca de 60 quilos de arroz beneficiado, branco, tipo 1, sem ICMS. Os quebrados de arroz mantiveram preços estáveis em R$ 53,00 para o saco de 60kg do canjicão e R$ 43,00 para a quirera. A tonelada do farelo e arroz valorizou R$ 10,00 neste início de ano para R$ 370,00 (FOB). O mercado referencial é Arroio do Meio, polo da fabricação de rações animais no Rio Grande do Sul.

Preço ao Consumidor

O travamento dos negócios no varejo referente às festas de final de ano e as férias levou os supermercados brasileiros a realizarem muitas promoções voltadas ao arroz. Com isso, preços médios e mínimos retraíram de forma mais significativa neste início de ano. Algumas redes gaúchas chegam a oferecer oferta em pacotes de cinco quilos de arroz do Tipo 1 a R$ 7,98. Na última semana percorreram as redes sociais ofertas neste patamar de uma marca secundária de arroz de uma grande indústria brasileira empacotado no Paraguai e comercializado por uma rede no interior paulista. A média de preços nas capitais pesquisadas por Planeta Arroz ficou pouco acima dos R$ 11,00.

 




Enviar notícia para um amigo

comentários (13)

12/01/2018 - Rafael Busato (Arroio Grande - RS)
Safra cheia no Brasil???? Colheita em fevereiro???? Como sabemos é notório o atraso no plantio, que refletirá tanto no recuo da produtividade quanto na época da colheita, que terá seu início na segunda quinzena de março. Já não é a primeira vez que percebo como tendenciosa a maneira como os os números são relatados nas diversas reportagens deste canal. Teremos safra enxuta e tardia. Produtores descapitalizados se viram obrigados a investir sensivelmente menos nas lavouras. Precisamos buscar veementemente o mercado externo, temos qualidade e os preços praticados no mercado internacional estão melhores que os praticados aqui. Além disso, tem que acabar com esta entrada de arroz contaminado do Paraguai. É questão de saúde pública!
12/01/2018 - flavio evandro (Santa Maria - RS)
Perfeito Rafael. È bem isso ai... No México e demais America Central chegam a pagar U$ 700 a tonelada pelo paddy americano. O que ocorre é que no Brasil é a industria quem mais compra para depois exportar... Como eles querem que o preço aqui não melhore é óbvio que irão fazer de tudo para trancar as exportações... Tchê se ninguém fizer nada o preço vai cair abaixo dos 30 esse ano... O governo está louco para repor estoques... Porque nao forçam a suba do preço minimo??? Ja falei aqui e repito... A Abiarroz é muito mais representativa que nossas entidades... Se não faltar agua esse ano vai dar muito arroz Rafael... Na fronteira-oeste se plantou bastante no cedo mais o arroz dos hermanos e os estoques privados da ultima safra vão tumultuar o mercado esse ano. Não tenho duvidas sobre isso... Mas alguns insistem em comemorar em Festas do Arroz!!! Ano de crise venho dizendo ha tempos... não se comemora nada... não se faz Finames... se fica bem quieto que nem Caramujo!!!
13/01/2018 - Schmidt Schmidt (Massaranduba - SC)
Arroz Urbano Agroindustrial de Jaraguá do Sul Santa Catarina o mesmo que patrocina o São Paulo time de futebol abril seu preço 13/01/18 a impressionante $33,00 a saca de 50Kg.boa sorte a todos.
13/01/2018 - Edereson Diehl ( - AC)
Quem sabe subir o preco minimo seria uma solucao, de momento, pq na frente o governo teria estoque pra nos controlar. Solucão mesmo será pro ano encher as varzea de soja, se possivel com possibilidade de banhar no ponto critico(floracão e formacão de grão), claro q para isso teria ter quadro reto e bem drenado. Outra é aumentar exportacão e taxar as importacões, momento oportuno já q o governo precisa de verba e finalmente trocar de governo, aí entra nossos representanres q precisam cobrar com assinatura em punho do próximo candidato , um comprometimneto firme com nosso setor produtivo. Sds.
14/01/2018 - Ciro Kuhnen (Barra do Ribeiro - RS)
Só podem estar de brincadeira né? Pois nem chega perto disso o preço realmente praticado pelas industrias .
14/01/2018 - Ciro Kuhnen (Barra do Ribeiro - RS)
Apoiado Rafael busato.
14/01/2018 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Quando preço chegar a R$ 20,00 o saco, parem de Plantar.....R$ 33,00 ?? Ainda ta bom.....Aproveitem....
15/01/2018 - Elton Machado (Pelotas - RS)
Concordo Rafael, principalmente quanto a reportagens tendenciosas. Sou talvez uns dos primeiros cadastrados nesse site de lá para cá as coisas mudaram muito inclusive pouco ando por aqui e a muito não publico nada. É melhor abrir o olho, já o Antonio Rodrigues está no time certo.
15/01/2018 - flavio evandro (Santa Maria - RS)
O governo só tranca mercado quando fica com estoques publicos altos, ou seja, acima de 1 milhao de toneladas... Leiloes pequenos nao tem poder de trancar mercado... O preço minimo mais alto seria apenas para balizar preços de mercado... A industria tem respeitado esse valor... Nao me perguntem o porque??? plantar soja nas varzeas o pessoal ainda está reticente... reduzir area me parece que não querem... alguns pucha sacos ainda plantam variedade nobre 409 e 417 para as industrias ferrarem quem planta 424... Só resta uma alternativa... QUEBRAR uns 30% dos produtores e da industria pequena e média... me mostrem outra saida!!!
15/01/2018 - Antonio Paulo (Três Cachoeiras - RS)
Verdade pessoal, vai quebrar muita industria mesmo, e espero que a minha não quebre, mesmo sendo pequena. O problema todo esta nos preços praticados pelo braço mais forte da cadeia hoje que é o VAREJO. Preços em São Paulo de marcas famosas e até desconhecidas a R$ 7,98, R$ 8,98 são comuns. Não há outra alternativa se não trancarmos o pé. Temos mais de 500 industrias oferecendo arroz e o varejo que é forte e a cada dia tem mais oferta deita e rola. O arroz infelizmente para competir com o paraguaí a $ 200 dólares a tonelada tem que custar aqui pra nós no máximo R$ 30,00. tem muita gente no meio só agregando custo sem nada ajudar, como o IRGA e as autarquias que só fazem reunião e não resolvem nada. ESPERO PODER ESTAR AQUI ANO QUE VEM FALANDO DE PREÇOS, VISTO QUE NOS PATAMARES DE HOJE.....NEM DEUS MAIS SALVA....
15/01/2018 - Miguel Andre Barbosa da Silva (Barra do Ribeiro - RS)
Carissimos, não sei se nossos representantes (Farsul, CNA, Federarroz, deputados, etc.) estão fazendo algo mais incisivo quanto aos problemas fitossanitarios do arroz que importamos, quanto aos descontos de tributos aplicados pelos Estados do centro no arroz do Paraguai, quanto às disparidades de custos no Brasil frente ao resto do Mercosul, etc. Caso não se vislumbre nada alentador com urgência, talvez seja o momento de organizar um protesto da categoria cim eventual boicote à comercialização e trânsito do arroz, à moda antiga. Sds
16/01/2018 - Diego Silva (pelotas - RS)
Trancar fronteiras e porta de indistria que falta lá em cima e uma alternativa à moda antiga
17/01/2018 - Fabiano Fonseca (Camaquã - RS)
pessoal fui plantador de arroz , há quase 15 anos atrás,sempre escutei essa conversa , ahh , farsul , federarroz , outros entidades de classe , vão tomar providência , resultado ¨¨ quebreiiii ¨¨ como muitos quebraram e outros tantos vão quebrar , enquanto não tiver uma politica séria e honesta com o produtor , vai ser sempre isso , frustração de safra o arroz sobe , safra cheia o arroz baixa e assim vamos vivendo !!!! boa sorte a todos nós que dependemos deste negócio !!!!

Deixe o seu comentário.
Para isso, é necessário estar logado.

esqueci minha senha enviar

Se você é um novo usuário, faça o seu cadastro gratuitamente.

Todos os direitos reservados - Copyright 2018 - Planeta Arroz

Desenvolvido por dzestudio